Bronquiectasias
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 11 perguntas neste tema
As bronquiectasias são uma dilatação permanente e irreversível dos brônquios, com destruição do tecido elástico, do músculo liso e da cartilagem da parede. Não são uma doença única: são o ponto de chegada comum de agressões muito diferentes, da pneumonia grave à imunodeficiência, à aspergilose broncopulmonar alérgica, às micobactérias não tuberculosas, à fibrose quística e à discinesia ciliar primária. São mais frequentes na mulher e com a idade, e coexistem muitas vezes com a doença pulmonar obstrutiva crónica e com a asma.
O que as mantém é um círculo vicioso: a depuração mucociliar falha, o muco estagna, as bactérias instalam-se, os neutrófilos libertam elastase e outras proteases, e a parede lesada dilata-se e limpa ainda pior. Por isso o doente típico tem tosse produtiva crónica, expetoração espessa e diária, fervores e exacerbações de repetição, com hemoptise ocasional.
O diagnóstico faz-se por tomografia computorizada de alta resolução: brônquio mais largo do que a artéria que o acompanha, sem afilamento para a periferia. Confirmado o achado, investiga-se sempre a causa, porque várias são tratáveis: todos os doentes fazem imunoglobulinas, rastreio de aspergilose broncopulmonar alérgica e culturas para micobactérias.
O tratamento assenta em fazer bem o simples: técnicas de desobstrução brônquica para todos, reabilitação respiratória a quem tem dispneia, antibiótico dirigido à cultura nas exacerbações e, no doente com alto risco de exacerbação, macrólido de longa duração ou antibiótico inalado se houver infeção crónica por Pseudomonas aeruginosa. Os corticoides inalados não tratam as bronquiectasias. O que não se pode falhar é a causa tratável por investigar, as micobactérias por excluir antes do macrólido e a hemoptise maciça, que é uma emergência.
O círculo vicioso
Descrito por Cole e hoje representado como um vórtice, porque os quatro componentes se alimentam uns aos outros sem ordem obrigatória:
- Depuração mucociliar alterada, com estase de secreções.
- Infeção ou colonização bacteriana crónica; Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa são os agentes mais isolados.
- Inflamação neutrofílica: elastase, outras proteases, espécies reativas de oxigénio e citocinas.
- Lesão estrutural da parede, que dilata e limpa ainda pior.
- O insulto inicial pode ser uma única infeção grave (tosse convulsa, Mycoplasma pneumoniae), aspiração de repetição, obstrução brônquica ou um defeito congénito da depuração (fibrose quística, discinesia ciliar primária).
- Os mediadores bacterianos também atrasam o batimento ciliar.
- A inflamação das pequenas vias aéreas causa a obstrução ao fluxo que a espirometria mostra, apesar de os brônquios grandes estarem dilatados.
- As antiproteases, como a alfa-1 antitripsina, neutralizam a elastase neutrofílica; o seu défice associa-se a bronquiectasias e a enfisema.
- Pseudomonas aeruginosa tem especial tendência para colonizar vias aéreas lesadas e escapar às defesas do hospedeiro.
Mecanismos não infeciosos
- Lesão imunomediada da parede: artrite reumatoide, síndrome de Sjögren, aspergilose broncopulmonar alérgica.
- Bronquiectasias de tração: dilatação passiva por retração do parênquima fibrosado (fibrose pulmonar idiopática, fibrose pós-radiação). Não seguem o círculo infecioso.
Causas e distribuição
A topografia na tomografia sugere a causa.
| Distribuição | Causas a pensar |
|---|---|
| Focal | obstrução intrínseca (tumor, corpo estranho, estenose, atresia brônquica) ou compressão extrínseca (adenopatia, massa) |
| Lobos superiores | fibrose quística, fibrose pós-radiação |
| Campos médios (lobo médio e língula) | micobactérias não tuberculosas, sobretudo o complexo Mycobacterium avium; discinesia ciliar primária |
| Lobos inferiores | aspiração crónica (por exemplo, dismotilidade esofágica da esclerodermia), hipogamaglobulinemia, bronquiectasias de tração da fibrose pulmonar idiopática |
| Vias aéreas centrais | aspergilose broncopulmonar alérgica; défice de cartilagem (traqueobroncomegalia ou síndrome de Mounier-Kuhn, síndrome de Williams-Campbell) |
Outras causas: sequela de tuberculose, imunodeficiência humoral (imunodeficiência comum variável, défice de IgA, infeção pelo VIH), doença inflamatória intestinal, défice de alfa-1 antitripsina e síndrome das unhas amarelas.
Imagem
- A radiografia é pouco sensível; o achado clássico é o das linhas paralelas em carril, de brônquios espessados que não afilam.
- A tomografia computorizada (TC) de alta resolução é o exame de eleição para confirmar.
| Achado na TC | O que significa |
|---|---|
| Diâmetro do brônquio pelo menos 1,5 vezes o da artéria adjacente | sinal do anel de sinete |
| Ausência de afilamento distal; estruturas tubulares a menos de 1 cm da pleura | brônquio dilatado até à periferia |
| Espessamento da parede brônquica | inflamação crónica |
| Secreções espessadas, padrão em árvore em botão | impactação mucosa nas pequenas vias |
| Quistos a partir da parede brônquica | forma quística |
- Nas bronquiectasias focais faz-se quase sempre broncofibroscopia, para excluir obstrução por massa ou corpo estranho.
Investigação da causa
Todos os doentes com diagnóstico novo fazem:
| Exame | Procura |
|---|---|
| Imunoglobulinas séricas IgG, IgA e IgM, hemograma com fórmula | imunodeficiência humoral |
| IgE total, IgE e IgG específicas para Aspergillus, eosinófilos no sangue | aspergilose broncopulmonar alérgica |
| Exame direto e cultura para micobactérias na expetoração | micobactérias não tuberculosas |
| Cultura bacteriológica da expetoração | Pseudomonas aeruginosa, Haemophilus e outros agentes crónicos |
| Espirometria | gravidade e seguimento |
Consoante a clínica:
| Quando | Exame |
|---|---|
| Início na infância, lobos superiores, polipose nasal, sintomas digestivos, infertilidade masculina, Staphylococcus aureus ou Pseudomonas | teste do suor e genética do CFTR (regulador transmembranar da fibrose quística) |
| Início na infância, rinossinusite crónica, infertilidade, situs inversus | óxido nítrico nasal, microscopia ciliar e genética, para discinesia ciliar primária |
| Enfisema basal ou obstrução grave | doseamento de alfa-1 antitripsina (não é de rotina) |
| Suspeita de doença do tecido conjuntivo ou vasculite | fator reumatoide, anticorpos antipéptido citrulinado cíclico (anti-CCP), anticorpos antinucleares, anticorpos contra antigénios nucleares extraíveis e anticorpos anticitoplasma dos neutrófilos (ANCA) |
| Infeções de repetição com imunoglobulinas normais ou limítrofes | anticorpos antipneumocócicos, vacinação e nova medição 6 semanas depois; considerar imunologia |
| Risco de VIH | serologia VIH |
| Risco alto de micobactérias | pelo menos três amostras de expetoração ou lavado broncoalveolar |
Aspergilose broncopulmonar alérgica
Critérios atuais, num doente com asma ou quadro clínico-radiológico compatível:
- Obrigatórios: IgE específica para Aspergillus fumigatus de pelo menos 0,35 kUA/L e IgE total de pelo menos 500 UI/mL.
- Mais dois de: IgG específica positiva, eosinófilos de pelo menos 500/µL, imagem compatível (infiltrados fugazes, bronquiectasias, impactação mucosa, muco hiperdenso).
Micobactérias não tuberculosas
Doença, e não só colonização, exige clínica e imagem compatíveis e um de:
- Cultura positiva em pelo menos duas amostras de expetoração separadas, com a mesma espécie.
- Uma cultura positiva em lavado broncoalveolar.
- Biópsia com granulomas ou bacilos álcool-ácido resistentes e uma cultura positiva.
Gravidade: índice de gravidade das bronquiectasias
Calcula-se no diagnóstico (BSI, Bronchiectasis Severity Index) e prevê internamento e mortalidade.
| Item | Pontos |
|---|---|
| Idade: menos de 50, 50 a 69, 70 a 79, 80 ou mais anos | 0, 2, 4, 6 |
| Índice de massa corporal abaixo de 18,5 kg/m² | 2 |
| FEV1 (volume expiratório máximo no primeiro segundo): acima de 80%, 50 a 80%, 30 a 49%, abaixo de 30% do previsto | 0, 1, 2, 3 |
| Internamento prévio | 5 |
| Exacerbações no ano anterior: 0, 1 a 2, 3 ou mais | 0, 0, 2 |
| Dispneia na escala do MRC (Medical Research Council): 1 a 3, 4, 5 | 0, 2, 3 |
| Colonização por Pseudomonas aeruginosa | 3 |
| Colonização por outros agentes | 1 |
| Três ou mais lobos atingidos ou bronquiectasias quísticas | 1 |
Total de 0 a 4: ligeira; 5 a 8: moderada; 9 ou mais: grave.
Diagnóstico diferencial
- DPOC e bronquite crónica: menos expetoração e menos purulenta; as duas coexistem, muitas vezes com bronquiectasias dos lobos inferiores.
- Asma, que pode também coexistir.
- Com hemoptise e hipocratismo digital, carcinoma do pulmão.
Vacinação antipneumocócica (Norma DGS 013/2024)
As bronquiectasias são doença respiratória crónica com risco acrescido de doença invasiva pneumocócica.
| Adulto (18 anos ou mais) | Criança e adolescente | |
|---|---|---|
| Recomendada | sim | sim |
| Gratuita | não, salvo insuficiência respiratória crónica em oxigenoterapia de longa duração ou grave (PaO2 abaixo de 70 mmHg e FEV1 abaixo de 50%) | sim |
| Esquema | Pn20 e depois Pn23 | Pn20 no esquema do Programa Nacional de Vacinação e depois Pn23, a partir dos 24 meses |
| Intervalo entre as duas | recomendado 6 a 12 meses, mínimo 8 semanas | igual |
- A Pn20 substituiu a Pn13; a sequência conjugada seguida da polissacárida manteve-se nos grupos de risco.
- O adulto imunocompetente que já fez o esquema antigo (Pn13 e Pn23) considera-se vacinado; quem não tem conjugada de pelo menos 13 valências faz Pn20, e quem não fez Pn23 faz Pn23.
- Fora da gratuitidade, as duas vacinas são comparticipadas a 37% na farmácia, com prescrição.
Outras medidas
- Vacinação antigripal anual.
- Cessação tabágica.
- Tratar a causa, quando existe: substituição com imunoglobulina na hipogamaglobulinemia, tratamento da aspergilose broncopulmonar alérgica, moduladores do CFTR na fibrose quística, remoção da obstrução.
- Plano de autogestão: reconhecer a exacerbação cedo e, em doentes selecionados e ensinados, ter antibiótico em casa para começar logo.
- Não há rastreio populacional.
Para todos
- Técnicas de desobstrução brônquica (recomendação forte): ensinadas por fisioterapeuta respiratório; nenhuma técnica provou ser superior, e escolhe-se a que o doente cumpre. Servem também a quem tem tosse seca com tampões mucosos na TC, e reforçam-se nas exacerbações.
- Reabilitação respiratória (recomendação forte) em quem tem dispneia ou capacidade de esforço reduzida; atividade física regular para todos.
- Mucoativos (recomendação condicional) quando a desobstrução não controla os sintomas: soro hipertónico nebulizado, com dose de teste e broncodilatador antes, pelo risco de broncospasmo.
- Dornase alfa não (recomendação condicional contra): sem eficácia e com queda do FEV1 nas bronquiectasias fora da fibrose quística.
- Ordem das inalações: broncodilatador, mucoativo, desobstrução e, por fim, antibiótico inalado.
Exacerbação
- Colher expetoração para cultura antes do antibiótico e repeti-la se não houver resposta.
- Antibiótico guiado pelas culturas anteriores, pela sensibilidade local e pela gravidade: amoxicilina é uma opção sem Pseudomonas; no colonizado por Pseudomonas aeruginosa, uma fluoroquinolona como a ciprofloxacina.
- Duração padrão de 14 dias, sobretudo na exacerbação grave e com Pseudomonas; mais curta na doença ligeira, com agentes muito sensíveis (como o pneumococo) ou com recuperação rápida.
- Sem resposta ao antibiótico oral ou com sinais de gravidade: reavaliar a necessidade de antibiótico endovenoso e de internamento.
Prevenir exacerbações no doente de alto risco
Alto risco: pelo menos 2 exacerbações por ano, ou 1 grave, ou 1 com sintomas diários graves. O limiar antigo de 3 por ano deixou de ser o critério.
| Sem Pseudomonas | Com infeção crónica por Pseudomonas aeruginosa | |
|---|---|---|
| Primeira linha | macrólido de longa duração (recomendação forte) | macrólido ou antibiótico inalado (ambos recomendação forte), escolhidos com o doente |
| Alternativas | antibiótico inalado se houver infeção crónica por outro agente (condicional) | o outro dos dois |
Macrólido de longa duração
- Azitromicina 250 mg por dia ou três vezes por semana, ou 500 mg três vezes por semana; a eritromicina também serve, mas tolera-se pior.
- Antes de começar: excluir micobactérias não tuberculosas, porque o macrólido em monoterapia cria resistência; eletrocardiograma pelo intervalo QT; função hepática e renal.
- Avisar da ototoxicidade (acufenos, hipoacusia, vertigem) e suspender se surgir.
- Muitos repetem eletrocardiograma e análises 2 a 3 semanas depois de iniciar.
Antibiótico inalado de longa duração
- Colistina, tobramicina ou gentamicina nebulizadas, com o nebulizador adequado.
- Dose de teste supervisionada pelo risco de broncospasmo.
- Contínuo ou em ciclos de um mês sim, um mês não; longa duração quer dizer pelo menos 3 meses, e reavalia-se o benefício ao fim de cerca de um ano.
Antibiótico oral não macrólido de longa duração não é primeira linha (recomendação condicional contra); fica para quem não pode fazer macrólido.
Erradicação de Pseudomonas aeruginosa
- No primeiro isolamento sugere-se tentar erradicar (recomendação condicional).
- Esquema habitual: 2 semanas de antibiótico oral ou endovenoso (por exemplo, ciprofloxacina oral), seguidas de 6 semanas a 3 meses de antibiótico inalado, como a colistina.
- Consegue-se em cerca de 40% ao fim de 12 meses. Cultura no fim do tratamento e ao fim de um ano; se persistir, trata-se como infeção crónica.
- Não se tenta erradicar outros agentes.
Corticoides
- Corticoide inalado não, se não houver asma nem DPOC (recomendação condicional contra): sem benefício nas exacerbações e com mais pneumonia e micobactérias.
- Se houver asma ou DPOC com indicação, a presença de bronquiectasias não muda essa indicação.
- Cerca de 20% têm eosinófilos acima de 300/µL sem asma; o benefício do corticoide inalado nesse grupo ainda não está provado.
Tratar a causa
- Aspergilose broncopulmonar alérgica aguda: prednisolona 0,5 mg/kg/dia durante 2 a 4 semanas, com redução até completar 4 meses, ou itraconazol 400 mg/dia em duas tomas durante 4 meses. A associação dos dois reserva-se para exacerbações recorrentes. Sem sintomas, não se trata.
- Complexo Mycobacterium avium sensível aos macrólidos: pelo menos três fármacos, incluindo macrólido (de preferência azitromicina) e etambutol, habitualmente com rifampicina; três vezes por semana na forma nodular-bronquiectásica, diária na cavitada, com amicacina parentérica na cavitada ou grave. Dura pelo menos 12 meses depois da negativação das culturas. Amicacina lipossómica inalada se falhar ao fim de 6 meses.
- Imunodeficiência humoral: imunoglobulina de substituição.
Anti-inflamatórios dirigidos aos neutrófilos
- A dipeptidil-peptidase 1 (DPP-1) ativa as proteases dos neutrófilos, incluindo a elastase, ainda na medula óssea, antes de serem guardadas nos grânulos.
- O brensocatib, inibidor da DPP-1, 25 mg uma vez por dia, reduziu cerca de um quinto a taxa anual de exacerbações e abrandou a queda do FEV1.
- Autorizado na União Europeia desde novembro de 2025, a partir dos 12 anos, com 2 ou mais exacerbações nos 12 meses anteriores. Efeitos adversos a vigiar: cefaleia, hiperqueratose e doença periodontal.
- A guideline europeia de 2025 foi escrita antes da autorização e ainda não o recomenda.
Cirurgia e transplante
- Ressecção só em doença localizada que não se controla com tratamento médico otimizado.
- Transplante pulmonar: referenciar cedo com queda rápida do FEV1, FEV1 abaixo de 30% ou PaCO2 acima de 50 mmHg.
Referências
- Baron RM, Baron BW, Barshak MB. Bronchiectasis. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw Hill; 2022. p. 2173-6.
- Obstructive lung diseases. In: Wing EJ, Schiffman FJ, editors. Cecil essentials of medicine. 10th ed. Philadelphia: Elsevier; 2022. Cap. 16.
- Oncologic emergencies. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw Hill; 2022. Cap. 75.
- Primary immune deficiency diseases. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw Hill; 2022. Cap. 351.
- Chalmers JD, Haworth CS, Flume P, Long MB, Burgel PR, Dimakou K, et al. European Respiratory Society clinical practice guideline for the management of adult bronchiectasis. Eur Respir J. 2025;66(6):2501126.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 013/2024, de 19/12/2024: Atualização da estratégia de vacinação pneumocócica. Programa Nacional de Vacinação e grupos de risco. Lisboa: DGS; 2024.
- Agarwal R, Sehgal IS, Muthu V, Denning DW, Chakrabarti A, Soundappan K, et al. Revised ISHAM-ABPA working group clinical practice guidelines for diagnosing, classifying and treating allergic bronchopulmonary aspergillosis/mycoses. Eur Respir J. 2024;63(4):2400061.
- Daley CL, Iaccarino JM, Lange C, Cambau E, Wallace RJ, Andrejak C, et al. Treatment of nontuberculous mycobacterial pulmonary disease: an official ATS/ERS/ESCMID/IDSA clinical practice guideline. Eur Respir J. 2020;56(1):2000535.
- Insmed. European Commission approves Brinsupri (brensocatib) as the first and only treatment to date approved for non-cystic fibrosis bronchiectasis in the European Union [comunicado de imprensa]. 2025 nov 18.
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