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Neuropatia periférica

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · Prevenção

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema

Em resumo

A neuropatia periférica é a lesão dos nervos periféricos, das raízes aos ramos terminais, e pode atingir fibras motoras, sensitivas e autonómicas, isoladas ou em conjunto. Três perguntas organizam o raciocínio: qual é o padrão (um só nervo, vários nervos de forma assimétrica, ou uma polineuropatia simétrica que começa nos pés), qual é o tempo (agudo até 4 semanas, subagudo entre 4 e 8, crónico para lá das 8) e qual é o tipo de lesão, axonal ou desmielinizante, que os estudos de condução separam. Em até metade dos doentes com polineuropatia não se encontra causa, e essa forma idiopática tem bom prognóstico.

A diabetes é a causa mais frequente nos países desenvolvidos e atinge cerca de metade dos diabéticos de longa data. Dá uma polineuropatia distal e simétrica em luva e meia, com dor noturna ou só com perda da sensibilidade protetora, que é o caminho para a úlcera e a amputação. Em Portugal, o pé do diabético avalia-se pelo menos uma vez por ano com o monofilamento de 10 g e o diapasão de 128 Hz, e basta um teste alterado para diagnosticar neuropatia. Na dor neuropática do diabético, a primeira linha da norma nacional é a duloxetina.

A síndrome de Guillain-Barré é a causa mais frequente de paralisia flácida aguda: fraqueza que sobe em dias, com reflexos abolidos, depois de uma infeção, e nadir até às 4 semanas. Confirma-se pelo líquor com proteínas altas e poucas células e pelos estudos de condução, trata-se com imunoglobulina endovenosa ou plasmaférese e mata pela falência respiratória e pela disautonomia. A forma crónica, a polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória crónica, progride durante mais de 8 semanas e, ao contrário da aguda, responde aos corticoides.

As mononeuropatias de compressão (mediano no punho, cubital no cotovelo, radial no braço, peroneal na cabeça do perónio) reconhecem-se pelo território e tratam-se sobretudo com medidas posturais. As tóxicas e carenciais são as causas que mais compensa procurar, porque se corrigem: o álcool, a quimioterapia, a isoniazida e o défice de vitamina B12, que se trata com cobalamina e deixa sequelas se chegar tarde.

O que não se pode falhar é a fraqueza aguda ascendente com tosse fraca ou disfagia, que pode precisar de ventilação antes de a saturação baixar; a mononeuropatia múltipla dolorosa com febre e emagrecimento, que é vasculite até prova em contrário; a neuropatia com sinais piramidais, que é défice de B12 ou de cobre; e o pé insensível que ninguém observou.

Referências

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12 perguntas sobre Neuropatia periférica

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