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Fobias

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 18 perguntas neste tema

Em resumo

As fobias são medos marcados e desproporcionados ao perigo real, desencadeados por um objeto ou uma situação concretos, que a pessoa evita ou suporta com sofrimento intenso. O DSM-5-TR separa três perturbações: a fobia específica, em que se teme o próprio estímulo (um animal, as alturas, as agulhas, o avião); a perturbação de ansiedade social, em que se teme a avaliação negativa dos outros; e a agorafobia, em que se teme ficar num sítio de onde seria difícil sair ou obter ajuda se surgissem sintomas incapacitantes. Nas três, o medo dura tipicamente 6 meses ou mais, em qualquer idade.

Estão entre as perturbações mentais mais frequentes e de início mais precoce. A fobia específica começa na infância e é cerca de duas vezes mais frequente na mulher; a ansiedade social começa no início da adolescência e atinge cerca de 12% da população ao longo da vida nos Estados Unidos; a agorafobia começa mais tarde, entre o início e o meio dos 20 anos, em regra depois de ataques de pânico, e é hoje um diagnóstico separado da perturbação de pânico. O mecanismo que as mantém é o mesmo: o evitamento alivia de imediato, reforça-se por isso e impede a pessoa de aprender que a catástrofe não acontece.

O diagnóstico é clínico e resolve-se quase sempre com uma pergunta: do que é que a pessoa tem medo, exatamente? A mesma recusa de andar de avião pode ser fobia situacional, agorafobia ou perturbação de pânico, conforme o que se teme. Rastreiam-se sempre a depressão e o consumo de álcool, que é a automedicação mais comum, sobretudo na ansiedade social.

O tratamento central é a exposição gradual, com prevenção do evitamento e retirada dos comportamentos de segurança. Na fobia específica a exposição basta quase sempre e o fármaco não tem lugar; na fobia de sangue, injeção e ferimento, em que a resposta vasovagal bifásica leva ao desmaio, acrescenta-se a tensão aplicada. Na ansiedade social a primeira linha é a terapia cognitivo-comportamental individual e, quando a pessoa prefere medicação, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS), escitalopram ou sertralina; o propranolol serve apenas a ansiedade de desempenho circunscrita. Na agorafobia junta-se a exposição ao tratamento do pânico. As benzodiazepinas não são tratamento de fundo em nenhuma delas.

Referências

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18 perguntas sobre Fobias

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