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Sibilância recorrente e asma na criança

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema

Em resumo

A sibilância recorrente é das queixas mais frequentes da pediatria, e o que a torna difícil é que só uma minoria destas crianças tem asma. Na coorte de Tucson, cerca de um terço das crianças assobiou antes dos 3 anos e perto de metade até aos 6, mas a maioria das que assobiaram cedo já não o fazia aos 6 anos. Os vírus respiratórios, que a criança pequena apanha seis a oito vezes por ano, desencadeiam a maior parte dos episódios; a atopia, a asma nos pais e a sibilância fora das constipações são o que aponta para uma asma que persiste.

Até aos 5 anos o diagnóstico é clínico e assenta em três critérios que têm de estar todos presentes: episódios recorrentes de sibilância confirmada, nenhuma alternativa mais provável e resposta ao tratamento, seja ao salbutamol em 20 a 60 minutos, seja a uma prova de corticoide inalado de 2 a 3 meses. Quando falta um critério, fala-se de asma suspeita, trata-se e reavalia-se. O índice preditivo de asma estratifica o risco de asma na idade escolar, mas não diagnostica nem exclui. A partir dos 5 ou 6 anos a criança já faz espirometria e o diagnóstico passa a exigir, como no adulto, a demonstração da limitação variável do fluxo.

O tratamento muda com a idade. Até aos 5 anos o alívio é o salbutamol e o controlador preferido é o corticoide inalado diário em dose baixa, dado com câmara expansora; o corticoide inalado com formoterol não está estudado nesta idade. Dos 6 aos 11 anos o salbutamol isolado deixa de ser aceitável e o alívio passa a ser anti-inflamatório, com o corticoide inalado com formoterol em dose pediátrica ou o corticoide inalado tomado sempre que se usa o salbutamol. Antes de subir um degrau revêem-se sempre a técnica inalatória, a adesão, as exposições e o próprio diagnóstico. Os biológicos existem a partir dos 6 anos, em centro especializado.

Na crise, a gravidade avalia-se com uma escala clínica validada, e trata-se com salbutamol por câmara expansora, brometo de ipratrópio nas formas moderadas e graves, prednisolona oral 1 a 2 mg/kg e oxigénio se a saturação estiver abaixo de 92%. O sulfato de magnésio endovenoso fica para a crise grave a partir dos 2 anos. Não se pode falhar: o primeiro episódio antes dos 12 meses é bronquiolite; sibilância unilateral, de início neonatal ou que nunca responde obriga a procurar outra doença; com sinais de anafilaxia, a adrenalina intramuscular vem primeiro; e toda a criança com crise moderada ou grave sai com corticoide inalado, plano escrito e consulta marcada.

Referências

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15 perguntas sobre Sibilância recorrente e asma

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