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Perturbações do sono

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema

Em resumo

As perturbações do sono agrupam-se em seis famílias: insónia, hipersónias de origem central, perturbações respiratórias do sono, perturbações do ritmo circadiano, parassonias e perturbações do movimento relacionadas com o sono. A queixa que as abre é quase sempre uma de três: dormir mal, ter sono durante o dia ou fazer coisas estranhas durante a noite, e a história contada por quem dorme ao lado é peça central.

A insónia é a mais frequente, em 6 a 10% dos adultos. Define-se pela dificuldade em adormecer, em manter o sono ou por despertar precoce, pelo menos três noites por semana durante três meses, com oportunidade para dormir e com consequências de dia; quem dorme pouco e está bem não tem doença. O diagnóstico é clínico, apoiado num diário de sono de duas semanas, e a polissonografia fica para a suspeita de outra perturbação. A terapia cognitivo-comportamental é a primeira linha, com a restrição do sono e o controlo de estímulos como componentes ativos; os hipnóticos são de curta duração, e os anti-histamínicos e antipsicóticos não têm lugar.

A sonolência diurna deve-se quase sempre a sono insuficiente, apneia obstrutiva, turnos, fármacos ou depressão. A narcolepsia é rara, começa na adolescência e resulta da perda dos neurónios de hipocretina; a cataplexia, perda de tónus desencadeada pelo riso com a consciência mantida, define o tipo 1. Confirma-se por polissonografia seguida do teste de latências múltiplas, com latência de 8 minutos ou menos e pelo menos dois períodos de REM precoce, ou por hipocretina baixa no líquido cefalorraquidiano.

Nas parassonias é a hora da noite que separa as duas famílias. As do sono não REM são do primeiro terço, da criança, com amnésia do episódio, e são benignas. A perturbação comportamental do sono REM é de madrugada, do homem depois dos 50 anos, que encena o sonho e se lembra dele, e anuncia uma sinucleinopatia em cerca de 6% dos doentes por ano. As perturbações circadianas são sono normal à hora errada, e tratam-se com luz e melatonina bem cronometradas.

Na síndrome das pernas inquietas o primeiro exame é a ferritina com a saturação da transferrina, e o ferro trata-se com limiares mais altos do que os habituais; a primeira linha passou a ser a gabapentina ou a pregabalina, porque os agonistas dopaminérgicos causam potenciação. O que não se pode falhar: a sonolência ao volante, a perturbação do sono REM como pródromo, a apneia tratada como insónia com benzodiazepinas, o hipnótico sem plano de suspensão e a mania confundida com insónia.

Referências

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15 perguntas sobre Perturbações do sono

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