Doenças exantemáticas
Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 26 perguntas neste tema
As doenças exantemáticas são infeções, quase sempre da criança, em que uma erupção cutânea generalizada é a manifestação que se vê. A maioria é vírica e benigna: o sarampo e a rubéola, hoje eliminados em Portugal mas sempre à espreita em casos importados, a varicela, o eritema infecioso pelo parvovírus B19, o exantema súbito pelo herpesvírus humano 6 e a doença mão-pé-boca pelos enterovírus. A escarlatina é a exceção bacteriana, uma faringoamigdalite por estreptococo do grupo A com exantema tóxico.
A morfologia sozinha engana. O que distingue estas doenças é a cronologia entre a febre e o exantema, o pródromo, o enantema, a idade e o estado vacinal: o lactente com febre alta e bom estado geral cujo exantema surge quando a febre cede tem um exantema súbito; a criança febril com tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik tem sarampo; a criança já sem febre com a face esbofeteada tem eritema infecioso.
O diagnóstico é clínico na maior parte dos casos. A confirmação laboratorial é obrigatória no sarampo e na rubéola, que se notificam logo na suspeita, e faz-se na escarlatina quando a clínica não é típica e no parvovírus B19 quando há grávida exposta ou hemólise crónica. O tratamento das infeções é de suporte, com três exceções: o antibiótico na escarlatina, o aciclovir na varicela dos grupos de risco e a vitamina A no sarampo.
A prevenção depende do Programa Nacional de Vacinação, com duas doses da vacina contra o sarampo, a parotidite e a rubéola, e da profilaxia pós-exposição, que tem prazos curtos e se decide contacto a contacto. A vacina da varicela está fora do programa.
O que não se pode falhar é a púrpura febril tratada como exantema vírico, a doença de Kawasaki na criança com cinco ou mais dias de febre, a grávida exposta a rubéola, varicela ou parvovírus, e o ácido acetilsalicílico dado a uma criança com varicela.
- Exantema: erupção cutânea difusa e aguda. Na criança febril é quase sempre infecioso e, na maioria, vírico e autolimitado.
- Os exantemas maculopapulares clássicos são o sarampo, a rubéola, o eritema infecioso (a «quinta doença»), o exantema súbito e a escarlatina; os vesiculares são a varicela, o herpes zóster, o herpes simples e a doença mão-pé-boca.
- Sarampo e rubéola estão eliminados em Portugal (sarampo desde 2015, rubéola desde 2016), mas continuam a chegar casos importados. Em 2024 a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo, a parotidite epidémica e a rubéola (VASPR) foi de 99% aos 2 anos e a da segunda de 96% aos 6 anos, com assimetrias regionais.
- Os enterovírus são a principal causa de exantema na criança no verão e no outono.
- A doença de Kawasaki, uma vasculite de causa desconhecida, entra neste grupo porque se apresenta como febre com exantema.
O que se pergunta e o que se procura
- Cronologia: quantos dias de febre antes do exantema, e se a febre continua quando ele aparece.
- Pródromo e enantema: catarro, conjuntivite, odinofagia, manchas de Koplik, língua em framboesa.
- Morfologia e progressão: macular, papular, vesicular, petequial; cefalocaudal ou centrípeta; se poupa palmas e plantas; se há lesões em vários estádios.
- Contexto: idade, estado vacinal, contactos, viagem, época do ano e fármacos recentes.
- Vitropressão: o exantema que não empalidece é petéquia ou púrpura, e muda a abordagem.
Diagnóstico diferencial
| doença | pródromo e febre | exantema | o sinal que decide |
|---|---|---|---|
| Sarampo | febre, tosse, coriza, conjuntivite durante 3 a 5 dias | maculopapular, confluente, cefalocaudal | manchas de Koplik; criança com mau aspeto e tosse intensa |
| Rubéola | ligeiro, febrícula | maculopapular discreto, cefalocaudal, dura 1 a 3 dias | adenopatias retroauriculares, cervicais e suboccipitais |
| Eritema infecioso | ligeiro ou ausente; sem febre quando surge o exantema | face esbofeteada, depois rendilhado nos membros | reaparece com o calor e o exercício |
| Exantema súbito | febre alta sem foco, com bom estado geral | máculas e pápulas rosadas no tronco | surge quando a febre cede |
| Escarlatina | febre alta, odinofagia, vómitos | micropapular, áspero como lixa, mais intenso nas pregas | língua em framboesa, palidez perioral, descamação das mãos e pés |
| Varicela | ligeiro | vesículas em vários estádios, com prurido e couro cabeludo atingido | lesões de idades diferentes ao mesmo tempo |
| Mão-pé-boca | febre, anorexia, odinofagia | vesículas nas mãos, pés, boca e nádegas | úlceras orais dolorosas |
| Mononucleose com aminopenicilina | amigdalite exsudativa, adenopatias, esplenomegalia | maculopapular depois de amoxicilina | linfocitose com linfócitos atípicos |
| Doença de Kawasaki | febre alta durante 5 ou mais dias | polimorfo, sem vesículas, intenso na zona da fralda | conjuntivite sem exsudado, lábios fissurados, mãos e pés edemaciados |
Sinais de alarme
- Febre com petéquias ou púrpura: pensar em doença meningocócica. É de risco o mau estado geral, a irritabilidade ou letargia, o tempo de reperfusão capilar acima de 2 segundos, os sinais meníngeos, as petéquias com mais de 2 mm, generalizadas ou a aumentar rapidamente. Na fase inicial a meningococemia pode dar um exantema maculopapular, por vezes com uma petéquia no centro da mácula.
- Eritrodermia febril com hipotensão ou disfunção de órgão: síndrome de choque tóxico, estafilocócico ou estreptocócico; a varicela e os anti-inflamatórios não esteroides predispõem à forma estreptocócica.
- Febre com 5 ou mais dias: doença de Kawasaki.
- Lactente abaixo dos 3 meses, imunodeprimido, recém-nascido com vesículas (herpes simples neonatal) e grávida exposta: abordagem própria, sem esperar pela evolução.
Quando pedir exames
- Sarampo e rubéola: sempre, pela confirmação que a notificação exige.
- Escarlatina: o exantema típico basta para o diagnóstico etiológico; teste rápido ou cultura quando a clínica é duvidosa.
- Parvovírus B19: grávida exposta, crise aplástica e imunodeprimido.
- Varicela: amplificação de ácidos nucleicos (PCR) do raspado de uma vesícula quando o quadro é atípico ou o doente é de risco.
- Nos restantes, o diagnóstico é clínico.
Vacinação
- VASPR, viva atenuada, no Programa Nacional de Vacinação (PNV): 12 meses e 5 anos, com intervalo mínimo de 4 semanas entre doses.
- Uma dose dada entre os 6 e os 12 meses (em surto, pós-exposição ou viagem) é dose zero: não conta, e o esquema reinicia-se aos 12 meses.
- A segunda dose pode antecipar-se antes dos 5 anos, por indicação da autoridade de saúde (pós-exposição) ou do médico assistente (viagem para zona de risco).
- Sem registo vacinal, a pessoa considera-se não vacinada.
- A VASPR está contraindicada na gravidez e na imunossupressão grave; depois dela evita-se engravidar durante 4 semanas. Dá-se nos cuidados de saúde primários mesmo com alergia ao ovo, seja qual for a gravidade.
- A vacina da varicela não está no PNV: compra-se por prescrição médica.
- Não há vacina contra o parvovírus B19, o herpesvírus humano 6, os enterovírus da doença mão-pé-boca nem o estreptococo do grupo A.
Notificação e isolamento
- Sarampo e rubéola (incluindo a congénita) são de notificação obrigatória, feita no sistema nacional de vigilância epidemiológica (SINAVE) logo na suspeição clínica, sem esperar pelo laboratório.
| doença | contágio | afastamento |
|---|---|---|
| Sarampo | de 4 dias antes a 4 dias depois do início do exantema | até 4 dias depois do início do exantema, inclusive |
| Rubéola | de cerca de 1 semana antes a 7 dias depois do exantema | evitar o contacto com grávidas suscetíveis |
| Varicela | de 1 a 2 dias antes do exantema até todas as lesões estarem em crosta | até todas as lesões em crosta |
| Eritema infecioso | na fase prodrómica; com o exantema já não contagia | não se justifica quando o exantema aparece |
- Infeção por um morbilivírus de RNA da família Paramyxoviridae, das mais contagiosas que existem: cada caso infeta 15 a 20 pessoas numa população suscetível.
- Transmissão por via aérea (aerossóis) e por contacto com secreções nasais ou faríngeas.
- Incubação de 10 a 12 dias, podendo ir de 7 a 23; mais longa no adulto.
- Não há circulação endémica em Portugal desde, pelo menos, 2004, mas desde 2024 voltou a haver casos. Em pessoas vacinadas há muito tempo pode surgir sarampo modificado: mais ligeiro, por vezes sem a tríade de tosse, coriza e conjuntivite, sem exantema típico e até sem febre.
- O vírus entra pelas vias respiratórias, replica-se nos tecidos linfoides e dissemina-se pelo sangue até à pele e às mucosas.
- As manchas de Koplik são lesões da mucosa jugal, junto aos molares, que surgem antes do exantema.
- Na fase aguda há linfopenia, seguida de imunossupressão transitória que atinge a imunidade celular e humoral durante semanas a meses: é isto que explica que a maioria das complicações seja sobreinfeção bacteriana respiratória.
- A encefalite aguda que surge nas 2 semanas seguintes ao exantema é pós-infeciosa, com desmielinização e sem vírus no cérebro; a panencefalite esclerosante subaguda e a encefalite por corpos de inclusão devem-se, pelo contrário, a infeção persistente pelo vírus.
- A gravidade depende da idade, do estado nutricional e da imunidade: o défice de vitamina A agrava a doença.
- Pródromo de 3 a 5 dias: febre, tosse, coriza e conjuntivite com fotofobia.
- Manchas de Koplik: pontos esbranquiçados sobre base eritematosa na mucosa jugal, patognomónicos; aparecem cerca de 1 a 2 dias antes do exantema e duram cerca de 3 dias.
- Exantema maculopapular, confluente, não pruriginoso, que começa no rosto e atrás das orelhas e desce para o tronco e os membros, atingindo palmas e plantas; dura 4 a 7 dias e pode acabar em descamação fina.
- A criança está febril e com mau aspeto quando o exantema surge. Febre que persiste ou volta depois do exantema sugere sobreinfeção bacteriana.
- O imunodeprimido pode não fazer exantema.
- Caso possível (definição de caso): febre, exantema maculopapular e pelo menos um de tosse, rinite ou conjuntivite.
- Perante a suspeição: máscara cirúrgica ao doente, sala separada, profissionais com respirador e com 2 doses de vacina ou sarampo prévio, notificação imediata e colheita para o laboratório de referência do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
Laboratório
- Até 3 semanas depois do exantema colhem-se fluidos orais (zaragatoa da mucosa jugal), urina e sangue; depois disso, só sangue.
- A deteção de RNA viral por PCR ou o isolamento do vírus confirmam. A PCR negativa não afasta o diagnóstico, mas indica com segurança que o doente já não é contagioso.
- IgM específica no soro, ou seroconversão ou subida de 4 ou mais vezes da IgG entre duas amostras.
- No sarampo modificado a IgM muitas vezes não sobe: a PCR e a subida da IgG é que confirmam.
- No hemograma é comum a leucopenia, ao contrário da linfocitose atípica da mononucleose.
Diagnóstico diferencial
Rubéola (mais ligeira, sem tosse e com adenopatias próprias), exantema súbito (o exantema surge depois da febre ceder), escarlatina, mononucleose, infeções por enterovírus e adenovírus, doença de Kawasaki e reações a fármacos.
Contactos
- Contacto é quem partilhou o espaço com o doente em período de contágio, por qualquer tempo, ou esteve na mesma sala nas 2 horas seguintes à sua saída.
- VASPR de preferência nas primeiras 72 horas: previne ou atenua a doença. Depois das 72 horas continua indicada, porque protege de exposições futuras e reduz casos terciários, embora já não evite o sarampo desta exposição.
- Entre os 6 e os 12 meses: uma dose zero nas primeiras 72 horas.
- Imunoglobulina humana normal até 6 dias depois da exposição quando a vacina está contraindicada e o risco é alto:
- lactente abaixo dos 6 meses, incluindo o recém-nascido, seja qual for o estado vacinal da mãe;
- grávida sem imunidade (serologia se houver tempo; se não houver, dá-se a quem não tem sarampo documentado);
- imunossupressão grave;
- lactentes de 6 a 12 meses não vacinados e doentes de maior risco quando já passaram as 72 horas da vacina.
- Dose: 150 mg/kg endovenosa, ou 0,6 mL/kg intramuscular (máximo 15 mL, e 5 mL abaixo dos 12 meses), salvo se o resumo das características do medicamento indicar outra dose para esta indicação. Só se dá com caso índice confirmado ou suspeita elevada.
- A imunoglobulina prolonga a incubação até 23 dias e obriga a esperar 6 meses antes da VASPR.
- Os contactos vigiam-se durante 23 dias. Durante esse período todos os contactos reduzem os contactos sociais, usam máscara e reforçam a higiene das mãos; os não vacinados expostos a um caso não vacinado e sem profilaxia atempada evitam também locais com muita gente (escola, trabalho, transportes).
- Não há antivírico com benefício demonstrado: tratamento de suporte (antipirético, hidratação, vigilância respiratória), isolamento e antibiótico dirigido às sobreinfeções bacterianas.
- Vitamina A oral, uma dose por dia em 2 dias seguidos, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a todas as crianças com sarampo:
| idade | dose diária |
|---|---|
| abaixo dos 6 meses | 50 000 UI |
| 6 a 11 meses | 100 000 UI |
| 12 meses ou mais | 200 000 UI |
- Uma terceira dose 2 a 4 semanas depois se houver sinais de défice de vitamina A. Reduz a morbilidade e a mortalidade; nos países ricos considera-se pelo menos nas crianças internadas, imunodeprimidas, malnutridas ou com sinais oculares de défice.
- Internamento com isolamento de via aérea, se possível em quarto de pressão negativa, quando há complicações.
| complicação | frequência e notas |
|---|---|
| Otite média aguda | 7 a 9% |
| Diarreia | 8% |
| Pneumonia | 1 a 7%; a causa de morte mais frequente, vírica ou por sobreinfeção |
| Laringotraqueobronquite, convulsões febris, queratite | queratite pode causar cegueira |
| Encefalite aguda pós-infeciosa | cerca de 1 em 1000, nas 2 semanas seguintes ao exantema; letalidade de 10 a 20% e sequelas em até 25% |
| Panencefalite esclerosante subaguda | 7 a 11 por 100 000 casos; anos depois, progressiva e fatal; mais frequente quando a infeção foi abaixo dos 2 anos |
| Encefalite por corpos de inclusão | meses depois, no imunodeprimido |
- A letalidade é maior abaixo de 1 ano, no adulto, no malnutrido e no imunodeprimido.
- Grávida: aborto espontâneo, parto pré-termo e complicações maternas; não é teratogénico. O sarampo no fim da gravidez dá infeção perinatal com letalidade elevada e aparente risco maior de panencefalite esclerosante subaguda.
- Recém-nascido de mãe com sarampo no pós-parto imediato: isolar e dar imunoglobulina.
- Imunodeprimido: doença mais grave e prolongada, por vezes sem exantema, com pneumonia de células gigantes e encefalite por corpos de inclusão; com imunossupressão grave faz imunoglobulina pós-exposição seja qual for a história vacinal, e com imunossupressão menos profunda decide a serologia.
- Profissionais de saúde: 2 doses de VASPR, seja qual for a idade, ou sarampo prévio credível.
- Infeção por um rubivírus da família Togaviridae, transmitida por via aérea ou por contacto com secreções nasofaríngeas.
- Incubação de 14 a 17 dias (12 a 23); contágio desde cerca de 1 semana antes até 7 dias depois do exantema. O recém-nascido com rubéola congénita elimina vírus durante meses.
- Cerca de 50% das infeções são subclínicas.
- A importância está no potencial teratogénico. Eliminada em Portugal desde 2016; o último caso de rubéola congénita, importado, foi em 2015.
- Pródromo ligeiro, com febrícula, mal-estar, coriza e conjuntivite.
- Adenopatias retroauriculares, cervicais e suboccipitais, dolorosas, que precedem o exantema e duram mais do que ele.
- Exantema maculopapular discreto, de cor ténue, que começa na face e na região retroauricular e desce; dura 1 a 3 dias.
- Podem existir petéquias no palato mole.
- No adolescente e na mulher adulta, artralgias e artrite das pequenas articulações.
- Tratamento sintomático.
- O exantema é inespecífico e o diagnóstico clínico é difícil: confirma-se sempre, com IgM e IgG específicas e PCR, no laboratório de referência, e notifica-se na suspeita.
- A serologia interpreta-se com a história vacinal.
- Diferencial: sarampo (mais grave, com tosse e Koplik), eritema infecioso, enterovírus (exantema de verão, sem adenopatias) e mononucleose.
- Na grávida exposta ou com exantema, a serologia decide o risco fetal.
- A proteção faz-se com a VASPR do PNV.
- A vacinação pós-exposição não é tão eficaz nem uniformemente recomendada: serve para atualizar esquemas e reduzir a circulação, e decide-se caso a caso.
- A grávida sem imunidade não se vacina: evita viagens para zonas com rubéola endémica ou surtos, sobretudo nas primeiras 20 semanas, e vacina-se no pós-parto, o mais cedo possível.
- Se recebeu imunoglobulina anti-D, a VASPR dá-se pelo menos 3 meses depois.
- A vacinação inadvertida na gravidez notifica-se ao sistema de farmacovigilância.
- Pós-natal: leucopenia, trombocitopenia (raramente com hemorragia), artralgias e artrite, e encefalite em cerca de 1 em 6000, mais no adulto.
Síndrome de rubéola congénita
| idade gestacional da infeção | risco de anomalias |
|---|---|
| primeiro trimestre | cerca de 90% |
| 11 a 16 semanas | 10 a 20% |
| depois das 20 semanas | raro |
- Surdez neurossensorial, lesões oculares (cataratas, glaucoma, retinite), cardiopatia (persistência do canal arterial e estenose pulmonar), microcefalia e défice cognitivo, restrição de crescimento, hepatoesplenomegalia e citopenias ao nascer; também aborto e morte fetal.
- Primoinfeção pelo vírus varicela-zóster, da família Herpesviridae.
- Muito contagiosa, por via aérea e por contacto; contágio de 1 a 2 dias antes do exantema até todas as lesões estarem em crosta.
- Incubação de 14 a 16 dias (10 a 21).
- Na criança saudável é habitualmente benigna; é mais grave no adolescente, no adulto, na grávida, no recém-nascido e no imunodeprimido.
- Depois da viremia, o vírus atinge a pele em surtos sucessivos, o que explica as lesões em vários estádios.
- Fica latente nos gânglios sensitivos e pode reativar-se como herpes zóster, no dermátomo desse gânglio; o zóster também transmite varicela a quem não é imune.
- A lesão cutânea aberta é porta de entrada para o Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes: daí a sobreinfeção, que pode ir da impetiginização à fasceíte necrotizante e ao choque tóxico.
- O ácido acetilsalicílico durante a varicela associa-se à síndrome de Reye.
- Pródromo de 1 a 2 dias, ligeiro.
- Máculo-pápulas eritematosas que em horas passam a vesículas transparentes sobre base eritematosa, depois turvas, e a crostas; muito pruriginosas.
- Surtos sucessivos, com lesões em vários estádios ao mesmo tempo («céu estrelado»), predomínio no tronco, atingimento do couro cabeludo e das mucosas oral e genital.
- Febre habitualmente baixa, de 1 a 2 dias; febre alta ou prolongada sugere doença intensa ou complicação.
- Resolve em 7 a 14 dias, sem cicatriz se não houver sobreinfeção.
- Diagnóstico clínico. Quando é preciso confirmar (quadro atípico, grávida, recém-nascido, imunodeprimido), faz-se PCR no raspado de uma vesícula.
| entidade | o que distingue |
|---|---|
| Herpes zóster | vesículas agrupadas num dermátomo, unilaterais; raro no lactente |
| Herpes simples | vesículas agrupadas perioral ou localizadas; gengivoestomatite |
| Mão-pé-boca | vesículas nas palmas, plantas, boca e nádegas |
| Impetigo bolhoso | bolhas que rompem facilmente e se espalham por autoinoculação |
| Molusco contagioso | pápulas duras e umbilicadas, indolores e persistentes |
| Prurigo por picada | lesões polimorfas no tronco e membros, em pessoa atópica |
- A vacina, viva atenuada, está fora do PNV e dá-se por prescrição.
- Vacina pós-exposição no suscetível saudável: eficácia de 70 a 100% a prevenir ou atenuar a doença se dada até 3 dias, e possivelmente até 5, depois do contacto.
- Imunoglobulina específica contra o vírus varicela-zóster o mais cedo possível, até 10 dias depois da exposição, em quem não é imune, tem risco de doença grave e não pode receber a vacina:
- imunodeprimidos;
- grávidas;
- recém-nascido de mãe com varicela entre 5 dias antes e 2 dias depois do parto;
- pré-termos internados de 28 ou mais semanas cuja mãe não é imune, e todos os de menos de 28 semanas ou menos de 1000 g.
- Aciclovir oral profilático, 40 a 80 mg/kg por dia de 6 em 6 horas (máximo 800 mg por dose), iniciado entre o 7.º e o 9.º dia depois do contacto e mantido pelo menos 7 dias, é alternativa quando a vacina já não serve ou a imunoglobulina não está disponível; no imunodeprimido mantém-se até ao 22.º dia depois do contacto.
- No hospital: isolamento de via aérea e de contacto até todas as lesões estarem em crosta.
- Sintomático na criança saudável: anti-histamínico para o prurido e para evitar o coçar, unhas curtas, antisséptico ou antibiótico tópico nas lesões impetiginizadas.
- Ácido acetilsalicílico contraindicado (síndrome de Reye). Os anti-inflamatórios não esteroides evitam-se, porque predispõem ao choque tóxico estreptocócico; usa-se paracetamol.
Aciclovir
- Não é rotina na criança saudável: encurta e atenua a doença, mas não se provou que reduza as complicações. É mais eficaz nas primeiras 24 horas do exantema.
- Oral, 80 mg/kg por dia de 6 em 6 horas (máximo 800 mg por dose), durante 5 dias, nos que fazem varicela mais intensa: mais de 12 anos, lactentes, doença crónica cutânea ou pulmonar e segundo caso no mesmo domicílio; pondera-se no corticoide inalado em dose alta.
- Endovenoso, 10 mg/kg de 8 em 8 horas durante 7 a 10 dias, sempre em: imunodeprimidos (incluindo corticoide sistémico, quimioterapia e anti-TNF), varicela neonatal, pneumonia, meningoencefalite, varicela disseminada, vasculite cerebral. Na encefalite e na forma disseminada usam-se doses mais altas.
- A criança sob salicilatos, mesmo em dose antiagregante, trata-se sempre, por via oral ou endovenosa conforme o risco e a gravidade.
- Sobreinfeção bacteriana das lesões, a mais frequente na criança e a primeira causa de internamento: impetigo, celulite, fasceíte necrotizante, choque tóxico.
- Pneumonia: bacteriana, ou varicelosa, precoce (primeiros 3 dias), com dificuldade respiratória e hipoxemia; é a complicação mais típica do adulto e mais grave nele.
- Neurológicas: cerebelite com ataxia, meningite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, e vasculopatia das artérias cerebrais com AVC isquémico, que pode surgir meses depois.
- Outras: trombocitopenia, hepatite, artrite, glomerulonefrite, síndrome de Reye com salicilatos e disseminação visceral no imunodeprimido.
- Grávida: pneumonia varicelosa grave. A síndrome de varicela congénita surge com infeção materna nas primeiras 20 semanas, sobretudo entre as 8 e as 20, com risco de cerca de 2% antes das 20 semanas: cicatrizes cutâneas em dermátomo, hipoplasia dos membros, lesões oculares (cataratas, microftalmia, síndrome de Horner), microcefalia e restrição de crescimento.
- Varicela neonatal: exantema materno entre 5 dias antes e 2 dias depois do parto, sem tempo para a IgG materna passar ao feto; a doença surge por volta do 5.º dia de vida e pode disseminar-se, com letalidade até 30% sem antivírico. Imunoglobulina específica ao recém-nascido exposto e aciclovir endovenoso (10 mg/kg de 8 em 8 horas, 10 dias) logo que haja lesões.
- Imunodeprimido: varicela disseminada e visceral; profilaxia pós-exposição com imunoglobulina e aciclovir endovenoso perante doença.
- Infeção pelo parvovírus B19, vírus de DNA, transmitido por via respiratória e por sangue e derivados.
- Replica-se nos precursores eritroides, porque o recetor é o antigénio P do grupo sanguíneo; quem não tem antigénio P é naturalmente resistente.
- A viremia pára a eritropoiese durante alguns dias. Com eritropoiese normal a hemoglobina quase não desce; com hemólise crónica (drepanocitose, esferocitose) surge crise aplástica; sem resposta de anticorpos (imunodeprimido, feto) a anemia torna-se crónica.
- A fase imunomediada começa 2 a 3 semanas depois da infeção, com o pico de IgM: é quando surgem o exantema e as artralgias, e quando a criança já não contagia.
- Cerca de 25% das infeções são assintomáticas, 50% dão um quadro gripal ligeiro e 25% dão exantema.
- Pródromo ligeiro, com febre baixa, mal-estar e cefaleia; depois um intervalo sem sintomas.
- Face esbofeteada: eritema súbito das duas bochechas.
- A seguir, exantema rendilhado macular ou maculopapular no tronco e nas faces de extensão dos membros, sem palmas e plantas, por vezes pruriginoso. Sem febre nesta fase.
- O exantema pode aparecer e desaparecer durante semanas, com o exercício, o calor ou o stress.
- Outras formas: púrpura em luvas e meias, e no adulto artropatia simétrica das pequenas articulações (em cerca de 50%, mais na mulher), muitas vezes sem face esbofeteada.
- Diagnóstico clínico na criança saudável; IgM específica para confirmar e PCR quantitativa no sangue na crise aplástica e no imunodeprimido. Na grávida faz-se serologia (IgM e IgG) e a infeção fetal confirma-se por PCR no líquido amniótico.
- Crise aplástica transitória nas anemias hemolíticas crónicas: anemia grave súbita com reticulócitos ausentes, que pode precisar de transfusão.
- Aplasia eritroide persistente no imunodeprimido: trata-se com imunoglobulina humana normal endovenosa.
- Miocardite, hepatite e citopenias transitórias, raras.
Grávida
- Transmissão ao feto em cerca de 30% das infeções maternas; perda fetal em cerca de 9%, sobretudo no início do segundo trimestre; infeção congénita em menos de 1%.
- Não parece ser teratogénico: o problema é a anemia fetal com hidrópsia não imune (o parvovírus causa 10 a 20% delas), sobretudo em infeções antes das 20 semanas.
- A grávida exposta faz serologia; se infetada, vigia-se o feto por ecografia de 1 em 1 ou de 2 em 2 semanas até 12 semanas depois da infeção, com Doppler do pico de velocidade sistólica da artéria cerebral média, que deteta a anemia antes da hidrópsia. A transfusão intrauterina pode evitar a perda fetal.
- Também chamado roséola; causado sobretudo pelo herpesvírus humano 6 e, menos, pelo 7. Enterovírus e adenovírus dão quadros semelhantes.
- A infeção dá-se na primeira infância, quando os anticorpos maternos desaparecem: pico entre os 9 e os 21 meses, e aos 24 meses cerca de 80% já são seropositivos.
- Transmite-se pela saliva, muitas vezes a partir de irmãos mais velhos ou adultos que excretam o vírus; incubação de 9 a 10 dias.
- A maioria das crianças infetadas tem febre sem exantema; só uma minoria faz o quadro clássico.
- Febre alta, de 39 a 40 °C, sem foco, com bom estado geral, durante cerca de 3 dias; pode haver irritabilidade, adenopatias, tímpanos hiperemiados e enantema de pápulas eritematosas no palato mole e na base da úvula (manchas de Nagayama).
- Ao fim desse tempo a febre desaparece de repente e surge um exantema maculopapular rosado no tronco e na raiz dos membros, que poupa quase sempre a face e dura 1 a 2 dias.
- Diagnóstico clínico, retrospetivo, e tratamento sintomático.
- Convulsão febril, a complicação mais frequente; o herpesvírus humano 6 explica 10 a 20% das convulsões febris sem exantema.
- Raramente encefalite, meningite assética e púrpura trombocitopénica.
- No imunodeprimido a infeção pode dar encefalite, que se trata com ganciclovir ou foscarnet.
- Infeção por Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A), quase sempre faringoamigdalite, por estirpes produtoras de exotoxinas pirogénicas, antes chamadas eritrogénicas.
- O exantema resulta da ação das toxinas à distância do foco; pode refletir hipersensibilidade depois de exposição prévia à toxina.
- Quadros semelhantes podem ser causados por Staphylococcus aureus e outros estreptococos.
- Atinge sobretudo a idade escolar, dos 5 aos 15 anos, no inverno e no início da primavera; é menos frequente abaixo dos 2 anos.
- Pródromo de 12 a 48 horas: febre alta, odinofagia, cefaleia, vómitos, dor abdominal; faringoamigdalite com ou sem exsudado, petéquias no palato, adenopatia cervical anterior dolorosa.
- Exantema micropapular, eritematoso, áspero ao tato como lixa, generalizado, mais intenso nas pregas (virilhas, axilas), com linhas de Pastia nas flexuras.
- Palidez perioral: o exantema poupa o triângulo nasolabial.
- Língua em framboesa, vermelha e de papilas salientes.
- Regride em 3 a 4 dias, com descamação fina no tronco e em lâminas nas mãos e nos pés.
- O exantema típico de escarlatina basta para atribuir a amigdalite ao estreptococo: pode tratar-se sem teste.
- Quando o quadro é duvidoso: teste antigénico rápido (sensibilidade de 70 a 90%) e, se negativo, cultura da orofaringe, que é a referência. Com a clínica evidente, um teste rápido negativo não afasta o diagnóstico.
- Na alergia de tipo 1 à penicilina, a cultura permite estudar a resistência aos macrólidos e à clindamicina.
- Diferencial: doença de Kawasaki, síndrome de choque tóxico, sarampo, mononucleose (com exantema depois de aminopenicilina) e exantemas por fármacos.
Primeira linha
| fármaco | dose | duração |
|---|---|---|
| Amoxicilina oral | 50 mg/kg por dia de 12 em 12 horas, máximo 1 g por dia | 10 dias |
| Penicilina G benzatínica intramuscular | 600 000 U abaixo de 27 kg; 1 200 000 U com 27 kg ou mais | dose única |
- A benzatínica prefere-se quando a adesão ou a tolerância oral são duvidosas.
- A penicilina V oral, que seria a escolha, não está disponível em Portugal.
Alergia à penicilina
- Não imediata (não tipo 1): cefadroxil 30 mg/kg por dia, uma vez por dia (máximo 1 g), 10 dias.
- Imediata (tipo 1, anafilaxia): azitromicina 12 mg/kg por dia (máximo 500 mg) durante 5 dias, claritromicina 15 mg/kg por dia de 12 em 12 horas, ou clindamicina 20 mg/kg por dia de 8 em 8 horas, estas durante 10 dias. Cerca de 10% das estirpes portuguesas resistem à eritromicina.
Porquê tratar
- Os 10 dias erradicam o estreptococo da faringe e previnem a febre reumática; o tratamento iniciado até 9 dias depois do início dos sintomas ainda a previne, pelo que esperar 24 a 48 horas pela cultura não aumenta o risco.
- O antibiótico não previne a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
- Ao fim de 24 horas de antibiótico o contágio é praticamente nulo: a criança pode voltar à escola a partir daí.
- Supurativas: abcesso periamigdalino e parafaríngeo, adenite cervical, otite média, sinusite. Suspeitar perante sintomas invulgarmente intensos ou prolongados, dor localizada e ar tóxico.
- Não supurativas, imunomediadas: febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica.
- Invasivas: as estirpes produtoras de exotoxinas associam-se a fasceíte necrotizante e a síndrome de choque tóxico estreptocócico, sobretudo depois de varicela.
- Causada sobretudo pelo Coxsackie A16 e pelo enterovírus 71, e por outros Coxsackie A e B.
- Os enterovírus transmitem-se sobretudo por via fecal-oral e respiratória; circulam mais no verão e no outono.
- Muito contagiosa, com taxas de ataque próximas de 100% nas crianças pequenas; incubação de 4 a 6 dias.
- Febre, anorexia e mal-estar, depois odinofagia.
- Vesículas e úlceras dolorosas na mucosa oral, língua, palato, úvula e pilares.
- Vesículas e pústulas nas mãos (dorso, palmas), nos pés (plantas) e nas nádegas; por vezes exantema maculopapular na face, braços e tronco.
- As lesões resolvem em cerca de 1 semana. Tratamento sintomático, com analgesia para permitir beber e prevenir a desidratação.
- Desidratação pela recusa em beber.
- Onicomadese: queda das unhas 1 a 2 meses depois.
- O enterovírus 71 pode dar meningite assética, encefalite do tronco cerebral, paralisia flácida, miocardite e edema ou hemorragia pulmonar; os surtos graves descritos foram na Ásia, com mortes sobretudo abaixo dos 5 anos.
- Vasculite sistémica aguda, de causa desconhecida, sobretudo abaixo dos 5 anos, com pico entre os 6 e os 24 meses. Sem tratamento, até 25% fazem aneurismas coronários; com tratamento, as sequelas coronárias ficam abaixo de 5%.
Forma clássica
Febre com 5 ou mais dias e pelo menos 4 de 5 critérios:
- Conjuntivite bulbar bilateral sem exsudado, que poupa o limbo;
- Boca: lábios vermelhos e fissurados, língua em framboesa, enantema;
- Extremidades: eritema e edema das mãos e dos pés; descamação periungueal a partir da segunda semana;
- Exantema polimorfo, sem vesículas nem bolhas, muitas vezes intenso na zona da fralda;
- Adenopatia cervical de 1,5 cm ou mais, habitualmente unilateral.
Com dilatação coronária aceitam-se menos de 4 critérios. Contam os sinais já desaparecidos, relatados pelos pais.
Forma incompleta
- Febre com 5 ou mais dias e 2 a 3 critérios, com proteína C reativa de 30 mg/L ou mais ou velocidade de sedimentação de 40 mm/h ou mais: procura-se apoio em pelo menos 3 critérios laboratoriais (anemia, albumina de 3 g/dL ou menos, alanina aminotransferase elevada, plaquetas de 450 000/µL ou mais depois do 7.º dia, leucócitos de 15 000/µL ou mais, piúria estéril) ou no ecocardiograma.
- Lactente abaixo dos 6 meses com febre sem foco durante 7 ou mais dias: estudar para Kawasaki mesmo sem outros critérios.
- Não há teste diagnóstico; o ecocardiograma faz-se ao diagnóstico em todos e repete-se 1 a 2 semanas depois (mais cedo no alto risco) e às 4 a 6 semanas. As coronárias classificam-se pelo Z-score (desvios-padrão em relação à média para a superfície corporal): abaixo de 2 normal; 2 a menos de 2,5 dilatação; 2,5 a menos de 5 aneurisma pequeno; 5 a menos de 10 (e menos de 8 mm) aneurisma médio; 10 ou mais, ou 8 mm ou mais, aneurisma grande ou gigante. Isolar um agente infecioso, o que acontece em cerca de 30%, não afasta o diagnóstico.
- Internamento e tratamento logo que o diagnóstico seja provável, antes do 10.º dia de febre; depois dele o tratamento já não reduz a frequência das lesões coronárias, mas trata-se quem mantém febre ou inflamação ou tem dilatação coronária.
- Imunoglobulina endovenosa 2 g/kg em perfusão única, lenta.
- Ácido acetilsalicílico em dose moderada (30 a 50 mg/kg por dia) até à apirexia, e depois em dose antiagregante (3 a 5 mg/kg por dia) durante 6 semanas, suspendendo-o se o ecocardiograma de controlo for normal; mantém-se se houver aneurisma. É a exceção à regra de não o dar à criança febril. Evita-se o ibuprofeno, que antagoniza o efeito antiagregante.
- Resistência (febre que persiste ou volta 36 horas depois de acabar a imunoglobulina) em 15 a 20%, com mais risco coronário: nova dose de imunoglobulina, corticoide ou infliximab, sem que nenhum se tenha mostrado superior.
- Nos doentes de alto risco (6 meses ou menos, Z-score de 2,5 ou mais na coronária direita ou na descendente anterior no primeiro ecocardiograma, doença muito intensa ou com choque) intensifica-se o tratamento inicial, juntando à imunoglobulina um corticoide em curso prolongado, com redução ao longo de 2 a 3 semanas, ou o infliximab.
- As vacinas vivas (VASPR, varicela) adiam-se 11 meses depois da imunoglobulina.
Referências
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- Guerrero-Fernández J, Cartón Sánchez A, Barreda Bonis A, Menéndez Suso J, Ruiz Domínguez J, editores. Manual de diagnóstico y terapéutica en pediatría (Hospital Infantil La Paz). 6.ª ed. Madrid: Editorial Médica Panamericana; 2017. Capítulos 18 (Fiebre) e 184 (Recién nacido de madre con patología infecciosa).
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- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 018/2020, de 27/09/2020: Programa Nacional de Vacinação 2020. Lisboa: DGS; 2020.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 020/2012, de 26/12/2012: Diagnóstico e Tratamento da Amigdalite Aguda na Idade Pediátrica. Lisboa: DGS; 2012.
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