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Malformações do Trato Urinário

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 14 perguntas neste tema

Em resumo

As malformações do rim e do trato urinário estão entre as anomalias congénitas mais frequentes, com até um quarto de todas, e são a principal causa de doença renal terminal na criança. Quase todas se revelam hoje na ecografia pré-natal, como dilatação do trato urinário, e o trabalho do pediatra é separar a dilatação transitória, que é a maioria, das uropatias que obstruem, refluem ou vêm com rim displásico.

A dilatação classifica-se pelo diâmetro anteroposterior do bacinete, pelos cálices, pelo parênquima, pelo ureter e pela bexiga, e é essa classificação que decide quando repetir a ecografia e quando pedir cistografia ou renograma. A primeira ecografia depois do nascimento faz-se passadas 48 horas, salvo quando há suspeita de obstrução grave.

As causas com nome são poucas. A obstrução da junção pieloureteral é a causa patológica mais frequente e opera-se quando a função do rim cai. O megaureter primário resolve sozinho na maioria. O refluxo vesicoureteral é a anomalia mais comum nas crianças com infeção urinária febril, resolve com o crescimento nos graus baixos, e o que o torna perigoso é a pielonefrite que deixa cicatriz. As válvulas da uretra posterior, só no rapaz, são a obstrução congénita que ameaça a vida e o rim, e exigem drenagem vesical logo ao nascer.

Há ainda as anomalias de número, posição e fusão (agenesia, rim displásico multiquístico, rim em ferradura, rim ectópico, duplicação com ureterocelo ou ureter ectópico), que importam sobretudo pelo rim que sobra e pelas anomalias que as acompanham, e duas malformações genitais do rapaz que se corrigem no primeiro ano e meio de vida: a criptorquidia e as hipospádias.

O que não se pode falhar: hidronefrose bilateral com bexiga de parede espessa num recém-nascido do sexo masculino, que são válvulas até prova em contrário; a rapariga que nunca esteve seca apesar de urinar normalmente, que é ureter ectópico; e a circuncisão de uma criança com hipospádias, que lhe tira o tecido da reconstrução.

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