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Asma

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 20 perguntas neste tema

Em resumo

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que se define por dois elementos que têm de estar ambos presentes: sintomas respiratórios que variam no tempo e na intensidade (pieira, dispneia, aperto torácico, tosse) e limitação do fluxo expiratório que também varia. A variabilidade é a marca da doença. Atinge 1 a 29% da população consoante o país, começa muitas vezes na infância, mas pode surgir em qualquer idade; no adulto que a inicia, a exposição profissional tem de ser procurada.

Na maioria dos doentes a inflamação é do tipo 2: alarminas libertadas pelo epitélio ativam linfócitos Th2 e células linfoides inatas, e as interleucinas 4, 5 e 13 comandam a IgE, os eosinófilos, o muco e a hiper-reatividade. Os eosinófilos no sangue e a fração exalada de óxido nítrico são os marcadores deste eixo, e é sobre ele que atuam os biológicos. A asma sem inflamação do tipo 2, neutrofílica ou paucigranulocítica, responde pior ao corticoide.

O diagnóstico nunca é só clínico. Exige demonstrar a limitação variável do fluxo: uma prova de broncodilatação positiva (aumento de 12% e 200 mL no FEV1 ou na capacidade vital forçada), variabilidade do débito expiratório máximo instantâneo, uma prova de provocação ou a melhoria depois de quatro semanas de corticoide inalado. Uma espirometria normal não exclui asma, e o ideal é documentar antes de iniciar tratamento, porque o corticoide apaga os achados.

O tratamento assenta num princípio: nenhum adulto ou adolescente é tratado só com beta-2 agonista de curta ação, porque este alivia o músculo liso e deixa a inflamação intacta. A via preferida usa um único inalador de corticoide inalado com formoterol, só em alívio nos degraus 1 e 2 e em manutenção e alívio nos degraus 3 a 5. Antes de subir de degrau revê-se sempre a técnica inalatória, a adesão, as exposições e as comorbilidades. A asma grave, que persiste apesar de tudo isto com dose alta, é fenotipada e pode receber um biológico.

A crise é a complicação que mata, e a sua gravidade gradua-se pela fala, pela frequência respiratória, pela saturação e pelo débito expiratório. O tratamento é broncodilatador inalado repetido, corticoide oral precoce e oxigénio controlado quando a saturação está abaixo de 92%, com sulfato de magnésio endovenoso na crise grave que não responde. Não se pode falhar: a pressão de dióxido de carbono normal num doente taquipneico é sinal de fadiga; com anafilaxia associada, a adrenalina vem antes dos broncodilatadores; os sedativos estão proibidos; e todo o doente que teve uma crise sai com corticoide inalado e consulta marcada.

Referências

  1. Global Initiative for Asthma. Global strategy for asthma management and prevention, 2026 update. Fontana (WI): GINA; 2026 [atualizado maio 2026]. Disponível em: https://ginasthma.org
  2. Israel E. Asthma. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw-Hill; 2022. p. 2147-59.

20 perguntas sobre Asma

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