Sépsis neonatal
Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema
A sépsis neonatal é a infeção bacteriana invasiva nos primeiros 28 dias de vida. Divide-se pelo momento em que começa, porque é isso que diz de onde veio o agente: a precoce começa nas primeiras 72 horas e vem da mãe, pelo canal de parto ou pelo líquido amniótico; a tardia começa depois e vem sobretudo do ambiente hospitalar, das mãos, dos cateteres e do tubo endotraqueal, ou da comunidade no bebé que já está em casa.
Na precoce, o estreptococo do grupo B domina no recém-nascido de termo e a Escherichia coli no prematuro; a Listeria é rara, mas é a razão de o esquema empírico levar sempre ampicilina. Na tardia do prematuro internado predominam os estafilococos coagulase-negativos, e os Gram-negativos e a Candida dão os quadros mais graves. O risco sobe com a prematuridade, a rotura prolongada de membranas, a infeção intra-amniótica e, na tardia, o cateter central e a ventilação.
A clínica é inespecífica: hipotermia, apneia, recusa alimentar, hipotonia e má perfusão valem tanto como a febre, e a hipotensão chega tarde. Nenhum exame diagnostica a sépsis antes da clínica. A hemocultura, com pelo menos 1 mL, colhe-se antes do antibiótico; a proteína C reativa seriada serve sobretudo para suspender, e a punção lombar faz-se quando o bebé está estável, sem atrasar o tratamento.
O esquema empírico da precoce é ampicilina com gentamicina, com cefotaxima quando há suspeita de meningite. Na tardia escolhe-se pela ecologia da unidade. Com hemocultura negativa e bebé bem, o antibiótico suspende-se às 36 a 48 horas; a sépsis confirmada trata-se 10 a 14 dias e a meningite mais tempo.
Em Portugal, a prevenção da doença precoce pelo estreptococo do grupo B assenta no rastreio de todas as grávidas entre as 35 e as 37 semanas e na profilaxia intraparto com penicilina. O que não se pode falhar: o recém-nascido com mau aspeto que espera por análises antes do antibiótico, a meningite com hemocultura negativa, e o herpes neonatal que se apresenta como sépsis com culturas negativas.
Vias de aquisição
- Vertical ascendente: o agente coloniza o canal de parto e atinge o feto pelo líquido amniótico ou por contacto durante o parto.
- Hematogénea transplacentária: característica da Listeria monocytogenes.
- Horizontal: a partir das mãos dos profissionais e do material, com porta de entrada no cateter central, no tubo endotraqueal, na pele e no intestino imaturos.
Agentes
| sépsis precoce | sépsis tardia nosocomial | |
|---|---|---|
| Gram-positivos | estreptococo do grupo B (Streptococcus agalactiae), Enterococcus faecalis, Listeria monocytogenes | estafilococos coagulase-negativos (Staphylococcus epidermidis), Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus |
| Gram-negativos | Escherichia coli, Klebsiella | Escherichia coli, Klebsiella, Pseudomonas, Enterobacter |
| Fungos | raros | Candida |
- No termo domina o estreptococo do grupo B; no prematuro, a Escherichia coli.
- Na tardia do prematuro, os estafilococos coagulase-negativos são os mais frequentes; os quadros com mortalidade mais alta são por Gram-negativos.
- Em Portugal, nas infeções de origem materna registadas entre 2017 e 2021, todas as estirpes de estreptococo do grupo B eram sensíveis à penicilina; 75% das Escherichia coli eram resistentes à ampicilina, 80% sensíveis à gentamicina e 85% sensíveis à cefotaxima.
Estreptococo do grupo B
- 5 a 40% das mulheres são portadoras vaginais ou retais. Cerca de 50% dos filhos de mães portadoras nascidos por via vaginal ficam colonizados, e 1 a 2% adoecem.
- Precoce: idade mediana de início de 20 horas, com o agente adquirido no parto a partir do trato genital materno.
- Tardia: adquirida no parto, da mãe depois do nascimento, dos profissionais ou de outra fonte; idade média de início de 3 a 4 semanas; a meningite é a forma mais frequente e, na maioria dos casos, é pelo serotipo capsular III.
Porque é que o recém-nascido é vulnerável
- Reserva medular de neutrófilos pequena, que se esgota: por isso a neutropenia grave é dos achados mais específicos de sépsis.
- Menos IgG materna no prematuro, que nasce antes de concluída a passagem transplacentária; opsonização e barreiras cutânea e mucosa imaturas.
Fatores de risco
| sépsis precoce | sépsis tardia |
|---|---|
| prematuridade espontânea | prematuridade |
| rotura prolongada de membranas, 18 horas ou mais, ou rotura antes das 37 semanas | cateter venoso central |
| suspeita de infeção ou inflamação intra-amniótica | ventilação mecânica, tubo endotraqueal |
| febre materna de 39 °C ou mais, ou de 38 a 38,9 °C em duas medições com 30 minutos de intervalo | nutrição parentérica e lípidos |
| estreptococo do grupo B sem profilaxia adequada: colonização no terceiro trimestre, bacteriúria em qualquer momento da gravidez ou filho anterior com infeção | cirurgia, internamento prolongado |
| gémeo com sépsis precoce | antibióticos de largo espectro e antibioterapia empírica prolongada com culturas negativas |
- Os fatores de risco da sépsis precoce somam-se: quantos mais, maior o risco. A profilaxia intraparto reduz-no.
- Cerca de 30 a 50% das sépsis precoces ocorrem em recém-nascidos sem fatores de risco.
Recém-nascido sintomático
- Sinais graves, ou moderados persistentes ou progressivos: hemocultura e antibiótico de imediato. Valores laboratoriais normais nesta fase não justificam adiar o tratamento.
- Sinais ligeiros isolados: vigilância clínica, eventualmente com avaliação laboratorial, e antibiótico se houver agravamento ou rastreio sético positivo.
Recém-nascido assintomático com fatores de risco
35 ou mais semanas: o consenso português aceita três estratégias, e todas pedem 48 horas de vigilância antes da alta.
| estratégia | o que faz |
|---|---|
| Vigilância clínica seriada | registo protocolado do estado geral, cor da pele, dificuldade respiratória e sinais vitais durante 48 horas nos que têm pelo menos 2 fatores de risco ou suspeita de infeção intra-amniótica |
| Calculadora de risco | estima o risco a partir da idade gestacional, da temperatura materna mais alta, da colonização pelo estreptococo do grupo B, das horas de rotura de membranas e da profilaxia intraparto, somando a clínica das primeiras 6 a 12 horas; hemocultura se o risco for de 1 por 1000 ou mais, antibiótico se for de 3 por 1000 ou mais |
| Fatores de risco categóricos | hemograma e proteína C reativa entre as 8 e as 12 horas de vida perante 2 fatores de risco ou infeção intra-amniótica |
- Já não se dá antibiótico a todos os filhos de mãe com infeção intra-amniótica: acima das 34 semanas e assintomáticos, o risco de sépsis comprovada é de 0,3 a 1,2%.
Abaixo das 35 semanas: o risco decide-se pelas circunstâncias do parto.
- Baixo risco: parto por cesariana por indicação não infeciosa, sem trabalho de parto, indução ou rotura de membranas. Vigia-se.
- Risco aumentado: insuficiência cervical, prematuridade espontânea, rotura prematura de membranas, suspeita de infeção intra-amniótica, estado fetal não tranquilizador sem outra causa. Hemocultura e antibiótico empírico.
Hemocultura
- Exame de referência, com a cultura do líquido cefalorraquidiano. Colhe-se antes do antibiótico, com 1 mL: a sensibilidade depende do volume.
- Na sépsis precoce, 92 a 100% das hemoculturas colhidas antes do tratamento positivam em menos de 24 horas.
- Urocultura, aspirado gástrico e zaragatoas de superfície não entram na avaliação da sépsis precoce. A urocultura faz-se na sépsis tardia do bebé que vem de casa.
Punção lombar
- Indicada com hemocultura positiva, sinais moderados a graves com sépsis provável, sinais de meningite e ausência de melhoria sob antibiótico.
- A hemocultura é negativa em até 38% das meningites neonatais.
- Contraindicações: instabilidade cardiorrespiratória, plaquetas abaixo de 50 000/µL, coagulopatia e infeção no local. Adia-se, nunca adia o antibiótico, e faz-se logo que o bebé estabilize.
- Glicemia imediatamente antes, para a razão entre a glicose do líquor e a do sangue.
| líquor normal | leucócitos por µL | proteínas (mg/dL) | glicose (mg/dL) |
|---|---|---|---|
| termo | 0 a 32 | 20 a 170 | 34 a 119 |
| pré-termo | 0 a 29 | 65 a 150 | 24 a 63 |
Laboratório
- Sensibilidade baixa no início e pouca especificidade nos primeiros dias; o valor está no valor preditivo negativo seriado e na monitorização da resposta.
- Hemograma: leucopenia e neutropenia graves e razão de neutrófilos imaturos sobre totais de 0,2 ou mais são os achados mais específicos. A trombocitopenia é tardia e só existe em cerca de metade.
| marcador | cinética | nota |
|---|---|---|
| proteína C reativa | deteta-se 8 a 12 horas depois do estímulo, pico às 36 a 48 horas | sobe também com rotura prolongada, parto vaginal e trauma; normal em determinações seriadas afasta infeção |
| procalcitonina | sobe 2 horas depois do estímulo, pico às 6 a 8 horas | grande variação fisiológica nas primeiras 72 horas, pouco útil na precoce |
| interleucina 6 | liberta-se 2 horas depois da bacteriemia, pico às 6 horas | precoce e sensível, pouco específica, desce em 24 horas |
- A proteína C reativa sozinha não decide iniciar, continuar ou parar o antibiótico. O exame da placenta também não.
Imagem
- Radiografia de tórax se houver dificuldade respiratória; radiografia do abdómen se houver suspeita de enterocolite necrosante; ecografia transfontanelar na meningite, para procurar abcessos e ventriculite.
Diagnóstico diferencial
- Taquipneia transitória, síndrome de dificuldade respiratória do prematuro e aspiração de mecónio.
- Cardiopatia congénita dependente do canal arterial, erros inatos do metabolismo, hipoglicemia, hemorragia intracraniana.
- Herpes simples neonatal, com culturas bacterianas negativas.
Rastreio do estreptococo do grupo B (Norma DGS 037/2011, atualizada em 2013)
| item | conteúdo |
|---|---|
| quem | todas as grávidas |
| quando | entre as 35 e as 37 semanas |
| como | amostra única do terço externo da vagina e ano-retal |
| dispensam o rastreio | as grávidas com o agente isolado na urina (bacteriúria assintomática ou infeção urinária) na gestação em curso e as que têm filho anterior com sépsis neonatal por ele |
Profilaxia antibiótica intraparto
- Indicações: rastreio positivo; bacteriúria pelo estreptococo do grupo B na gravidez atual; filho anterior com doença invasiva.
- Estado desconhecido, com trabalho de parto antes das 37 semanas, rotura de membranas há mais de 18 horas ou febre intraparto.
- Primeira linha: penicilina G endovenosa, 5 milhões de UI de carga e depois 2,5 milhões de UI de 4 em 4 horas até ao parto. A ampicilina é alternativa.
- Alergia à penicilina sem risco alto de anafilaxia: cefazolina. Com hipersensibilidade imediata: clindamicina se a estirpe for sensível; sem antibiograma, ou com resistência, vancomicina.
- Profilaxia adequada: penicilina, ampicilina ou cefazolina iniciadas 4 horas ou mais antes do parto. Outro antibiótico só conta se o antibiograma comprovar a sensibilidade da estirpe.
- A profilaxia previne a doença precoce; não previne a tardia.
- A mulher cuja gravidez teve o estreptococo do grupo B, ou cujo filho teve doença invasiva, deve ser avisada: numa gravidez seguinte o bebé tem risco aumentado.
Prevenção da sépsis tardia
- Higiene das mãos e boas práticas na inserção e manutenção do cateter central.
- Leite materno.
- Não prolongar a antibioterapia empírica com culturas negativas: cada dia a mais no muito baixo peso associa-se a mais morbimortalidade e a enterocolite necrosante.
- Nistatina oral profilática nos que recebem antibiótico por suspeita de sépsis tardia e pesam 1500 g ou menos ou nasceram abaixo das 30 semanas; fluconazol endovenoso se a via oral não for possível.
Princípios
- Hemocultura e antibiótico na primeira hora depois da decisão de tratar, em paralelo com a estabilização.
- Ajustar ao agente e ao antibiograma logo que se conheçam.
Antibiótico empírico
| situação | esquema |
|---|---|
| Sépsis precoce | ampicilina com gentamicina |
| Sépsis precoce com suspeita de meningite, bebé gravemente doente, ou muito baixo peso sintomático filho de mãe colonizada por multirresistentes | juntar cefotaxima |
| Sépsis tardia em unidade neonatal | antiestafilocócico (flucloxacilina, ou vancomicina conforme a ecologia) com aminoglicosídeo (gentamicina ou amicacina); cefotaxima se houver suspeita de meningite |
| Suspeita de enterocolite necrosante | juntar cobertura de anaeróbios (metronidazol) |
| Suspeita de candidíase sistémica (sem resposta, trombocitopenia) | fluconazol, anfotericina B ou caspofungina |
| Sépsis sem foco no bebé que vem de casa | ampicilina com gentamicina; ampicilina com cefotaxima se houver suspeita de meningite; aciclovir se houver suspeita de herpes |
- A cefotaxima é a cefalosporina de terceira geração usada no recém-nascido em Portugal: largo espectro, pouca toxicidade e boa penetração no líquor.
- A ceftriaxona evita-se no recém-nascido com hiperbilirrubinemia, porque desloca a bilirrubina da albumina, e em quem recebe cálcio endovenoso, com que precipita.
- As cefalosporinas não cobrem a Listeria nem o Enterococcus: a ampicilina mantém-se.
- A gentamicina continua a ser o aminoglicosídeo de primeira escolha; com tratamento prolongado ou função renal comprometida, doseiam-se os níveis.
Doses na primeira semana de vida
| antibiótico | sépsis | suspeita de meningite |
|---|---|---|
| ampicilina | 50 mg/kg por dose, de 8 em 8 horas acima das 34 semanas; de 12 em 12 horas abaixo das 34 | 100 mg/kg por dose, de 8 em 8 horas |
| gentamicina | 4 mg/kg de 24 em 24 horas acima das 34 semanas; 4,5 mg/kg de 36 em 36 horas entre as 30 e as 34; 5 mg/kg de 48 em 48 horas abaixo das 30 | |
| cefotaxima | 50 mg/kg por dose, de 12 em 12 horas | 100 a 150 mg/kg por dia, de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas |
- Todas por via endovenosa; depois da primeira semana ajustam-se à idade pós-menstrual e pós-natal.
Quando parar
- Recém-nascido tratado por risco e assintomático, ou com sintomas atribuíveis a outro diagnóstico e resolvidos em 24 horas: suspender às 36 a 48 horas sem crescimento na hemocultura. Uma proteína C reativa elevada, sozinha, não justifica continuar.
- Sépsis clínica com hemocultura negativa: 5 a 10 dias, conforme a evolução e o grau de suspeição.
- Com hemocultura negativa e suspeita inicial forte, o NICE (instituto britânico de excelência clínica) admite, a partir das 35 semanas, passar a amoxicilina oral às 36 horas, se o bebé estiver bem, tolerar a via oral e a proteína C reativa for tranquilizadora, até completar 7 dias.
- Com isolamento de um comensal, como o estafilococo coagulase-negativo, e recuperação rápida, o curso pode ser mais curto.
Duração por agente
| agente | local | duração |
|---|---|---|
| estreptococo do grupo B | sépsis, bacteriemia, pneumonia | 10 dias |
| estreptococo do grupo B | meningite | 14 a 21 dias |
| Escherichia coli e outros Gram-negativos entéricos | sépsis, bacteriemia | 10 a 14 dias |
| Escherichia coli e outros Gram-negativos entéricos | meningite | pelo menos 21 dias |
| Listeria monocytogenes | sépsis, bacteriemia | 10 a 14 dias |
| Listeria monocytogenes | sistema nervoso central | 14 a 21 dias |
| Candida | candidíase sistémica | pelo menos 15 dias depois da primeira hemocultura negativa |
- Com bacteriemia documentada, pondera-se hemocultura de controlo depois das 48 horas de tratamento.
- Na candidíase remove-se o cateter venoso central; na infeção associada a cateter, a remoção pondera-se conforme o agente e a evolução.
Suporte
- Monitorização apertada: estes bebés podem evoluir depressa para choque.
- Bólus de cristaloide de 10 mL/kg, com reavaliação depois de cada um.
- Disfunção miocárdica: dopamina, dobutamina ou adrenalina. Resistências periféricas baixas: noradrenalina. A ecocardiografia funcional orienta.
- Hidrocortisona se houver suspeita de insuficiência suprarrenal relativa ou falta de resposta aos inotrópicos.
- Corrigir acidose, eletrólitos e glicemia e manter a temperatura; suporte respiratório conforme a necessidade.
- Imunoglobulina endovenosa, transfusão de granulócitos, fatores estimulantes e pentoxifilina não estão recomendados.
Referências
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 037/2011, de 30/09/2011, atualizada a 20/12/2013: Exames laboratoriais na gravidez de baixo risco. Lisboa: DGS; 2013.
- Sociedade Portuguesa de Neonatologia. Sépsis neonatal precoce e risco infeccioso. Recomendação/Consenso clínico, edição n.º 1/2022, aprovado a 30/06/2023. Lisboa: SPN; 2023.
- Martínez Gómez M, Sánchez Teixeira L, Sánchez García L. Sepsis neonatal. In: Guerrero-Fernández J, et al., editores. Manual de diagnóstico y terapéutica en pediatría (Hospital Infantil La Paz). 6.ª ed. Madrid: Editorial Médica Panamericana; 2017. p. 1845-54.
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- National Institute for Health and Care Excellence. Neonatal infection: antibiotics for prevention and treatment. NICE guideline NG195. Londres: NICE; 2021 (atualizada a 13/05/2026).
- National Institute for Health and Care Excellence. Suspected sepsis in under 16s: recognition, diagnosis and early management. NICE guideline NG254. Londres: NICE; 2025.
- National Institute for Health and Care Excellence. Fever in under 5s: assessment and initial management. NICE guideline NG143. Londres: NICE; 2019.
- Kariniotaki C, Thomou C, Gkentzi D, Panteris E, Hatzidaki E. Neonatal sepsis: a comprehensive review. Antibiotics (Basel). 2024;14(1):6.
- Schlapbach LJ, Watson RS, Sorce LR, et al. International consensus criteria for pediatric sepsis and septic shock. JAMA. 2024;331(8):665-74.
- Centers for Disease Control and Prevention. Group B strep disease: clinical overview. Atlanta: CDC [consultado a 29/09/2026].
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