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Neoplasias da pele

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · Prevenção

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

Os cancros da pele são os mais frequentes do ser humano e dividem-se em dois grupos de comportamento oposto. Os carcinomas queratinocíticos, o basocelular e o epidermoide (também chamado espinocelular), são muito comuns e raramente matam; o melanoma, que nasce dos melanócitos, é bem menos frequente e causa cerca de 90% das mortes por cancro da pele. A radiação ultravioleta é o carcinogéneo comum aos três, e a pele clara, a idade, a imunossupressão e as doenças de reparação do ADN multiplicam o risco.

O carcinoma basocelular é o tumor maligno mais frequente de todos. Cresce devagar em pele fotoexposta, sobretudo na cabeça e no pescoço, como pápula perolada com vasos arborizantes, e depende da ativação da via Hedgehog. Destrói localmente mas metastiza em menos de 1% dos casos. O carcinoma epidermoide nasce muitas vezes de uma queratose actínica, a lesão precursora que se trata para o prevenir, e metastiza sobretudo para os gânglios regionais, com um risco que sobe com o tamanho, a profundidade, a localização na orelha ou no lábio e a imunossupressão; nos transplantados de órgão sólido é cerca de 65 vezes mais frequente.

O melanoma reconhece-se por uma lesão pigmentada assimétrica, de bordos irregulares, com várias cores, mais de 6 mm e, sobretudo, que muda. Confirma-se por biópsia excisional com margem estreita, e a espessura de Breslow, com a ulceração, define a categoria T e o prognóstico e decide o gânglio sentinela. O tumor localizado trata-se sempre com cirurgia; no melanoma de alto risco e na doença avançada juntam-se a imunoterapia com anti-PD-1 e, quando há mutação BRAF V600, os inibidores de BRAF e de MEK. Nos carcinomas avançados que não se podem operar nem irradiar usam-se os inibidores da via Hedgehog no basocelular e o cemiplimab no epidermoide.

O que não se pode falhar é a lesão pigmentada que mudou e se deixa em vigilância, a biópsia por raspagem superficial que corta a base do melanoma e impede medir a espessura, e o transplantado com uma lesão queratósica que cresce depressa. Em Portugal não há rastreio populacional do cancro da pele: a prevenção é a fotoproteção desde a infância e a vigilância dirigida a quem tem risco alto.

Referências

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13 perguntas sobre Neoplasias da pele

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