Infeciologia›Infeções respiratórias superiores (otite média aguda, sinusite, amigdalite) e complicaçõesPublicado (Premium)

Infeções respiratórias superiores (OMA, sinusite, amigdalite) e complicações

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 21 perguntas neste tema

Em resumo

A otite média aguda, a rinossinusite e a faringoamigdalite estão entre os motivos mais frequentes de consulta e de receita de antibiótico em pediatria. Partilham o ponto de partida, uma infeção vírica das vias aéreas superiores, e o mesmo dilema: a maioria cura sozinha, e o trabalho do médico é reconhecer a minoria que beneficia de antibiótico.

A otite média aguda concentra-se entre os 6 e os 18 meses e diagnostica-se pela otoscopia, com o abaulamento do tímpano como achado decisivo. Trata-se sempre a dor; o antibiótico é imediato abaixo dos 6 meses, na otite bilateral abaixo dos 2 anos, com otorreia, na otite recorrente e no quadro grave, e nos restantes pode esperar 48 a 72 horas. A primeira linha é a amoxicilina em dose alta, durante 5 dias a partir dos 2 anos e 7 dias abaixo dessa idade.

A rinossinusite bacteriana é um diagnóstico clínico e temporal: sintomas que persistem mais de 10 dias sem melhorar, que pioram depois de terem melhorado, ou que começam com febre alta e rinorreia purulenta. A imagem não a distingue da constipação e fica para a suspeita de complicação orbitária ou intracraniana, das quais a celulite orbitária da etmoidite é a mais frequente.

Na faringoamigdalite, só o estreptococo do grupo A justifica antibiótico, e a clínica não chega para o identificar: confirma-se com teste antigénico rápido ou cultura, e não se testa abaixo dos 3 anos sem contacto com um caso confirmado. Trata-se com amoxicilina durante 10 dias ou com uma dose única de penicilina benzatínica, sobretudo para prevenir a febre reumática.

O que não se pode falhar: a febre no recém-nascido tomada por otite banal, a mastoidite, a celulite orbitária com proptose ou oftalmoplegia, e o abcesso retrofaríngeo ou periamigdalino na criança que piora em vez de melhorar.

Referências

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  2. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 020/2012 de 26/12/2012: Diagnóstico e Tratamento da Amigdalite Aguda na Idade Pediátrica. Lisboa: DGS; 2012.
  3. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 006/2014 de 08/05/2014, atualizada a 17/11/2022: Duração de Terapêutica Antibiótica em Patologia Infeciosa. Lisboa: DGS; 2022.
  4. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 013/2024 de 19/12/2024: Atualização da Estratégia de Vacinação Pneumocócica. Programa Nacional de Vacinação e Grupos de Risco. Lisboa: DGS; 2024.
  5. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 018/2020 de 27/09/2020: Programa Nacional de Vacinação 2020. Lisboa: DGS; 2020.
  6. Programa de Apoio à Prescrição de Antibióticos, Unidade Regional do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos de Lisboa e Vale do Tejo. Guia de Bolso de Antibioterapia em Ambulatório. Edição 1.3. Lisboa; 2025.
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  11. Guerrero-Fernández J, Cartón Sánchez A, Barreda Bonis A, Menéndez Suso J, Ruiz Domínguez J, editores. Manual de diagnóstico y terapéutica en pediatría (Hospital Infantil La Paz). 6.ª ed. Madrid: Editorial Médica Panamericana; 2017. Capítulos 132, 135, 139, 140 e 141.
  12. Loscalzo J, Fauci AS, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL, editores. Harrison's Principles of Internal Medicine. 21.ª ed. Nova Iorque: McGraw Hill; 2022. Capítulos 148 e 177.

21 perguntas sobre Infeções respiratórias superiores (otite média aguda, sinusite, amigdalite) e complicações

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