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Disfunções sexuais

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema

Em resumo

As disfunções sexuais são dificuldades persistentes numa das fases da resposta sexual, o desejo, a excitação e o orgasmo, ou dor associada ao ato sexual, que causam sofrimento. O DSM-5-TR exige cerca de 6 meses e, na maioria das entidades, presença em 75 a 100% das ocasiões; sem sofrimento não há diagnóstico, e o desejo que só aparece depois da excitação é normal. A exceção é a disfunção induzida por fármacos, que se diagnostica logo que a queixa acompanha o início ou o aumento da dose.

As causas são quase sempre várias ao mesmo tempo: doença vascular, diabetes, hormonas, fármacos, depressão, ansiedade de desempenho e a relação do casal. A queixa situacional, com ereções matinais preservadas, aponta para causa psicogénica; a generalizada e progressiva aponta para causa orgânica. O médico tem de perguntar, porque o doente raramente traz o tema.

A perturbação erétil é a mais estudada. A disfunção endotelial atinge primeiro as artérias penianas, mais finas do que as coronárias, e por isso a queixa pode preceder a doença cardiovascular em alguns anos e obriga a estratificar o risco. Os inibidores da fosfodiesterase 5 são a primeira linha, só funcionam com estimulação sexual e estão contraindicados com nitratos e outros dadores de óxido nítrico. Na ejaculação precoce usam-se técnicas comportamentais, a dapoxetina ou um anestésico tópico; nas perturbações do desejo, do orgasmo e da dor génito-pélvica, a base é a terapia sexual, com dilatadores e fisioterapia do pavimento pélvico na dor.

O que não se pode falhar: o risco cardiovascular por trás da disfunção erétil de novo, o nitrato dado a quem tomou um inibidor da fosfodiesterase 5, o priapismo isquémico que passa das 4 horas e o doente que abandona o antidepressivo ou o antipsicótico por causa da função sexual sem que ninguém lhe tenha perguntado.

Referências

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12 perguntas sobre Disfunções sexuais

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