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Alergias e anafilaxia

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

As doenças alérgicas são respostas imunitárias desproporcionadas a substâncias que para a maioria das pessoas são inócuas. O mecanismo mais comum é a hipersensibilidade imediata mediada por IgE: o mastócito sensibilizado desgranula quando reencontra o alergénio e liberta histamina, triptase, leucotrienos e prostaglandinas. O mesmo mecanismo dá a rinite quando se limita ao nariz, a urticária quando se limita à pele e a anafilaxia quando é sistémico.

A anafilaxia é a forma grave e a que não se pode falhar. É uma reação sistémica de início súbito, que atinge em regra a pele e pelo menos outro sistema, mas que pode apresentar-se só com hipotensão ou broncospasmo. O diagnóstico é clínico e o tratamento é a adrenalina intramuscular na coxa, 0,01 mg/kg até 0,5 mg, repetível ao fim de 5 minutos; o anti-histamínico e o corticoide nunca a substituem. Depois vem a vigilância pela reação bifásica, o registo no Catálogo Português de Alergias e outras Reações Adversas, a consulta de imunoalergologia e dois autoinjetores.

A rinite alérgica é a doença alérgica mais comum e anda de mãos dadas com a asma; trata-se com corticoide nasal, anti-histamínico oral de segunda geração e, quando não chega, imunoterapia com alergénios. A urticária crónica espontânea é sobretudo autoimune e não alérgica; trata-se com anti-histamínico de segunda geração, que se pode subir até ao quádruplo da dose, e com omalizumab. O angioedema sem urticária pede outra pergunta: se é mediado pela bradicinina, como o hereditário e o dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina, não responde a adrenalina nem a anti-histamínicos.

Nas alergias a fármacos e a alimentos, o problema é tanto o diagnóstico que falta como o rótulo que sobra. Um em cada dez doentes diz ser alérgico à penicilina e mais de nove em cada dez toleram-na depois de avaliados; o rótulo errado empurra para antibióticos piores. Nos alimentos, o que se evita é só o que está confirmado, e o padrão de referência para confirmar é a prova de provocação.

Referências

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13 perguntas sobre Alergias e anafilaxia

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