Pediatria Geral›Puberdade normal e variantes da normalidadePublicado (Premium)

Puberdade normal e variantes da normalidade

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 11 perguntas neste tema

Em resumo

A puberdade é a passagem da criança ao adulto: aparecem os caracteres sexuais secundários, dá-se o estirão, acumula-se massa óssea e adquire-se capacidade reprodutiva. Começa em média aos 10 anos na rapariga, com o botão mamário, e aos 12 no rapaz, com o testículo de 4 mL, e dura em geral três a quatro anos. É precoce quando os sinais surgem antes dos 8 anos na rapariga ou dos 9 no rapaz, e está atrasada quando faltam aos 13 ou aos 14.

A maioria das crianças enviadas por sinais cedo demais ou tarde demais não tem doença: tem uma variante da normalidade. A telarca prematura isolada, a adrenarca prematura, a menarca prematura isolada, a puberdade adiantada, a ginecomastia puberal e o atraso constitucional do crescimento e da puberdade são autolimitados e não se tratam. O que as separa da doença é serem isoladas, não acelerarem o crescimento nem a idade óssea e não progredirem.

A avaliação assenta na história, na curva de crescimento, no estadiamento de Tanner, com o volume testicular medido com orquidómetro, e, quando há dúvida, na idade óssea. O exame que mais decide é o tempo: rever a criança ao fim de 4 a 6 meses distingue a variante estável da puberdade verdadeira, que progride e acelera o crescimento. Adrenarca e gonadarca são eixos independentes, por isso pelo púbico isolado não prova que o eixo gonadal acordou.

O que não se pode falhar: a puberdade precoce que progride, o atraso que esconde um hipogonadismo (anosmia, criptorquidia, micropénis), a ginecomastia antes da puberdade, a virilização rápida que aponta para hiperplasia congénita da suprarrenal ou tumor, e a hemorragia vaginal antes da puberdade tomada por menarca prematura sem excluir causa local, exógena ou periférica.

Referências

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