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Neoplasias da cabeça e pescoço

Matriz PNA:D · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema

Em resumo

As neoplasias da cabeça e pescoço são, em cerca de 95% dos casos, carcinomas epidermoides, também chamados espinocelulares, da mucosa da cavidade oral, da faringe e da laringe. Há dois doentes diferentes. Um é o fumador e bebedor, mais velho e com comorbilidades, com tumores da boca, da hipofaringe e da laringe, e com risco de segundos tumores por cancerização de campo. O outro é o doente mais novo com carcinoma da orofaringe induzido pelo vírus do papiloma humano (HPV), que muitas vezes chega por uma massa cervical indolor e tem melhor prognóstico e estadiamento próprio.

Os sinais de alarme cabem numa frase: disfonia com 3 semanas ou mais, lesão da boca com mais de 2 semanas, otalgia com otoscopia normal, disfagia persistente e massa cervical num adulto. O diagnóstico faz-se com nasofibroscopia, biópsia do primário, citologia aspirativa do gânglio (não biópsia excisional como primeiro passo), p16 em todo o carcinoma da orofaringe, e TC ou RM do pescoço com imagem do tórax.

O tratamento decide-se em reunião multidisciplinar. A doença inicial trata-se com uma só modalidade, cirurgia ou radioterapia; a avançada com cirurgia e radioterapia adjuvante, ou com quimiorradioterapia com cisplatina, que também permite preservar a laringe. A margem positiva e a extensão extraganglionar pedem cisplatina junto com a radioterapia pós-operatória, e a doença recorrente ou metastática que expressa PD-L1 trata-se com pembrolizumab.

Cada local tem a sua marca. A laringe glótica dá disfonia cedo e quase não metastiza; a supraglótica dá gânglios cedo; o tumor que destrói a cartilagem vai para laringectomia total. A hipofaringe apresenta-se tarde e é a que mais metastiza. A nasofaringe é doença do vírus Epstein-Barr, trata-se com radioterapia e pode denunciar-se por otite serosa unilateral no adulto. Nas glândulas salivares, quanto mais pequena a glândula, maior a probabilidade de malignidade, e a paralisia facial com massa parotídea é carcinoma.

A prevenção assenta em deixar de fumar e de beber e na vacina nonavalente contra o HPV, aos 10 anos, em ambos os sexos, com repescagem dos rapazes das coortes de 2000 a 2002 desde a Norma 002/2026 da DGS. Não há rastreio populacional.

Referências

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12 perguntas sobre Neoplasias da cabeça e pescoço

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