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Pneumoconioses - ocupacionais e ambientais

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · Prevenção

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

As pneumoconioses são doenças do parênquima pulmonar causadas pela inalação e retenção de poeiras minerais. As clássicas são quatro: a silicose, pela sílica cristalina; as doenças do amianto, que vão das placas pleurais à asbestose e ao mesotelioma; a pneumoconiose dos mineiros de carvão; e a beriliose. O risco e a gravidade crescem com a intensidade e a duração da exposição, a latência conta-se em anos ou décadas e a doença pode progredir depois de o trabalhador sair do posto.

Cada uma tem uma assinatura. A silicose dá nódulos dos lobos superiores e calcificação ganglionar em casca de ovo, e traz consigo a tuberculose, o cancro do pulmão e a doença autoimune; a forma acelerada, dos trabalhadores da pedra artificial, atinge homens jovens em poucos anos. O amianto marca a pleura com placas, fibrosa as bases e causa mesotelioma e carcinoma do pulmão, este muito potenciado pelo tabaco. A beriliose é uma doença granulomatosa que só se distingue da sarcoidose pela exposição e pela sensibilização ao berílio.

O pulmão do trabalhador adoece também de outras maneiras: a asma ocupacional, que é a doença respiratória profissional mais frequente, a pneumonite de hipersensibilidade por poeiras orgânicas e as lesões por gases e fumos.

O diagnóstico faz-se com a história ocupacional, a imagem e a exclusão de alternativas, e raramente precisa de biópsia. Não há tratamento que reverta a fibrose, pelo que o que muda o curso é a prevenção e o afastamento da exposição. Perante a suspeita, qualquer médico tem de fazer a participação obrigatória da doença profissional à Segurança Social no prazo de oito dias.

Referências

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