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Emergências oncológicas

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 36 perguntas neste tema

Em resumo

As emergências oncológicas são complicações agudas do tumor, do seu efeito hormonal ou metabólico, ou do tratamento, que ameaçam a vida ou a função em horas ou dias. Várias são a primeira manifestação de um cancro que ninguém sabia existir: a síndrome da veia cava superior de um carcinoma do pulmão de pequenas células, a compressão medular de um mieloma, a lise tumoral espontânea de um linfoma de Burkitt.

O que as une é a dependência do tempo. Na neutropenia febril o antibiótico entra na primeira hora, porque o doente sem neutrófilos passa da febre ao choque sem sinais de aviso. Na compressão medular o estado neurológico no momento do tratamento decide se o doente volta a andar, e a janela é a dor dorsal que precede o défice. Na lise tumoral, a hipercaliemia pode matar por arritmia em horas, e a melhor arma é a prevenção começada antes da quimioterapia.

As metabólicas têm um ciclo que o tratamento quebra: na hipercalcemia o cálcio causa poliúria, a desidratação baixa a filtração e o cálcio sobe mais, e é por isso que o soro fisiológico vem antes do antirreabsortivo. As estruturais pedem imagem e decisão rápidas: ressonância de toda a coluna, tomografia do tórax com contraste, ecocardiograma à cabeceira. As do tratamento mudaram com a imunoterapia, cuja toxicidade é autoimune e se trata com corticoide, e não com antibiótico.

Muitas destas emergências marcam doença avançada. A conversa sobre os objetivos de cuidados corre em paralelo com o tratamento agudo, sem o substituir: uma compressão medular tratada a tempo devolve a marcha a um doente com meses de vida.

Referências

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36 perguntas sobre Emergências oncológicas

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