Abordagem ao doente com tosse
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 18 perguntas neste tema
A tosse é o sintoma respiratório que mais leva o doente ao médico. É um reflexo de proteção das vias aéreas, e só passa a problema quando dura, quando esgota ou quando é o primeiro sinal de uma doença que não se pode falhar. Classifica-se pela duração, porque é a duração que muda as causas: no adulto, aguda até 3 semanas, subaguda de 3 a 8 e crónica acima de 8; na criança chama-se crónica a partir das 4 semanas.
A tosse aguda é quase sempre uma infeção viral das vias aéreas superiores, e o trabalho é não deixar passar a pneumonia, a exacerbação de asma ou de doença pulmonar obstrutiva crónica, a embolia pulmonar e a insuficiência cardíaca. A subaguda é sobretudo pós-infeciosa e resolve sozinha, mas é aqui que se reconhece a tosse convulsa do adolescente e do adulto.
A tosse crónica atinge cerca de 10% dos adultos, sobretudo mulheres. Começa por três gestos: suspender o inibidor da enzima de conversão da angiotensina, perguntar pelo tabaco e pedir radiografia do tórax e espirometria. No não fumador sem esse fármaco e com radiografia normal, há quatro causas frequentes, que coexistem muitas vezes: a síndrome da tosse das vias aéreas superiores, a asma, a bronquite eosinofílica não asmática e a doença de refluxo gastroesofágico. Confirmam-se por exames dirigidos ou por ensaios terapêuticos curtos, com dose e duração certas.
Hemoptise, perda de peso, febre, disfonia, radiografia alterada ou tosse nova num fumador são sinais de alarme: acabam com a abordagem empírica e mandam excluir neoplasia do pulmão e tuberculose.
Quando a tosse persiste depois de tratadas as causas, ou nenhuma se encontra, o mecanismo é a hipersensibilidade do reflexo da tosse. É um diagnóstico e não um falhanço, e trata-se com terapêutica de controlo da tosse e neuromoduladores, entre os quais a morfina em dose baixa.
O arco reflexo
- Aferência: terminações do nervo vago na faringe, laringe, traqueia e brônquios até aos bronquíolos terminais, e também no esófago e no canal auditivo externo (ramo auricular do vago). Fibras A, sensíveis a estímulos mecânicos, e fibras C, sensíveis a estímulos químicos.
- Recetores: canais TRPV1 e TRPA1 (canais de potencial transitório, o primeiro sensível à capsaicina) e recetores P2X3, ativados pelo trifosfato de adenosina que as células lesadas libertam.
- Centro: núcleo do trato solitário, no tronco cerebral, que gera a sensação consciente de necessidade de tossir. O córtex modula o reflexo, e é isso que permite tossir, ou não tossir, de propósito.
- Eferência: inspiração profunda, encerramento da glote, contração dos músculos expiratórios e abertura súbita, com débitos expiratórios muito altos que arrastam o muco.
A hipersensibilidade do reflexo da tosse
É o mecanismo comum a quase toda a tosse crónica: os nervos aferentes ficam sensibilizados, como na dor neuropática, e o limiar desce.
- Tosse desproporcionada a estímulos que antes pouco a provocavam, e tosse a estímulos inócuos: falar, rir, ar frio, perfumes, fumo, lixívia.
- Sensação de cócega ou irritação na garganta que precede a tosse.
- Tosse seca ou pouco produtiva, que pode durar anos.
- Explica porque é que a tosse persiste depois de tratada a causa aparente, e porque é que respondem os neuromoduladores e os antagonistas P2X3.
As que não se podem falhar
| causa | o que a denuncia |
|---|---|
| Neoplasia do pulmão | fumador ou ex-fumador, tosse nova ou que mudou, hemoptise, perda de peso, disfonia, radiografia alterada |
| Tuberculose | contexto epidemiológico, imunodepressão, febre, sudorese noturna, perda de peso; pensa-se nela em qualquer duração |
| Pneumonia | febre, dispneia, dor pleurítica, crepitações, hipoxemia |
| Embolia pulmonar | dispneia súbita, dor pleurítica, taquicardia, fatores de risco |
| Insuficiência cardíaca | ortopneia, dispneia de esforço, edemas, crepitações; tosse noturna |
| Aspiração de corpo estranho | início súbito com engasgamento, sobretudo na criança pequena e no idoso; pneumonias no mesmo lobo |
| Doença pulmonar intersticial e bronquiectasias | crepitações, hipocratismo digital; expetoração purulenta diária e infeções de repetição |
As quatro causas frequentes da tosse crónica
No não fumador, sem inibidor da enzima de conversão e com radiografia normal, explicam a maioria dos casos, isoladas ou associadas.
| causa | mecanismo | pistas |
|---|---|---|
| Síndrome da tosse das vias aéreas superiores (antes gotejamento pós-nasal) | a inflamação do nariz e dos seios estimula os recetores da hipofaringe, ou as secreções escorrem para a laringe; pode haver tosse sem secreção visível | sensação de secreção a escorrer para a garganta, pigarro frequente, espirros, rinorreia; mucosa nasal edemaciada, pólipos, parede posterior da faringe em pedra de calçada |
| Asma, incluindo a variante com tosse | inflamação eosinofílica e hiper-reatividade brônquica | tosse com os desencadeantes típicos (alergénios, esforço, ar frio); na variante com tosse, a tosse é o único sintoma, mais comum na criança do que no adulto |
| Bronquite eosinofílica não asmática | inflamação eosinofílica das vias aéreas sem hiper-reatividade nem obstrução | eosinófilos acima de 3% na expetoração com espirometria e prova de metacolina normais; até 13% dos doentes das consultas de tosse |
| Doença de refluxo gastroesofágico | reflexo a partir da mucosa esofágica e, menos vezes, aspiração do conteúdo gástrico; o refluxo não ácido e a dismotilidade esofágica também contam | ardor retroesternal depois das refeições ou ao deitar, eructação, disfonia, dor de garganta; muitas vezes sem sintomas digestivos |
Fármacos
- Inibidores da enzima de conversão da angiotensina: tosse seca em 5 a 30% dos doentes tratados. A enzima degrada a bradicinina e a substância P, que se acumulam e sensibilizam as terminações nervosas. É efeito de classe e não depende da dose, e pode começar meses depois de iniciar o fármaco. Os antagonistas do recetor da angiotensina não afetam o reflexo e são a alternativa.
- Betabloqueantes, incluindo colírios, que desencadeiam broncospasmo no asmático.
- Fármacos que causam doença pulmonar: amiodarona, metotrexato, nitrofurantoína, citostáticos.
- Bifosfonatos e antagonistas do cálcio, que agravam um refluxo pré-existente.
Outras causas
- Tosse pós-infeciosa: tosse seca que se arrasta depois de uma ou mais infeções respiratórias, sobretudo no inverno; é a causa mais comum de tosse subaguda.
- Tosse convulsa (Bordetella pertussis): em 12 a 30% dos adultos com tosse que não melhora em 2 semanas. No adolescente e no adulto é muitas vezes atípica, sem guincho.
- Bronquite crónica e doença pulmonar obstrutiva crónica: no fumador, tosse produtiva matinal.
- Obstrução laríngea induzível (disfunção das cordas vocais): estreitamento inapropriado da laringe, mais frequente em mulheres e em doentes com ansiedade ou depressão; imita a asma ou complica-a, e não responde ao tratamento da asma.
- Exposições: poluição, fumo de combustíveis em casa, asma ocupacional (farinhas, isocianatos), pneumonite de hipersensibilidade (aves, humidificadores).
- Tosse somática e tique, sobretudo no adolescente: diagnóstico feito só depois de excluir causa orgânica.
- Raras: sarcoidose, linfoma de Hodgkin no adulto jovem, micobactérias não tuberculosas, traqueobroncomalácia, divertículo esofágico, irritação do canal auditivo e do tímpano, que estimula o ramo auricular do vago.
Tosse aguda
- Diagnóstico clínico; não se pedem exames por rotina.
- Radiografia do tórax quando a clínica sugere pneumonia ou outra causa grave: febre, dispneia, dor pleurítica, alterações na auscultação, hipoxemia.
- Procura-se ativamente o que ameaça a vida: pneumonia, exacerbação grave de asma ou de doença pulmonar obstrutiva crónica, embolia pulmonar, insuficiência cardíaca.
Tosse subaguda
- Se começou com uma infeção respiratória e não há alarmes, é quase sempre pós-infeciosa: explica-se e reavalia-se.
- Suspeita de tosse convulsa: tosse que não melhora em 14 dias, tosse paroxística de qualquer duração, tosse seguida de vómito, ou contacto com um caso. Confirma-se por PCR (reação em cadeia da polimerase) em secreções da nasofaringe, que substituiu a cultura; depois de cerca de 4 semanas de sintomas a bactéria já não se isola bem e recorre-se à serologia.
- Sem infeção prévia, ou com alarmes, investiga-se como crónica.
Tosse crónica: os primeiros passos
- Suspender o inibidor da enzima de conversão, seja qual for a data em que começou, e substituí-lo por um antagonista do recetor da angiotensina. A tosse deve desaparecer em até 4 semanas; se ao fim de um mês não melhorou, esta causa é improvável.
- Tabaco: cessação, e espirometria à procura de doença pulmonar obstrutiva crónica.
- Radiografia do tórax em praticamente todos, e espirometria com prova de broncodilatação.
- Radiografia alterada: investiga-se a alteração (tomografia computorizada, broncoscopia, microbiologia).
- Expetoração crónica: exame bacteriológico e, se indicado, micobacteriológico; a citologia distingue bronquite eosinofílica de neutrofílica.
Tosse crónica com radiografia normal
| causa | como se confirma |
|---|---|
| Síndrome da tosse das vias aéreas superiores | clínica e exame do nariz e da faringe; não há teste que a quantifique, e confirma-se muitas vezes pela resposta ao tratamento |
| Asma | espirometria com obstrução variável ou reversível; se normal, prova de provocação com metacolina: negativa, torna a asma muito improvável; registo domiciliário do débito expiratório máximo instantâneo |
| Bronquite eosinofílica não asmática | eosinófilos acima de 3% na expetoração induzida com espirometria e metacolina normais; a fração exalada de óxido nítrico ou os eosinófilos no sangue servem de substituto, sem limiares validados na tosse |
| Doença de refluxo gastroesofágico | clínica; a pH-impedância esofágica de 24 horas e a manometria ficam para casos selecionados, e a relação entre o refluxo medido e a tosse continua discutível |
O ensaio terapêutico
- Para a asma e a bronquite eosinofílica, corticoide inalado durante 2 a 4 semanas: a resposta vê-se nesse prazo, e sem resposta suspende-se em vez de subir a dose indefinidamente.
- Alternativa na tosse asmática: antagonista dos leucotrienos durante 2 a 4 semanas.
- Um ensaio só conta se tiver a dose e a duração certas e se for reavaliado no fim.
- Resposta parcial não quer dizer diagnóstico errado: quer dizer, muitas vezes, uma segunda causa.
Quando pedir mais
| exame | quando |
|---|---|
| Tomografia computorizada do tórax | radiografia alterada ou duvidosa, sinais de alarme, suspeita de bronquiectasias ou de doença intersticial, tosse que resiste ao tratamento das causas frequentes; não por rotina com radiografia e exame normais |
| Broncoscopia | suspeita de neoplasia endobrônquica ou de corpo estranho; hemoptise sem causa na imagem |
| Laringoscopia | disfonia persistente, estridor, suspeita de obstrução laríngea induzível (vista durante o sintoma ou durante a obstrução provocada) |
| Estudo da deglutição | tosse às refeições, pneumonias de repetição, doença neurológica |
| Ecocardiograma | tosse com ortopneia, edemas, sopro |
Quando a tomografia, a função respiratória e a oxigenação são normais, pode tranquilizar-se o doente quanto à ausência de doença pulmonar grave.
Criança
- Crónica a partir das 4 semanas; faz-se radiografia do tórax e, na criança que colabora, espirometria.
- Tosse de início súbito numa criança pequena e saudável sugere aspiração de corpo estranho e pede broncoscopia, mesmo sem engasgamento presenciado e com auscultação normal.
- Sem sinais de alarme e com exames normais, observa-se até mais 4 semanas e depois separa-se a tosse húmida da seca.
- Tosse húmida persistente há mais de 4 semanas, sem sinais de outra causa, que resolve com 2 a 4 semanas de antibiótico: bronquite bacteriana prolongada, que pode preceder as bronquiectasias.
- Tosse seca: asma, exposição a fumo de tabaco e irritantes, tosse pós-infeciosa, tosse somática.
Medidas para todos
- Cessação tabágica, com apoio: a tosse pode agravar-se no início e melhora ao fim de alguns meses.
- Suspensão do inibidor da enzima de conversão, com troca por antagonista do recetor da angiotensina; não se volta a prescrever a quem tem tosse.
- Afastar a exposição ocupacional ou doméstica quando é a causa.
Tosse aguda e subaguda
- Tratamento sintomático; a infeção respiratória viral resolve em 5 a 14 dias.
- Sem antibiótico na infeção viral e na bronquite aguda: não acelera a cura nem evita complicações. Nas infeções respiratórias agudas comuns, o antibiótico fica para a pneumonia e para os casos de otite média, sinusite e faringite estreptocócica que cumprem critérios.
- Na tosse pós-infeciosa, o tratamento é explicar que resolve sozinha e quanto pode durar.
- Abaixo dos 6 anos não se usam antitússicos nem antigripais; acima de 1 ano, o mel alivia.
Tosse convulsa
- Macrólido, por exemplo azitromicina 500 mg no primeiro dia e 250 mg do segundo ao quinto dia no adulto; na alergia, cotrimoxazol.
- O antibiótico erradica a bactéria da nasofaringe e corta a transmissão, mas só muda o curso da tosse quando dado na fase catarral.
- Isolamento respiratório até 5 dias depois de iniciar o macrólido.
- Quimioprofilaxia dos contactos de casa, sobretudo quando há lactentes ou grávidas, iniciada até 21 dias depois do início da tosse do caso.
- Vacinação da grávida com Tdpa (tétano, difteria e tosse convulsa acelular) em cada gravidez, entre as 20 e as 36 semanas, idealmente até às 32: protege o recém-nascido antes de ele ser vacinado.
- Os antitússicos não servem na tosse convulsa.
Tosse crónica: tratar cada causa
| causa | tratamento |
|---|---|
| Síndrome da tosse das vias aéreas superiores | tratar a rinite ou a rinossinusite de base: corticoide nasal, lavagem nasal com soro, anti-histamínico; o anti-histamínico de primeira geração com descongestionante é o esquema clássico, e parte do efeito vem da ação anticolinérgica central |
| Asma | corticoide inalado; ver abaixo |
| Bronquite eosinofílica não asmática | corticoide inalado, com boa resposta |
| Doença de refluxo gastroesofágico | alterações da dieta, elevar a cabeceira e o tronco para dormir, alginatos; inibidor da bomba de protões só com sintomas de refluxo ácido; no refluxo não ácido, procinéticos |
| Bronquite crónica e doença pulmonar obstrutiva crónica | cessação tabágica e tratamento da doença; com obstrução fixa, ensaio de 2 a 4 semanas com corticoide inalado e broncodilatador de longa ação; na bronquite crónica refratária, pode considerar-se um mês de macrólido |
| Obstrução laríngea induzível | confirmação por laringoscopia e orientação para otorrinolaringologia; não responde ao tratamento da asma |
- Asma: na asma confirmada trata-se a asma. A via preferida usa um único inalador de corticoide inalado com formoterol, só em alívio nos degraus 1 e 2 e em manutenção e alívio nos degraus 3 a 5; é o único corticoide com beta-2 de longa ação que se usa como alívio, porque o formoterol atua tão depressa como o salbutamol. O broncodilatador de curta ação isolado não é tratamento de manutenção.
- Os antiácidos não se usam por rotina na tosse crónica: sem sintomas de refluxo ácido, mesmo doses altas de inibidor da bomba de protões durante 12 semanas não melhoram a tosse.
Tosse crónica refratária ou inexplicada
Antes do rótulo: causas frequentes tratadas com dose e duração adequadas, adesão e técnica inalatória verificadas, e sinais de alarme excluídos.
| opção | o que se sabe |
|---|---|
| Educação | explicar a hipersensibilidade do reflexo, os desencadeantes e que não há doença grave por detrás |
| Terapêutica de controlo da tosse | fisioterapia e terapia da fala com técnicas de supressão: educação, controlo do impulso, técnicas respiratórias, hidratação; melhora a qualidade de vida e a frequência da tosse |
| Morfina de libertação prolongada em dose baixa | 5 a 10 mg duas vezes por dia (recomendação forte); responde cerca de metade, em cerca de uma semana; sem resposta em 1 a 2 semanas, para-se; efeitos adversos: obstipação e sonolência |
| Gabapentina ou pregabalina | recomendação condicional; a gabapentina foi estudada até 1800 mg por dia; resposta menor do que a da morfina e mais efeitos adversos (tonturas, sonolência, visão turva, boca seca, náuseas) |
| Gefapixant, antagonista P2X3 | 45 mg por via oral duas vezes por dia (uma vez por dia com taxa de filtração glomerular abaixo de 30 mL/min/1,73 m²); ver abaixo |
- A codeína não se recomenda: o metabolismo pelo CYP2D6 varia muito de pessoa para pessoa, e com ele a resposta e a toxicidade.
- Na criança não se usam neuromoduladores.
- Gefapixant: autorizado na União Europeia desde 2023 para a tosse crónica refratária ou inexplicada no adulto. Nos ensaios reduziu a frequência da tosse um pouco mais do que o placebo (61% e 63% contra 55% e 57%). Em Portugal o titular desistiu, em 2025, do pedido de avaliação para financiamento público. Os efeitos adversos típicos são do paladar, porque os recetores P2X3 também existem nas papilas: disgeusia em 41% dos doentes, e 22% abandonaram o tratamento.
Tosse na criança
- Bronquite bacteriana prolongada: antibiótico oral adequado durante 2 a 4 semanas (o único ensaio aleatorizado usou amoxicilina com ácido clavulânico durante 2 semanas); a tosse que resolve confirma o diagnóstico, e a que volta merece seguimento, porque pode preceder as bronquiectasias.
- Tosse seca crónica sem sinais de alarme: ensaio de 2 a 4 semanas com corticoide inalado, parado se não houver resposta.
Grupos especiais
- Grávida: a radiografia faz-se quando está indicada; a asma mantém o tratamento de controlo, porque o descontrolo é mais perigoso para o feto do que os fármacos.
- Idoso: pensar em insuficiência cardíaca perante tosse noturna com ortopneia, e em aspiração por disfagia orofaríngea, sobretudo com doença neurológica, perante tosse às refeições e pneumonias de repetição.
- Imunodeprimido: limiar baixo para tomografia e para investigar tuberculose e infeções oportunistas, mesmo com radiografia normal.
Prognóstico
- Pós-infeciosa: resolve sozinha.
- Inibidor da enzima de conversão: resolve com a suspensão, em até 4 semanas.
- Quatro causas frequentes: o tratamento dirigido controla a maioria; o que prolonga a evolução é a combinação de causas tratada em série em vez de em conjunto.
- Refratária ou inexplicada: curso arrastado, muitas vezes de anos.
- Com sinais de alarme, o prognóstico é o da doença de base.
Referências
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- Global Initiative for Asthma. Global strategy for asthma management and prevention, 2026 update. Fontana (WI): GINA; 2026 [atualizado maio 2026]. Disponível em: https://ginasthma.org
- European Medicines Agency. Lyfnua (gefapixant): resumo das características do medicamento e EPAR. Amesterdão: EMA; 2023 [atualizado dezembro 2025].
- Direção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Vacinação 2020. Norma n.º 018/2020. Lisboa: DGS; 2020.
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