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Perturbações da puberdade

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 19 perguntas neste tema

Em resumo

As perturbações da puberdade organizam-se por dois eixos: a idade e as gonadotrofinas. A puberdade é precoce quando começa antes dos 8 anos na rapariga e antes dos 9 no rapaz, e atrasada quando não há telarca aos 13 anos ou aumento testicular aos 14.

Na puberdade precoce, a pergunta é se o eixo hipotálamo-hipófise-gónada acordou cedo (forma central, dependente da hormona libertadora de gonadotrofinas, GnRH) ou se os esteroides vêm de fora dele (forma periférica, com gonadotrofinas suprimidas). A central é muito mais frequente na rapariga e quase sempre idiopática; no rapaz, pequeno, a lesão cerebral é frequente. A periférica traz os nomes próprios do tema: hiperplasia congénita da suprarrenal, McCune-Albright, testotoxicose, tumores e esteroides exógenos. Entre as duas estão as variantes benignas, a telarca e a adrenarca prematuras isoladas, que não aceleram o crescimento nem a idade óssea e só se vigiam.

A idade óssea e a hormona luteinizante (LH) basal ultrassensível separam os casos. A ressonância cranioencefálica é para a rapariga com menos de 6 anos, o rapaz com menos de 8 e qualquer criança com sinais neurológicos. A forma central trata-se com análogos de GnRH, que suprimem por estimulação contínua e por isso nada fazem na periférica, onde se trata a causa.

No atraso pubertário, a LH e a hormona foliculoestimulante (FSH) decidem: baixas apontam para o atraso constitucional, de longe a causa mais comum no rapaz, para doença crónica ou para défice de GnRH, como na síndrome de Kallmann com anosmia; altas apontam para falência gonadal e mandam pedir cariótipo, à procura de Turner ou Klinefelter. O que não se pode falhar é a lesão cerebral na criança pequena, o cariótipo na rapariga baixa, e a regra de dar glucocorticoide antes da levotiroxina no hipopituitarismo.

Referências

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19 perguntas sobre Perturbações da puberdade

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