Perturbação obsessivo-compulsiva
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema
A perturbação obsessivo-compulsiva junta obsessões, pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos e indesejados que a pessoa tenta afastar, e compulsões, comportamentos ou atos mentais repetidos que aliviam a ansiedade por pouco tempo e por isso a perpetuam. Atinge cerca de 2% das pessoas ao longo da vida, começa habitualmente no fim da adolescência ou na infância e, desde o DSM-5 e a CID-11, tem capítulo próprio, fora das perturbações de ansiedade, com a dismórfica corporal, a acumulação, a tricotilomania e a escoriação.
Apresenta-se com lavagens, verificações, ordenação e rituais mentais, muitas vezes escondidos por vergonha, sobretudo quando os temas são agressivos, sexuais ou religiosos. O diagnóstico é clínico: obsessões ou compulsões que ocupam mais de uma hora por dia ou causam sofrimento ou compromisso. O insight pode ser pobre ou mesmo ausente sem que o quadro passe a ser psicose; o que a separa da personalidade obsessivo-compulsiva é que aqui o pensamento é egodistónico e combatido.
O tratamento é a exposição com prevenção da resposta e os ISRS, em doses mais altas e ensaios mais longos do que na depressão, de 8 a 12 semanas. Sem resposta, troca-se de ISRS, passa-se à clomipramina ou associa-se um antipsicótico em dose baixa, e o fármaco eficaz mantém-se pelo menos 12 meses.
O que não se pode falhar: julgar falência do ISRS cedo demais, tomar pensamentos intrusivos de dano por risco de ato, confundir no pós-parto as obsessões com a psicose puerperal e deixar a família continuar a participar nos rituais.
Referências
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15 perguntas sobre Perturbação obsessivo-compulsiva
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