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Trombocitopenia na criança

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema

Em resumo

A trombocitopenia na criança é uma contagem de plaquetas abaixo de 150 × 10⁹/L, e o primeiro passo é confirmá-la no esfregaço, porque os agregados causados pelo EDTA do tubo imitam-na. A seguir, a pergunta que decide é se a criança está bem ou doente.

A criança bem, com petéquias e equimoses de início súbito, sem organomegalias e com o resto do hemograma normal, tem quase sempre trombocitopenia imune, a causa mais frequente em pediatria, muitas vezes semanas depois de uma infeção viral. Remite na maioria, e trata-se pela hemorragia e não pela contagem: observação quando só há pele, prednisolona ou imunoglobulina quando há hemorragia mucosa. O mielograma não é preciso na apresentação típica, nem antes do corticoide.

A criança doente, com febre, palidez, dor óssea, organomegalias, outras citopenias ou esquizócitos, pede investigação urgente de leucemia, sépsis com coagulação intravascular e microangiopatia trombótica, com o síndrome hemolítico-urémico depois de uma diarreia com sangue à cabeça. Na microangiopatia, as plaquetas só se transfundem na hemorragia com risco de vida.

No recém-nascido bem com trombocitopenia grave e mãe com plaquetas normais, a hipótese é a aloimune, que pode afetar a primeira gravidez e causar hemorragia intracraniana. E numa trombocitopenia desde o nascimento, com plaquetas pequenas ou gigantes ou malformações, pensa-se nas formas hereditárias, como o Wiskott-Aldrich num rapaz com eczema e infeções.

Referências

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15 perguntas sobre Trombocitopenia

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