Programa nacional de vacinação e vacinas extra-plano
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 19 perguntas neste tema
O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é o esquema de vacinas universal, gratuito e recomendado que a Direção-Geral da Saúde (DGS) define para toda a população, e que desde outubro de 2025 vive no Livro Azul de Vacinas, complementado por normas próprias para as campanhas sazonais. Protege contra 12 infeções e concentra-se no primeiro ano de vida, que é o período de maior vulnerabilidade: aos 6 meses a primovacinação está completa para 7 delas e aos 12 meses para 11.
O calendário assenta em duas vacinas combinadas que se alternam: a hexavalente aos 2 e aos 6 meses, que traz a hepatite B, e a pentavalente aos 4 e aos 18 meses, que não a traz. Aos 12 meses juntam-se a pneumocócica de 20 serotipos, a meningocócica B, a meningocócica ACWY e a primeira dose contra sarampo, parotidite e rubéola; aos 5 anos a tetravalente e a segunda dose desta última; aos 10 anos a Td (tétano e difteria) e a vacina contra o papilomavírus, em ambos os sexos. A Tdpa, com componente contra a tosse convulsa, é da grávida, em cada gravidez, para proteger o recém-nascido.
Fora do esquema geral ficam estratégias dirigidas: a BCG só para crianças de risco com menos de 6 anos, a vacina contra o rotavírus só para grupos de risco, a gripe e a COVID-19 em campanhas anuais com critérios de idade e de risco, e o nirsevimab, um anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório que, desde 2026, se dá a todos os recém-nascidos na sua primeira época.
A decisão de consultório é quase sempre a mesma: vacinar. As contraindicações gerais são duas e só dizem respeito às vacinas vivas (imunodeficiência grave e gravidez); a anafilaxia a uma dose anterior não se revacina sem imunoalergologia; e a longa lista de falsas contraindicações (doença ligeira com febre, antibiótico, prematuridade, alergia ao ovo) não deve adiar nada. Um esquema em atraso completa-se e nunca se recomeça; uma dose dada antes da idade ou do intervalo mínimos não conta e repete-se.
O que não se pode falhar é a oportunidade de vacinação perdida por uma falsa contraindicação, a vacina viva dada a quem tem imunodeficiência grave, e a anafilaxia pós-vacinal, que se trata com adrenalina intramuscular imediata.
O que é o PNV
- Programa da DGS com cinco princípios: universalidade, gratuitidade, acessibilidade, equidade e aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.
- Universal quer dizer que qualquer pessoa que se apresente numa unidade do Serviço Nacional de Saúde é vacinada, ou encaminhada para quem tenha a vacina, mesmo que esteja inscrita noutra unidade ou ainda não tenha número de utente.
- O documento de referência é o Livro Azul de Vacinas, que substituiu em outubro de 2025 o PNV 2020 (Norma n.º 18/2020). O esquema do PNV prevalece sobre o resumo das características do medicamento.
- A vacinação é recomendada, não imposta: a partir dos 16 anos o próprio consente; abaixo disso vacina-se na presença de quem tenha a guarda do menor ou a quem ele esteja confiado. Quem recusa uma vacina declara-o por escrito, e a recusa fica registada.
Registo
- Todo o ato vacinal regista-se na plataforma VACINAS logo a seguir à administração, ou no prazo máximo de 24 horas se a plataforma não estiver acessível.
- Quem não tem registo de uma vacina é considerado não vacinado para essa vacina.
Coortes que determinam a elegibilidade
| vacina | coortes abrangidas |
|---|---|
| Meningocócica B (MenB) | nascidos a partir de 2019 |
| Papilomavírus humano (HPV) | nascidos a partir de 2009, dos dois sexos |
| Sarampo, parotidite e rubéola (VASPR) | nascidos a partir de 1970 |
| Hepatite B (VHB) | nascidos a partir de 1980 |
Mudanças recentes
- A pneumocócica conjugada de 13 serotipos (Pn13) foi substituída pela de 20 (Pn20) aos 2, 4 e 12 meses (Norma n.º 013/2024); quem começou com Pn13 completa com Pn20.
- A meningocócica C (MenC) aos 12 meses foi substituída pela MenACWY (Norma n.º 005/2025).
- A BCG deixou de ser universal em 2016 e passou a ser só para grupos de risco; a Organização Mundial da Saúde reserva a vacinação universal para países com incidência de tuberculose igual ou superior a 40 por 100 000 habitantes.
- Desde 2020, a MenB é universal, o HPV passou a abranger o sexo masculino, e a vacina contra o rotavírus é dada a grupos de risco.
- Em 2026, a imunização contra o vírus sincicial respiratório com nirsevimab passou a abranger todos os recém-nascidos, e o HPV ganhou um esquema tardio alargado (Norma n.º 002/2026).
Imunidade ativa e passiva
| ativa | passiva | |
|---|---|---|
| origem | produzida pelo próprio, por infeção ou vacina | anticorpos transferidos: placenta, transfusão, imunoglobulina, anticorpo monoclonal |
| início | semanas | imediato |
| duração | longa, por vezes vitalícia | transitória (semanas a meses) |
| memória | sim | não |
- Os anticorpos maternos passam pela placenta e protegem o recém-nascido nos primeiros meses, mas têm semivida de cerca de 30 a 40 dias: para lá das 8 a 12 semanas de vida protegem pouco. É por isso que se vacina a grávida (Tdpa, gripe) e que o esquema do lactente começa às 6 a 8 semanas.
- Os mesmos anticorpos maternos neutralizam as vacinas vivas injetáveis, que em regra se dão depois dos 12 meses.
- O nirsevimab é imunização passiva: um anticorpo pronto, que não ensina o sistema imunitário a produzir nada.
Vacinas vivas e inativadas
- Vivas atenuadas (VASPR, BCG, rotavírus, gripe intranasal, febre amarela): replicam-se durante dias a semanas e dão resposta humoral e celular robusta; uma só dose imuniza 90 a 95% das pessoas, e a segunda dose serve para apanhar quem não respondeu e garantir a proteção da comunidade. Estão contraindicadas na imunodeficiência grave e na gravidez.
- Inativadas (toxoides, subunidades, polissacáridos, conjugadas, mRNA): não causam a doença e podem dar-se a imunocomprometidos, mas respondem menos e precisam de várias doses e de reforços. Levam muitas vezes adjuvante.
Resposta primária, memória e porque é que não se recomeça
- A resposta primária é dominada por imunoglobulina M, com passagem para imunoglobulina G semanas depois; com antigénios proteicos, as células T auxiliares conduzem a maturação da afinidade e deixam linfócitos B de memória.
- Perante nova exposição, os linfócitos B de memória produzem anticorpos protetores em 3 a 4 dias. A memória não se apaga com o tempo, e é por isso que um esquema interrompido se completa e não se reinicia.
- Quando a doença se instala mais depressa do que a memória consegue responder (toxinas como a tetânica e a diftérica), a proteção depende de anticorpo circulante, e daí os reforços periódicos de Td.
Polissacáridos e conjugação
- Os polissacáridos puros ativam os linfócitos B sem células T: não há memória nem maturação da afinidade, e dependem da zona marginal do baço, que só amadurece por volta dos 18 meses. Por isso a pneumocócica polissacarídica de 23 serotipos (Pn23) só se usa a partir dos 24 meses.
- Ligar o polissacárido a uma proteína transportadora torna a resposta dependente de células T: as conjugadas contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), pneumococo (Pn20) e meningococo (MenACWY) são imunogénicas desde os 2 meses e deixam memória.
Imunidade de grupo
- Quando uma proporção elevada da população está imune, a transmissão cai e os suscetíveis ficam protegidos indiretamente. Só existe nas doenças em que o homem é o único reservatório: o tétano, que vem do solo, não a tem.
- O limiar depende da transmissibilidade: no sarampo é de cerca de 95%, e é por isso a primeira doença a regressar quando a cobertura desce.
Falência vacinal
- Primária: não há resposta inicial, mais frequente na imunossupressão.
- Secundária: a resposta existiu mas a proteção diminuiu com o tempo.
Esquema geral recomendado
| idade | vacinas |
|---|---|
| Nascimento | VHB 1, nas primeiras 24 horas, na maternidade |
| 2 meses | hexavalente (DTPaHibVIPVHB), Pn20, MenB |
| 4 meses | pentavalente (DTPaHibVIP, sem VHB), Pn20, MenB |
| 6 meses | hexavalente |
| 12 meses | Pn20, MenB, MenACWY, VASPR 1 |
| 18 meses | pentavalente |
| 5 anos | tetravalente (DTPaVIP), VASPR 2 |
| 10 anos | Td, HPV (2 doses, aos 0 e 6 meses) |
| 25, 45 e 65 anos | Td, e depois de 10 em 10 anos |
| Grávida | Tdpa, em cada gravidez |
Siglas: VHB, vacina contra a hepatite B; DTPa, difteria, tétano e tosse convulsa acelular (pertussis); Hib, Haemophilus influenzae tipo b; VIP, poliomielite inativada; Pn20, pneumocócica conjugada de 20 serotipos; MenB e MenACWY, meningocócicas; VASPR, sarampo, parotidite epidémica e rubéola; HPV, papilomavírus humano; Td, tétano e difteria em dose reduzida; Tdpa, a mesma com tosse convulsa.
- Hexavalente aos 2 e 6 meses, pentavalente aos 4 e 18 meses: aos 4 meses não se dá VHB, e a segunda hexavalente é aos 6.
- Aos 10 anos é Td, não Tdpa: a Tdpa do esquema geral é só a da grávida.
- A 3.ª dose de Pn20 pode dar-se a partir dos 11 meses quando a primeira foi dada antes dos 6.
- Doses no esquema completo: VHB 3, Hib 4, DTPa 5, VIP 5, Pn20 3, MenB 3, MenACWY 1, VASPR 2, HPV 2.
- A vacinação do primeiro ano, incluindo a dos 12 meses, faz-se nas idades recomendadas, sem atrasos.
Locais de administração
- Antes dos 12 meses, as intramusculares vão na coxa; a partir dos 12 meses, na parte superior do braço. Nunca no glúteo.
- Pode dar-se mais do que uma vacina no mesmo membro com 2,5 cm de distância entre injeções.
- A BCG dá-se no braço esquerdo, e nesse braço não se dá mais nenhuma vacina durante 3 meses.
Transições e doença prévia
- Quem começou com Pn13 completa com Pn20.
- Crianças entre os 12 meses e os 18 anos que não fizeram a MenC aos 12 meses fazem MenACWY na primeira oportunidade.
- Doença invasiva prévia não dispensa a vacina: por Hib ou MenB antes dos 2 anos, ou pneumocócica em qualquer idade, inicia-se ou completa-se o esquema 1 mês depois do início da doença, até à véspera dos 5 anos; por meningococo A, C, W ou Y antes dos 2 anos, MenACWY 1 mês depois, até à véspera dos 18.
- A tosse convulsa pode não deixar imunidade duradoura: vacina-se depois da cura.
HPV
- Vacina nonavalente, 2 doses (0 e 6 meses) aos 10 anos, nos dois sexos.
- Esquema tardio de 2 doses: dos 10 aos 18 anos, nos dois sexos; dos 18 aos 27 anos, no sexo feminino; no sexo masculino, por agora, só as coortes de 2000 a 2002, com alargamento faseado às de 2003 a 2008.
- Idade mínima 9 anos; início até aos 26 e conclusão até aos 27; intervalo mínimo de 5 meses entre as duas doses, idealmente completas em 1 ano.
- Imunocomprometidos: 3 doses (0, 1 a 2 e 6 meses), com início entre os 10 e os 26 anos.
Tdpa na grávida
- Entre as 20 e as 36 semanas, depois da ecografia morfológica e idealmente até às 32 semanas.
- Dose única em cada gravidez, seja qual for o estado vacinal ou a história de tosse convulsa; depois das 36 semanas exige prescrição médica.
Regras de base
- Todas as doses são válidas mesmo que a idade recomendada tenha passado. Intervalos maiores do que o recomendado não reduzem a proteção: o esquema interrompido completa-se, seja qual for o tempo decorrido, embora a pessoa possa não estar protegida até o completar.
- Doses dadas mais de 4 dias antes da idade mínima, ou com intervalo inferior ao mínimo (com a mesma tolerância de 4 dias), não são válidas e repetem-se.
- Numa sessão de recurso dá-se o maior número possível de vacinas, em locais anatómicos diferentes. Se não couberem todas, prioriza-se a doença de maior risco para a idade.
Idades mínimas e intervalos
| vacina | idade mínima | nota |
|---|---|---|
| VHB | nascimento | 3.ª dose com pelo menos 6 meses de idade e 16 semanas depois da 1.ª |
| Hib, DTPa, VIP, Pn20, MenACWY | 6 semanas | a hexavalente não se dá antes das 6 semanas; a MenACWY antes dos 12 meses só em pós-exposição |
| MenB | 8 semanas | |
| VASPR | 12 meses | intervalo mínimo de 4 semanas entre doses |
| HPV | 9 anos | 5 meses entre as duas doses |
| Tdpa e Td | 7 anos |
- DTPa: 4.ª dose com pelo menos 12 meses; se for dada depois dos 4 anos, dispensa-se a 5.ª.
- VIP: se a 4.ª dose for dada depois dos 4 anos, com 6 meses sobre a anterior, o esquema está completo. Quem tem esquema misto com a vacina oral viva precisa de 4 doses.
Idades máximas para iniciar
| vacina | iniciar até |
|---|---|
| Hib, Pn20, MenB | 4 anos (grupos de risco em qualquer idade) |
| DTPa | 6 anos |
| VHB, MenACWY | 17 anos |
| HPV | 26 anos, completar até aos 27 |
| VIP, VASPR, Tdpa, Td | sem limite |
Esquemas de recurso
- Dos 3 meses aos 7 anos: a 1.ª visita dá VHB, Hib, DTPa, VIP, Pn20, MenB e, com 12 ou mais meses, MenACWY e VASPR; seguem-se doses a 4 semanas, aos 6 meses de idade, aos 18 meses e aos 5 anos. O número de doses de Hib, Pn20 e MenB depende da idade da primeira dose.
- Dos 7 aos 18 anos: Tdpa dos 7 aos 10 anos e Td a partir dos 10; a primovacinação antitetânica com 10 ou mais anos são 3 doses de Td. A VHB usa dose de adulto a partir dos 16 anos.
Intervalos entre vacinas diferentes
- Inativadas entre si, ou com vivas: no mesmo dia ou com qualquer intervalo.
- Vivas orais com vivas injetáveis: qualquer intervalo.
- Duas vivas injetáveis: no mesmo dia ou com pelo menos 4 semanas. Se o intervalo for menor, repete-se a que foi dada por último, 4 ou mais semanas depois. Exceção: VASPR e febre amarela, quando é preciso proteção rápida, com qualquer intervalo.
- Não há limite ao número de vacinas por sessão, desde que em locais diferentes.
Imunoglobulinas e anticorpos monoclonais
- Não interferem com as vacinas inativadas, que se dão antes, depois ou ao mesmo tempo, em locais diferentes.
- Interferem com a VASPR e com a varicela: se o intervalo recomendado para o tipo de imunoglobulina não for respeitado, a vacina repete-se. Depois de imunoglobulina humana normal por exposição ao sarampo, a VASPR espera 6 meses.
- Não interferem com a BCG nem com a febre amarela.
- O anticorpo monoclonal contra o vírus sincicial respiratório não interfere com nenhuma vacina.
Dose zero da VASPR
- Em surto ou antes de viagem para zona de risco, a VASPR pode antecipar-se a partir dos 6 meses. Essa dose não conta: repete-se a VASPR 1 aos 12 meses e a VASPR 2 aos 5 anos.
Erros de administração
| erro | conduta |
|---|---|
| local ou via incorretos | a dose é válida |
| dose superior à autorizada | não se repete |
| menos de metade da dose | repete-se, pelo menos 7 dias depois |
| intervalo abaixo do mínimo na primovacinação | não é válida: repete-se 4 semanas depois |
| intervalo abaixo do mínimo num reforço | não é válida: repete-se pelo menos 3 meses depois |
Profilaxia pós-exposição
| exposição | imunização | até quando |
|---|---|---|
| Sarampo | VASPR | 72 horas |
| Sarampo, em quem não pode receber vacina viva | imunoglobulina humana normal | 6 dias |
| Varicela | vacina | 3 dias |
| Hepatite A | vacina, com ou sem imunoglobulina humana normal | 14 dias |
| Hepatite B, recém-nascido de mãe com antigénio de superfície (AgHBs) positivo | vacina e imunoglobulina específica | 12 horas |
| Tétano | Td ou Tdpa, com ou sem imunoglobulina antitetânica | urgente |
- Levam imunoglobulina no sarampo: lactentes com menos de 6 meses, grávidas e imunodeprimidos graves.
Hesitação vacinal
- Esclarecer antes de vacinar é obrigação de quem vacina: benefícios, reações possíveis e risco de não vacinar.
- Cada adiamento por falsa contraindicação é uma oportunidade de vacinação perdida.
Avaliação antes de vacinar
- Identificar a pessoa e ver o registo vacinal em VACINAS; confirmar se há vacinas dadas e não registadas. O que não está registado conta como não dado.
- Questionário dirigido: doença hoje, alergias (medicamentos, vacinas, alimentos, látex), reação grave a vacina anterior, vacina nas últimas 4 semanas, doença crónica ou da coagulação, convulsões ou Guillain-Barré, cancro ou imunodeficiência, corticoides ou imunossupressores nos últimos 3 meses, imunoglobulina ou transfusão no último ano, transplante, convivência com imunodeprimidos, gravidez.
- Nenhum exame prévio é necessário numa pessoa aparentemente saudável.
Contraindicações
- Vacinas vivas na imunodeficiência grave.
- Vacinas vivas na gravidez. A VASPR não exige teste de gravidez prévio, e a vacinação inadvertida numa grávida, ou no mês anterior à conceção, não é motivo para interromper a gravidez: acompanha-se e notifica-se.
- Encefalopatia de causa desconhecida nos 7 dias após uma vacina com componente contra a tosse convulsa contraindica essa vacina.
Precauções
Não são contraindicações; podem adiar, e a decisão é do médico assistente.
- Anafilaxia a dose anterior, a um componente ou a um vestígio da vacina: referenciar à imunoalergologia; a vacinação só com prescrição médica, com vacina alternativa se existir ou indução de tolerância se não existir.
- Doença aguda grave, com ou sem febre: aguardar a recuperação completa.
- Doença neurológica em evolução: adiar até estabilizar.
- Trombocitopenia, alteração da coagulação ou anticoagulação: risco de hemorragia com a via intramuscular; pode usar-se via alternativa ou vacinar no hospital.
- Imunodeficiência: pode responder menos, mas vacina-se segundo regras próprias.
- Grávida e vacinas inativadas: podem dar-se, e pode ponderar-se adiar para o 2.º ou 3.º trimestre.
- Prematuro com 28 semanas ou menos de idade gestacional: vacinação em meio hospitalar, com vigilância cardiorrespiratória de 6 a 8 horas.
Falsas contraindicações
- História vacinal desconhecida ou mal documentada; ausência de exame médico prévio.
- Reações locais ligeiras a moderadas numa dose anterior.
- Doença aguda ligeira, com ou sem febre (infeção respiratória alta, diarreia).
- Alergias, pessoais ou familiares: ovo, penicilina, asma, rinite.
- Antibiótico em curso (exceto tuberculostáticos, no caso da BCG).
- Corticoides tópicos, inalados ou de substituição; imunoterapia com alergénios.
- Eczema, dermatoses e infeções cutâneas localizadas.
- Doença crónica cardíaca, pulmonar, renal ou hepática; doença neurológica estabilizada, como a paralisia cerebral; trissomia 21 e outras doenças cromossómicas; doença autoimune.
- Prematuridade e baixo peso; icterícia neonatal.
- Aleitamento materno, ou convivência com uma grávida.
- Exposição recente a doença transmissível (exceto para a BCG), doença prévia contra a qual se vai vacinar, convalescença.
- História familiar de reação grave a vacinas, de morte súbita do lactente ou de convulsões.
- Cirurgia ou anestesia geral programadas.
Alergia ao ovo
- A VASPR dá-se nos cuidados de saúde primários mesmo com anafilaxia ao ovo, sem referenciação; as raras anafilaxias à VASPR devem-se mais à gelatina ou à neomicina.
- Vacinas da gripe: com alergia ligeira ao ovo usa-se vacina com ovalbumina até 0,12 µg/mL; com antecedente de anafilaxia ao ovo, referencia-se à imunoalergologia e vacina-se em meio hospitalar se indicado.
| componente vestigial | onde está |
|---|---|
| gelatina, neomicina | VASPR |
| canamicina | MenB |
| neomicina, estreptomicina, polimixina B | VIP, isolada ou combinada |
| leveduras | VHB, HPV |
| látex | recipientes que o contenham |
Classificar o acontecimento
A OMS classifica o acontecimento pós-vacinal em cinco categorias: relacionado com a vacina, erro de imunização, coincidente, relacionado com a injeção (ansiedade, lipotimia) e desconhecido. Nem tudo o que surge depois da vacina é causado por ela.
Reações esperadas
- As mais frequentes são locais e ligeiras (dor, rubor, tumefação); a febre é menos frequente.
- VASPR: febre acima de 39,4 °C entre o 6.º e o 12.º dia, exantema entre o 6.º e o 10.º dia, tumefação das parótidas entre o 10.º e o 14.º dia.
- O paracetamol não se dá por rotina antes da vacina, pela possível interferência na imunogenicidade; usa-se para tratar a febre ou os sintomas locais.
- Uma convulsão febril pós-vacinal numa criança dos 6 meses aos 5 anos não obriga a mudar o esquema.
Reações graves raras e muito raras
| vacina | reação |
|---|---|
| Com componente contra a tosse convulsa | raras, nas 48 horas: febre acima de 40,5 °C, episódio hipotónico-hiporreativo, choro persistente de 3 ou mais horas; convulsões até 3 dias depois. Muito rara: encefalopatia de causa desconhecida nos 7 dias, que contraindica a vacina |
| VASPR | convulsões febris, parestesias, adenomegalias cervicais, artralgias; muito rara: trombocitopenia temporária |
| Td | tumefação extensa do membro, sobretudo com reforços a menos de 10 anos; muito raros: Guillain-Barré ou neurite braquial até 6 semanas depois |
| BCG | abcesso, queloide, linfadenite supurativa, eritema nodoso; muito rara: infeção sistémica, sobretudo na imunodeficiência, com referenciação hospitalar imediata |
- As reações raras à pertussis são mais raras com a vacina acelular, usada desde 2006; perante elas, a decisão de continuar e com que vacina é do médico assistente.
Anafilaxia
- Instala-se em minutos, com pico entre os 3 e os 30 minutos; pode haver acalmia de 1 a 8 horas antes de uma segunda reação (bifásica). Não há relatos de anafilaxias mortais iniciadas mais de 6 horas depois. Bem tratada, a letalidade é inferior a 1%.
- Por isso todos os vacinados ficam 30 minutos em observação, e o ponto de vacinação tem de ter adrenalina e o restante material.
- Critérios: início súbito com pele ou mucosas e compromisso respiratório ou hipotensão; ou duas ou mais manifestações (pele, respiratória, hipotensão, gastrointestinal) após um alergénio provável; ou hipotensão após um alergénio conhecido. 10 a 20% não têm manifestações cutâneas.
- Hipotensão na criança: sistólica abaixo de 70 mmHg antes de 1 ano; abaixo de 70 mais o dobro da idade dos 1 aos 10 anos; abaixo de 90 mmHg ou queda superior a 30% dos 11 aos 17 anos.
Tratamento da anafilaxia
- Parar a exposição, pedir ajuda e ligar 112.
- Adrenalina 1 mg/mL, 0,01 mL/kg (0,01 mg/kg), máximo 0,5 mL, intramuscular na face anterolateral da coxa, de imediato; repetir a cada 5 a 10 minutos se não melhorar, até 3 administrações. Sem peso conhecido: 0,15 mL dos 6 meses aos 6 anos, 0,3 mL dos 6 aos 12 anos, 0,5 mL a partir dos 12.
- Posição conforme os sinais: deitado com os membros inferiores elevados se houver hipotensão; semissentado se houver dificuldade respiratória; decúbito lateral se inconsciente ou a vomitar; decúbito lateral esquerdo na grávida.
- Oxigénio, acesso venoso e soro fisiológico em bólus de 10 a 20 mL/kg na criança, repetível.
- Broncospasmo persistente: salbutamol inalado. Corticoide e anti-histamínico são segunda linha e nunca substituem a adrenalina.
- Triptase sérica logo que possível, sem atrasar o tratamento, repetida 1 a 2 horas e 12 ou mais horas depois.
- Sintomas respiratórios: vigilância hospitalar de 6 a 8 horas; choque anafilático: internamento de 24 a 72 horas.
- A reação vasovagal, o choro e o pânico podem imitar a anafilaxia. Na dúvida, trata-se.
Notificação
- Toda a suspeita de reação adversa notifica-se no Portal RAM do INFARMED, com o nome comercial e o lote, e regista-se também em VACINAS. Os erros de administração notificam-se no Portal Notifica.
- Os eventos cardiorrespiratórios pós-vacinais no prematuro são de notificação obrigatória.
Prematuro e baixo peso
- Vacina-se com as mesmas doses e na mesma idade cronológica que a criança de termo, sem adiar, mesmo internado. As exceções são a VHB e a BCG.
- 28 semanas ou menos: as vacinas até aos 2 meses fazem-se no hospital, internado ou já com alta, com monitorização cardiorrespiratória e vigilância médica de 6 a 8 horas.
- Entre as 28 e as 37 semanas: vacina-se nos cuidados de saúde primários, salvo se estiver internado.
- Se houver apneia, bradicardia ou dessaturação depois das vacinas até aos 2 meses, as dos 4 meses também se dão no hospital.
VHB no recém-nascido
| peso ao nascer | mãe AgHBs negativa | mãe AgHBs positiva |
|---|---|---|
| 2000 g ou mais | esquema do PNV: 0, 2 e 6 meses | vacina e imunoglobulina específica nas primeiras 12 horas; vacina aos 0, 1 e 6 meses |
| menos de 2000 g | 1.ª dose quando fizer 1 mês ou 2000 g, o que chegar primeiro; depois aos 2 e 6 meses | vacina e imunoglobulina nas primeiras 12 horas; 4 doses, aos 0, 1, 2 e 6 meses |
- Mãe com AgHBs desconhecido: pedir a serologia de imediato; se não houver resultado às 12 horas, atuar como se fosse positiva.
- Filhos de mãe AgHBs positiva: pesquisar AgHBs e anti-HBs entre os 9 e os 12 meses.
Imunocomprometido
- Inativadas até 2 semanas antes e vivas até 4 semanas antes da imunossupressão; em doença grave, tratar primeiro.
- Depois de imunossupressão de curta duração: 3 meses em geral; com inibidores de citocinas, 12 meses para as vivas; com rituximab, alemtuzumab ou CTLA4-Ig (como o abatacept), 12 meses para as vivas e 6 para as inativadas.
- Vivas não recomendadas com metotrexato de 0,4 mg/kg/semana ou mais, azatioprina de 3 mg/kg/dia ou mais, 6-mercaptopurina acima de 1,5 mg/kg/dia, e biológicos.
| corticoterapia | vacinas vivas | inativadas |
|---|---|---|
| dose elevada: prednisolona acima de 1 mg/kg/dia ou 20 mg/dia | menos de 14 dias: 2 semanas depois de parar; 14 dias ou mais: 1 mês depois | sem contraindicação |
| dose baixa, substitutiva, tópica ou inalada | sem contraindicação | sem contraindicação |
| imunodeficiência | contraindicação absoluta | nota |
|---|---|---|
| linfócitos B (humoral) | BCG, poliomielite oral | VASPR pode não responder sob imunoglobulina regular; défice seletivo de IgA ou de subclasses de IgG não contraindica vivas |
| linfócitos T (celular e humoral) | todas as vivas | na imunodeficiência combinada grave (SCID) as inativadas podem ser ineficazes |
| fagocitária | BCG | |
| complemento | nenhuma | |
| VIH | BCG | VASPR só contraindicada com imunossupressão grave |
| cancro, transplante, imunossupressores | todas as vivas |
- Imunossupressão grave no VIH: com 6 ou mais anos, CD4 abaixo de 200/µL; dos 1 aos 5 anos, CD4 abaixo de 500/µL e de 15%.
- Filho de mãe tratada com biológicos na gravidez: rotavírus contraindicada; BCG, se indicada, só a partir dos 6 meses.
- Coabitantes: inativadas sem restrição; VASPR e BCG podem dar-se; a poliomielite oral está contraindicada; o rotavírus pode dar-se, desde que o imunodeprimido não mude fraldas nas 4 semanas seguintes e quem cuida lave as mãos com solução alcoólica.
- Asplenia, défice de complemento ou inibidores do complemento: Hib, Pn20, MenACWY e Pn23 gratuitas em qualquer idade, e MenB abaixo dos 50 anos, idealmente 2 semanas antes da esplenectomia ou do tratamento.
Coagulopatia e anticoagulação
- Não usar a via intramuscular se o INR for superior a 3,0 (varfarina) ou a atividade anti-Xa superior a 0,5 UI/mL (heparina de baixo peso molecular), 4 horas após a toma.
- Hib, VHB, Pn20, Pn23, VIP, VASPR e Td podem dar-se por via subcutânea profunda, com mais reações locais e resposta possivelmente menor.
- Quando se usa a intramuscular: agulha de 23 G ou mais fina e pressão firme, sem friccionar, durante pelo menos 5 minutos.
Grávida
- Inativadas sim, vivas não. A Tdpa em cada gravidez, a gripe em qualquer trimestre, e a COVID-19 se houver critério de elegibilidade.
- Vacina contra o vírus sincicial respiratório: pode dar-se entre as 24 e as 36 semanas, por prescrição médica.
Profissionais de saúde
- Devem ter o PNV atualizado, com destaque para a VHB (sem serologia prévia em quem nunca foi vacinado), a VASPR e a VIP.
BCG
- Recomendada só a crianças com menos de 6 anos de grupos de risco (Norma n.º 006/2016, atualizada em 2025): conviventes ou coabitantes com tuberculose ativa atual ou prévia, naturais de país de elevado risco, com VIH, dependência de álcool ou drogas ou reclusão nos últimos 5 anos; viagem de mais de 3 meses para país de elevado risco; criança natural desses países; contactos de tuberculose ativa, depois de excluída infeção; e comunidades de risco definidas pela saúde pública.
- O recém-nascido elegível só é vacinado depois de o rastreio neonatal de imunodeficiência combinada grave ser negativo, de preferência até às 5 semanas de vida.
- A partir dos 12 meses, a vacinação exige prova tuberculínica ou teste de libertação de interferão gama (IGRA) negativos, válidos 3 meses.
- Contraindicada em quem tem imunodeficiência celular, VIH ou tratamento imunossupressor, e no filho de mãe com VIH até se excluir a infeção.
- Previne sobretudo as formas graves da criança, tuberculose disseminada e meníngea, com eficácia que pode chegar aos 80%.
Rotavírus
- Não integra o esquema geral: é gratuita só para grupos de risco, a começar a partir das 6 semanas.
- Grupos de risco: cardiopatia grave, doença hereditária do metabolismo, doença hepática crónica, doença renal que possa evoluir para doença renal crónica, doença neurológica ou cromossomopatia diagnosticadas nos primeiros 3 meses, hiperplasia suprarrenal congénita, fibrose quística, insuficiência respiratória crónica do lactente, grandes pré-termo (menos de 32 semanas) e baixo peso (menos de 2500 g), estes dois desde que não estejam internados.
| Rotarix | RotaTeq | |
|---|---|---|
| doses | 2 (2 e 4 meses) | 3 (2, 4 e 6 meses) |
| 1.ª dose | 6 semanas a menos de 16 semanas | 6 a 12 semanas |
| última dose | antes das 24 semanas | antes das 33 semanas |
| prematuro | nascido com mais de 27 semanas | nascido com 25 ou mais semanas |
- Contraindicações: imunodeficiência grave, incluindo SCID; invaginação intestinal prévia; malformação intestinal não corrigida que predisponha a invaginação; mãe tratada com biológicos na gravidez.
- Risco de invaginação sobretudo nos 7 dias após a vacina: vigiar dor abdominal forte, vómitos persistentes e sangue nas fezes.
- Não se reinicia um esquema; mudar de marca obriga a 3 doses no total.
Vírus sincicial respiratório
- Nirsevimab, anticorpo monoclonal (imunização passiva), recomendado e gratuito na campanha sazonal (Norma n.º 004/2026), de 16 de setembro a 31 de março.
- Elegíveis: todos os nascidos entre 1 de abril de 2026 e 31 de março de 2027, ao nascimento na maternidade (de preferência nas primeiras 24 a 48 horas) ou em repescagem nos cuidados de saúde primários; prematuros com idade gestacional até às 33 semanas e 6 dias nascidos no início de 2026; e crianças com risco acrescido (cardiopatia hemodinamicamente significativa, displasia broncopulmonar moderada ou grave, doença neuromuscular com compromisso respiratório, imunodeficiência grave, entre outros) a entrar na segunda época com menos de 24 meses.
- Dose única intramuscular: 50 mg abaixo de 5 kg, 100 mg a partir de 5 kg, e 200 mg na segunda época. Protege durante pelo menos 5 a 6 meses.
- Não interfere com as vacinas e pode dar-se no mesmo dia, em local diferente.
- Se a mãe foi vacinada contra o vírus sincicial pelo menos 14 dias antes do parto, o recém-nascido não precisa do anticorpo.
Gripe
A estratégia é definida anualmente por norma da DGS. Na campanha 2026-2027 (Norma n.º 006/2026):
- Gratuita para crianças dos 6 meses aos 4 anos, grávidas, pessoas dos 5 aos 59 anos com patologia de risco e pessoas com 60 ou mais anos, além de contextos vulneráveis e profissionais.
- Abaixo dos 6 meses não se vacina: protege-se o lactente vacinando a grávida.
| criança | primovacinação (sem vacina da gripe anterior) | com vacina anterior |
|---|---|---|
| 6 a 23 meses | 2 doses | 1 dose |
| 2 a 4 anos, saudável | 1 dose | 1 dose |
| 2 a 8 anos com patologia de risco, em contexto vulnerável ou convivente de pessoa de alto risco | 2 doses, com 4 semanas de intervalo | 1 dose |
- Na campanha usam-se vacinas inativadas. A intranasal viva é para os 2 aos 17 anos, por prescrição, e está contraindicada na imunodeficiência, com salicilatos, com anafilaxia ao ovo e na asma grave ou com sibilância nas 2 semanas anteriores.
- A alergia ao ovo não é contraindicação absoluta à vacina da gripe: com anafilaxia prévia ao ovo, imunoalergologia antes de vacinar.
COVID-19
Na campanha 2026-2027 (Norma n.º 007/2026), a criança saudável não tem indicação. A vacinação primária dos 6 meses aos 4 anos é só para imunossupressão moderada a grave ou duas ou mais condições de risco; a sazonal, a partir dos 6 meses, para imunossupressão moderada ou grave. A grávida é elegível, sem limite de idade gestacional.
Hepatite A e outras vacinas extra-plano
- Hepatite A gratuita em candidatos a transplante hepático e doença hepática crónica seronegativos, e em quem faz fatores da coagulação derivados do plasma.
- Pn23 a partir dos 24 meses e vacinas contra microrganismos capsulados em grupos de risco (asplenia, imunodeficiência, transplante).
- As restantes (varicela, rotavírus fora dos grupos de risco, vacinas do viajante) compram-se por prescrição e não substituem o esquema do PNV, que se completa primeiro.
Referências
- Direção-Geral da Saúde. Livro Azul de Vacinas: Programa Nacional de Vacinação e outras estratégias de imunização. Lisboa: DGS; 2025 [capítulos atualizados até setembro de 2026]. Parte 1, caps. 2, 3, 5 e 6; Parte 2, caps. 7, 8, 10 e 11; Parte 3, caps. 15, 25, 28, 29, 35, 37, 40 e 43.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 006/2026, de 17/09/2026, atualizada a 23/09/2026. Campanha de vacinação sazonal contra a gripe: outono-inverno 2026-2027. Lisboa: DGS; 2026.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 007/2026, de 17/09/2026. Estratégia de vacinação contra a COVID-19: vacinação primária e campanha de vacinação sazonal outono-inverno 2026-2027. Lisboa: DGS; 2026.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 004/2026, de 02/09/2026. Imunização sazonal contra o vírus sincicial respiratório em idade pediátrica: outono-inverno 2026-2027. Lisboa: DGS; 2026.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 002/2026, de 08/04/2026. Atualização da estratégia de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) no Programa Nacional de Vacinação. Lisboa: DGS; 2026.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 005/2025, de 14/03/2025. Substituição da vacina MenC pela vacina MenACWY no Programa Nacional de Vacinação. Lisboa: DGS; 2025.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 013/2024, de 19/12/2024. Atualização da estratégia de vacinação pneumocócica. Lisboa: DGS; 2024.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 006/2016, de 29/06/2016, atualizada a 07/03/2025. Estratégia de vacinação contra a tuberculose com a vacina BCG. Lisboa: DGS; 2025.
- Direção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Vacinação 2020 (Norma n.º 018/2020, de 27/09/2020). Lisboa: DGS; 2020.
- Pollard AJ, Bijker EM. A guide to vaccinology: from basic principles to new developments. Nat Rev Immunol. 2021;21(2):83-100.
19 perguntas sobre Programa nacional de vacinação e vacinas extra-plano
Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.
Criar conta e treinar