Hemato-oncologiaAbordagem diagnóstica e critérios de referenciação de neoplasia em idade pediátricaPublicado (Premium)

Abordagem diagnóstica e critérios de referenciação de neoplasia em idade pediátrica

Matriz PNA:D · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 27 de julho de 2026 · 19 perguntas neste tema

Fazer perguntas deste tema
Em resumo

As neoplasias pediátricas constituem a segunda causa de morte em crianças com mais de 1 ano nos países desenvolvidos, logo a seguir aos acidentes. Embora raras em termos absolutos (cerca de 15 casos por 100.000 crianças por ano), representam um dos desafios diagnósticos mais exigentes na prática clínica: os sinais de alerta são frequentemente inespecíficos, mimetizam patologias benignas comuns, e o diagnóstico tardio é o principal determinante de pior prognóstico.

Ao contrário das neoplasias do adulto, onde a exposição prolongada a carcinogéneos domina a etiologia, nas crianças predominam os tumores de origem embrionária e hematopoiética. As leucemias correspondem a cerca de 25% de todos os cancros pediátricos, os tumores do sistema nervoso central a 20%, e os linfomas a 12%. Os tumores sólidos extracranianos mais prevalentes são o neuroblastoma, o tumor de Wilms (nefroblastoma) e o retinoblastoma, cada um com um perfil etário e uma apresentação clínica próprios.

O médico de família e o pediatra geral são habitualmente os primeiros a ser contactados, o que os coloca numa posição decisiva. A abordagem correta não exige que o clínico faça o diagnóstico oncológico definitivo, mas exige que reconheça o padrão de alarme, peça os exames iniciais adequados e saiba quando referenciar com urgência para um centro oncológico pediátrico. Em Portugal, os centros de referência são o Hospital de Santa Maria (CHULC, Lisboa) para o sul e o Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN, Porto) para o norte.

Neste capítulo abordam-se os sinais de alerta sistematizados pelas guidelines NICE NG12, os tumores mais frequentes e a sua apresentação clínica por faixa etária, os critérios de referenciação urgente (incluindo a abordagem da síndrome de lise tumoral), e as situações que com maior frequência induzem o clínico em erro. O objetivo é que o médico em formação consiga reconhecer o padrão de cada tumor, atuar antes de ter o diagnóstico definitivo, e saber exatamente qual o primeiro exame a pedir e quando não esperar.

Abordagem inicial e chave diagnóstica

O reconhecimento precoce de neoplasia pediátrica assenta na identificação de sinais de alerta que, isolados, têm baixa especificidade, mas em combinação ou quando persistentes justificam investigação prioritária. As guidelines NICE NG12 (2015, atualizada 2023) organizam estes sinais por sistema e definem limiares de referenciação urgente.

A pergunta clínica central é simples: este sinal poderia ter uma causa benigna comum? Se sim, quanto tempo já passou sem resposta ao tratamento habitual? A persistência sem melhoria, o crescimento progressivo e a combinação de sinais em diferentes sistemas são os discriminantes mais úteis.

Sinais gerais

Perda de peso superior a 5% sem causa identificada, febre persistente sem foco infecioso, palidez progressiva e fadiga desproporcional à atividade são sinais gerais que obrigam a hemograma com esfregaço. A sudorese noturna profusa em contexto de linfadenopatia constitui sintoma B, relevante para o estadiamento de linfoma.

A linfonodomegalia preocupante tem características específicas: gânglios com diâmetro superior a 2 cm, consistência dura ou pétrea, indolores, sem porta de entrada infeciosa identificável, persistentes por mais de 4 semanas ou em crescimento progressivo. A localização supraclavicular é de alto risco e obriga a biópsia excisional urgente independentemente da dimensão, porque drena o mediastino e o abdómen superior.

Massas abdominais

Qualquer massa abdominal palpável numa criança é neoplasia até prova em contrário e constitui urgência hospitalar. A distinção clínica inicial orienta para o tumor mais provável:

TumorIdade típicaCaracterísticas da massaOutros achados
Tumor de Wilms3-4 anosFlanco, bem delimitada, não cruza a linha médiaHTA, hematúria microscópica
Neuroblastoma< 2 anosIrregular, cruza a linha média, calcificaçõesCatecolaminas urinárias elevadas
Hepatoblastoma< 3 anosHipocôndrio direitoAFP muito elevada
RabdomiossarcomaAdolescente/pré-pubereQualquer localizaçãoVariável

A palpação abdominal vigorosa em suspeita de tumor de Wilms deve ser evitada: pode provocar rotura da cápsula e disseminação peritoneal, que altera o estadiamento e o prognóstico.

Leucocória e reflexo vermelho

A leucocória (reflexo branco pupilar em vez do normal reflexo vermelho) é retinoblastoma até prova em contrário. O teste do reflexo vermelho deve ser realizado em todas as consultas de saúde infantil. Reflexo vermelho ausente ou assimétrico, baixa acuidade inexplicada ou estrabismo de início recente obrigam a referenciação urgente a oftalmologia pediátrica. O erro mais comum é pedir TC das órbitas em primeiro lugar: além de aumentar a exposição a radiação ionizante num tumor com predisposição a segundos tumores, atrasa o diagnóstico correto, que é a fundoscopia sob anestesia geral.

Sinais neurológicos

A tríade de cefaleia matinal, vómitos em jato e alterações da marcha ou coordenação é característica de tumor da fossa posterior (meduloblastoma). A cefaleia agrava-se em decúbito e melhora ao acordar, distinguindo-se da enxaqueca típica. A presença de papiledema ou paresia do VI par (diplopia lateral) indica hipertensão intracraniana e requer RM cerebral urgente. A TC tem menor sensibilidade para lesões do cerebelo e do 4.º ventrículo.

Marcadores genéticos e síndromes de risco

Mais de 6 manchas café-au-lait com diâmetro superior a 0,5 cm em pré-puberes (ou 1,5 cm em pós-puberes), acompanhadas de neurofibromas, definem NF1, com risco aumentado de glioma do nervo ótico e tumor da bainha nervosa periférica. A síndrome de Beckwith-Wiedemann (hemihipertrofia, macroglossia, onfalocelo) requer vigilância ecográfica renal semestral até aos 7 anos.

Para o exame

A dor óssea noturna que acorda a criança e a linfonodomegalia supraclavicular são dois achados isolados que obrigam a investigação imediata. A combinação de palidez, fadiga, petéquias e hepatoesplenomegalia num pré-escolar é leucemia até ser provado o contrário.

Sinais de Alarme em Oncologia Pediátrica e Via de Referenciação RED FLAGS POR TIPO DE NEOPLASIA Leucemia / Linfoma - Palidez, astenia, febre prolongada (>2 sem) - Equimoses espontâneas, petéquias, epistaxis - Adenopatias >1 cm, hepatoesplenomegalia - Dor óssea difusa, sudorese noturna Tumor do Sistema Nervoso Central - Cefaleia matinal progressiva, vómitos em jato - Diplopia, nistagmo, ataxia, alteração da marcha - Macrocefalia (lactente), fontanela tensa - Regressão de marcos de desenvolvimento Tumor Abdominal (Wilms / Neuroblastoma) - Massa abdominal palpável (incidental / sintomática) - HTA, hematúria macroscópica (Tumor de Wilms) - Massa paravertebral, diarreia aquosa (Neuroblastoma) - Perda ponderal, exoftalmia, metástases cutâneas Tumor Ósseo (Osteossarcoma / Ewing) - Dor noturna localizada persistente (>4 semanas) - Massa palpável, calor e eritema local - Fratura patológica ou limitação funcional Retinoblastoma / Rabdomiossarcoma - Leucocoria (reflexo branco pupilar), estrabismo novo - Massa orbital, proptose ou pseudoptose - Obstrução nasal unilateral, epistaxis recorrente PRINCÍPIO GERAL Qualquer criança com suspeita de neoplasia deve ter avaliação pediátrica no próprio dia. A demora diagnóstica associa-se a estadio mais avançado e pior prognóstico. Picos etários: leucemia 2-5a | Wilms 1-5a | retinoblastoma <3a Adolescentes: Ewing 10-20a | osteossarcoma 10-18a LDH e ácido úrico elevados orientam para neoplasia hematológica VIA DE REFERENCIAÇÃO PARA ONCOLOGIA PEDIÁTRICA EMERGÊNCIA - Urgência Hospitalar Imediata Transferência imediata, sem atraso: - Compressão medular aguda (défice neurológico) - HIC aguda com deterioração do estado de consciência - Febre com neutropenia grave (pancitopenia) - Leucocitose >100.000/uL (risco de leucostase) - Massa mediastínica com estridor ou dispneia URGENTE - Referenciação em 24 a 48 horas - Blastos no hemograma periférico (qualquer número) - Massa mediastínica assintomática em radiografia - Leucocoria ou suspeita de retinoblastoma - Neuroblastoma estadio IV suspeito - Wilms com HTA grave ou hematúria macroscópica ELETIVA URGENTE - até 2 semanas - Massa isolada estável, sem compromisso agudo - Adenopatia persistente >4 sem sem causa aparente - Dor óssea noturna sem causa traumática identificada - Suspeita clínica sem sinais de alarme imediatos - Resultado histológico a aguardar estadiamento NOTAS DE REFERENCIAÇÃO Contactar Oncologia Pediátrica diretamente (não via MCD). Evitar biópsia antes de estadiamento em centro especializado. Pedir: hemograma + LDH + ácido úrico + urina tipo II. Não iniciar corticoide sem diagnóstico histológico confirmado.
Esquema original InovaQB.

Leucemia linfoblástica aguda (LLA)

A LLA é a neoplasia pediátrica mais frequente, correspondendo a cerca de 25% de todos os cancros em menores de 15 anos. O pico de incidência situa-se entre os 2 e os 5 anos, com predomínio do subtipo B-cell precursor (BCP-LLA, cerca de 85% dos casos).

A apresentação clínica resulta da falência da hematopoiese normal por infiltração medular e disseminação extramedular:

  • Síndrome anémico: palidez, astenia, taquicardia em repouso
  • Síndrome infecioso: febre recorrente sem foco identificável, neutropénia funcional
  • Síndrome hemorrágico: petéquias, equimoses sem trauma, gengivorragias
  • Dor óssea frequentemente noturna, que acorda a criança
  • Linfadenopatia, hepatoesplenomegalia

O hemograma pode mostrar leucocitose com blastos circulantes, mas em 20-30% dos casos há pancitopénia sem blastos periféricos (leucemia "pré-leucémica"). A biópsia osteomedular é obrigatória sempre que a suspeita clínica é elevada, independentemente do hemograma.

A leucemia mielóide aguda (LMA) é menos frequente em crianças, predominando em lactentes (< 2 anos) e adolescentes (> 15 anos). A síndrome de Down confere risco 20 vezes superior, com predomínio de leucemia megacarioblástica (AMKL-DS), de prognóstico relativamente favorável com quimioterapia de dose reduzida.

Tumor de Wilms (nefroblastoma)

O nefroblastoma é o tumor renal mais frequente em Pediatria, com pico entre os 3 e 4 anos. Apresenta-se habitualmente como massa palpável no flanco, frequentemente descoberta acidentalmente pelos pais, de consistência firme, bem delimitada, que não cruza a linha média. A criança está frequentemente em bom estado geral, o que pode atrasar a suspeita diagnóstica.

Síndromes que obrigam a vigilância ecográfica renal regular: síndrome de Beckwith-Wiedemann, WAGR (deleção WT1: Wilms, Aniridia, anomalias Genitourinárias, atraso mental) e síndrome de Denys-Drash.

O protocolo europeu SIOP, adotado em Portugal, preconiza quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia: reduz o volume tumoral e o risco de rotura intraoperatória, que altera o estadiamento e o prognóstico. A biópsia pré-operatória em ambulatório não é recomendada sem orientação oncológica especializada.

Neuroblastoma

O neuroblastoma tem origem nas células da crista neural e é o tumor sólido extracraniano mais frequente em lactentes. Apresenta paradoxo prognóstico: crianças com menos de 2 anos têm melhor prognóstico, com casos documentados de maturação espontânea para ganglioneuroma benigno; crianças com mais de 2 anos são frequentemente diagnosticadas em estadio IV metastático, com envolvimento ósseo e da medula óssea.

A massa é irregular, cruza a linha média (distinção fundamental do Wilms) e frequentemente tem calcificações visíveis na radiografia simples. Metástases ósseas com dor óssea, proptose bilateral e equimoses periorbitárias são comuns. Os marcadores incluem LDH, NSE (enolase neurono-específica) e catecolaminas urinárias: ácido vanilmandélico (VMA) e ácido homovanílico (HVA). O estadiamento usa cintigrafia com I-123-MIBG.

Retinoblastoma

O retinoblastoma ocorre em 40% dos casos de forma bilateral (germinativo, gene RB1, herança autossómica dominante com penetrância de 90%; filhos de sobreviventes têm risco de 45%) e em 60% de forma unilateral (maioritariamente esporádico). A apresentação mais comum é leucocória, seguida de estrabismo ou baixa acuidade visual. A biópsia está contraindicada pelo risco de disseminação extraocular. O diagnóstico é feito por fundoscopia sob anestesia geral. O tratamento moderno visa preservar o olho e a visão: quimioterapia sistémica (carboplatina, vincristina, etopósido), terapia focal (laser, crioterapia, braquiterapia) ou quimioterapia intra-arterial via artéria oftálmica. A enucleação é reservada para tumores muito extensos sem possibilidade de salvação visual.

Linfoma de Burkitt e meduloblastoma

O linfoma de Burkitt tem o tempo de duplicação mais curto de todos os tumores conhecidos (24-48 horas). Apresenta-se com adenomegalias de crescimento marcado em dias e pode induzir síndrome de lise tumoral (SLT) espontânea antes de qualquer tratamento. O meduloblastoma é o tumor cerebral maligno mais frequente na criança, localizado no cerebelo e no 4.º ventrículo, com a tríade de cefaleia matinal, vómitos em jato e ataxia cerebelosa.

Para o exame

A LLA tem três síndromes: anémico, infecioso e hemorrágico. A ausência de blastos no sangue periférico não exclui o diagnóstico. O tumor de Wilms não cruza a linha média (ao contrário do neuroblastoma) e o protocolo SIOP, adotado em Portugal, aplica quimioterapia antes da cirurgia.

Princípios gerais de referenciação

A referenciação precoce para centro oncológico pediátrico é um determinante independente de prognóstico. O objetivo da referenciação não é ter o diagnóstico oncológico confirmado: é haver suspeita suficientemente fundamentada para que o especialista não perca tempo. Em Portugal, os centros de referência são o Hospital de Santa Maria (CHULC, Lisboa) para o sul do país e o Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN, Porto) para o norte.

Situações de referenciação urgente

Leucocória ou ausência de reflexo vermelho: referenciação urgente (dentro de 72 horas) a oftalmologia pediátrica com capacidade oncológica. Não pedir TC das órbitas em primeiro lugar: aumenta a exposição a radiação ionizante num tumor com predisposição genética a segundos tumores e atrasa o diagnóstico correto. O exame adequado é a ecografia ocular e a fundoscopia sob anestesia geral.

Massa abdominal: urgência hospitalar. Os exames iniciais incluem ecografia abdominal, hemograma, LDH, AFP, catecolaminas urinárias (VMA e HVA) e creatinina. Não realizar biópsia em ambulatório sem orientação de oncologia pediátrica.

Hemograma com blastos ou pancitopénia inexplicada: referenciação imediata a hematologia pediátrica. Não aguardar consulta externa marcada. A ausência de blastos no sangue periférico não exclui leucemia.

Linfadenopatia de alto risco (critérios NICE NG12):

  • Localização supraclavicular
  • Diâmetro superior a 2 cm com crescimento progressivo
  • Sintomas B associados (febre noturna, perda de peso, sudorese)
  • Sem causa infeciosa identificável após 4 semanas

Estas situações requerem biópsia excisional, não apenas punção-aspiração (PAAF), que é insuficiente para o diagnóstico de linfoma.

Sintomas neurológicos progressivos: cefaleia matinal recorrente com vómitos, alterações da marcha, diplopia ou papiledema obrigam a RM cerebral urgente. A TC tem menor sensibilidade para lesões da fossa posterior, localização dos tumores cerebrais mais frequentes na criança.

Síndrome de lise tumoral (SLT)

A SLT pode ocorrer espontaneamente em tumores de crescimento muito rápido (linfoma de Burkitt, LLA de alto risco com leucocitose extrema), ou ser desencadeada pelo início da quimioterapia. É uma emergência oncológica por risco de arritmia fatal, insuficiência renal aguda e convulsões por hipocalcémia.

Critérios laboratoriais de Cairo-Bishop (2004): pelo menos dois dos seguintes, nos 3 dias antes ou 7 dias após início do tratamento:

  • Uricémia > 476 mmol/L (> 8 mg/dL) ou aumento > 25%
  • Potássio > 6 mEq/L ou aumento > 25%
  • Fosfato > 2,1 mmol/L (crianças) ou aumento > 25%
  • Cálcio < 1,75 mmol/L ou diminuição > 25%

O tratamento inclui: (1) hiperhidratação com 3 L/m²/dia em soro sem potássio nem fosfato, para débito urinário de 3-6 mL/kg/hora; (2) rasburicase (urato-oxidase recombinante), que degrada o urato já formado em minutos, muito superior ao alopurinol que apenas inibe a síntese de novo urato (contraindicada em défice de G6PD por risco de hemólise); (3) monitorização de 4/4 horas: ionograma, creatinina, uricémia e ECG; (4) diálise em insuficiência renal aguda grave ou hiperpotassémia refratária.

Tabela resumo de urgências

Situação clínicaNível de urgênciaVia de referenciação
Leucocória / reflexo vermelho ausenteUrgente (< 72h)Oftalmologia pediátrica
Massa abdominal palpávelUrgência hospitalarSU / oncologia pediátrica
Blastos no hemogramaImediatoHematologia pediátrica
Pancitopénia inexplicadaImediatoHematologia pediátrica
Linfadenopatia supraclavicularUrgente (< 1 semana)Oncologia pediátrica
Cefaleia matinal + vómitos + ataxiaUrgente (< 48h)Neurologia / SU
SLT confirmadaImediatoUCI pediátrica

Para o exame

Face a uma criança de 12 meses com reflexo vermelho ausente, o passo seguinte é a referenciação urgente a oftalmologia pediátrica, não pedir TC. Na SLT, a rasburicase é superior ao alopurinol porque degrada o urato já existente. A hiperhidratação usa 3 L/m²/dia sem potássio nem fosfato.

Referências

  1. Hunger SP, Mullighan CG. Acute lymphoblastic leukemia in children. N Engl J Med. 2015;373(16):1541-52.
  2. Pui CH, Robison LL, Look AT. Acute lymphoblastic leukaemia. Lancet. 2008;371(9617):1030-43.
  3. Cairo MS, Bishop M. Tumour lysis syndrome: new therapeutic strategies and classification. Br J Haematol. 2004;127(1):3-11.
  4. Howard SC, Jones DP, Pui CH. The tumor lysis syndrome. N Engl J Med. 2011;364(19):1844-54.
  5. National Institute for Health and Care Excellence. Suspected cancer: recognition and referral. NICE guideline NG12. London: NICE; 2015.
  6. Dome JS, Graf N, Geller JI, et al. Advances in Wilms Tumor Treatment and Biology: Progress Through International Collaboration. J Clin Oncol. 2015;33(27):2999-3007.
  7. Brodeur GM. Neuroblastoma: biological insights into a clinical enigma. Nat Rev Cancer. 2003;3(3):203-16.
  8. Dimaras H, Kimani K, Dimba EA, et al. Retinoblastoma. Lancet. 2012;379(9824):1436-46.
  9. Creutzig U, van den Heuvel-Eibrink MM, Gibson B, et al. Diagnosis and management of acute myeloid leukemia in children and adolescents: recommendations from an international expert panel. Blood. 2012;120(16):3187-205.
  10. Gatta G, Botta L, Rossi S, et al. Childhood cancer survival in Europe 1999-2007: results of EUROCARE-5 - a population-based study. Lancet Oncol. 2014;15(1):35-47.
  11. Stiller CA. Epidemiology and genetics of childhood cancer. Oncogene. 2004;23(38):6429-44.
  12. Pizzo PA, Poplack DG, editores. Principles and Practice of Pediatric Oncology. 7.ª ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2016.

19 perguntas sobre Abordagem diagnóstica e critérios de referenciação de neoplasia em idade pediátrica

Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.

Criar conta e treinar