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Sedativos/hipnóticos

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

Os sedativos e hipnóticos são depressores do sistema nervoso central: benzodiazepinas, agonistas Z (zolpidem, zopiclona) e, hoje quase só na epilepsia e na anestesia, os barbitúricos. Ao contrário das outras substâncias, a dependência começa quase sempre numa receita. Portugal está entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) com maior consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos, e o utilizador típico é uma mulher de meia-idade ou idosa, a tomar uma benzodiazepina há anos para dormir ou para a ansiedade.

Todos potenciam o GABA no recetor GABA-A. A benzodiazepina aumenta a frequência de abertura do canal de cloro, precisa do GABA endógeno e tem teto de efeito, pelo que a sobredosagem isolada raramente mata; o barbitúrico aumenta a duração da abertura, em dose alta abre o canal sozinho e não tem teto. O teto deixa de proteger quando se junta álcool ou opioide, e essa associação é das causas mais frequentes de morte por sobredosagem.

O uso continuado cria tolerância rápida ao efeito hipnótico e muito menor ao ansiolítico e ao amnésico, e deixa o cérebro adaptado a uma inibição que já não existe. Retirar de repente dá uma privação do mesmo modelo da alcoólica, com ansiedade, tremor, hipersensibilidade sensorial e, nos casos graves, convulsões e delirium. Começa em poucos dias com fármacos de semivida curta e pode tardar uma semana ou mais com os de semivida longa, o que a faz passar despercebida no doente internado.

A intoxicação trata-se com suporte. O flumazenil não é rotina e é perigoso no utilizador crónico e na co-ingestão de fármacos proconvulsivantes, porque precipita convulsões que o próprio antídoto impede de tratar. A desabituação faz-se com o doente, convertendo para diazepam e reduzindo cerca de um oitavo da dose a cada 2 semanas, nunca com um corte abrupto.

A melhor prevenção é anterior à primeira receita. A norma da DGS limita o tratamento a 4 semanas na insónia e a 8 a 12 semanas na ansiedade, já com a descontinuação incluída. No idoso as benzodiazepinas dão quedas, fraturas e confusão; na hepatopatia escolhem-se lorazepam ou oxazepam, que não têm metabolitos ativos; e na grávida não se suspendem de repente.

Referências

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13 perguntas sobre Sedativos/hipnóticos

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