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Abordagem ao doente com cervicalgias, dorsalgias e lombalgias

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 25 perguntas neste tema

Em resumo

A dor da coluna cervical, dorsal ou lombar é das queixas mais frequentes em medicina geral: a lombalgia é a primeira causa mundial de anos vividos com incapacidade e a cervicalgia a segunda. Na grande maioria dos doentes a dor é mecânica e inespecífica, sem lesão identificável que a explique; agrava com o movimento, resolve-se sozinha em semanas e volta com frequência.

A primeira consulta não procura a estrutura culpada, separa grupos. De um lado a dor mecânica, que se trata sem exames. Depois a dor radicular, da hérnia discal e da estenose do canal, que se reconhece pela irradiação num dermátomo ou pela claudicação neurogénica. E a minoria em que a dor é sinal de outra doença: compressão da cauda equina ou da medula, neoplasia, infeção, fratura, espondiloartrite axial, ou dor referida de uma víscera ou da aorta. Esta separação faz-se com a história e o exame; a imagem só entra quando há suspeita de causa grave ou défice neurológico, ou quando se pondera um procedimento.

O tratamento da dor mecânica e da radicular sem défice grave é manter a atividade, explicar o bom prognóstico e, quando a dor se prolonga, exercício. Os fármacos são adjuvantes e curtos; o repouso no leito, os opioides e os gabapentinoides fazem mais mal do que bem. A cirurgia fica para a cauda equina, a compressão medular, o défice motor progressivo e a dor radicular incapacitante que não cede.

O que não se pode falhar: a cauda equina, que se descomprime em horas; a mielopatia cervical tomada por cervicalgia banal; a metástase ou a infeção por detrás de uma dor que não alivia em repouso; e a fratura vertebral de fragilidade, que por si só é indicação para tratar a osteoporose.

As que não se podem falhar

causamecanismo e contextoo que a denuncia
Síndrome da cauda equinacompressão de várias raízes lombossagradas abaixo do fim da medula (L1-L2), sobretudo por hérnia central volumosa; também fratura, hematoma (punção lombar com coagulopatia), tumor, abcessodificuldade em iniciar a micção ou perda da sensação do jato, alteração da sensibilidade perianal, perineal ou genital, défice grave ou progressivo nas duas pernas, disfunção sexual
Mielopatia cervicalcompressão da medula por espondilose, hérnia central ou ossificação do ligamento longitudinal posterior; também artrite reumatoide com subluxação atlantoaxialparaparesia espástica, parestesias das mãos e dos pés, atrofia dos músculos intrínsecos da mão, hiperreflexia nas pernas, Babinski, sinal de Lhermitte
Metástase vertebrala dor é o sintoma de apresentação em 20% dos cancros sistémicos; em 85 a 90% é metástase no corpo vertebral; a coluna dorsal é a mais atingidador constante, surda, que não alivia em repouso e piora à noite; cancro prévio
Espondilodiscite e abcesso epiduraldisseminação hematogénea, sobretudo de estafilococos, a partir da pele ou da via urinária; drogas endovenosas, endocardite, cateteres, cirurgiador em repouso, dor à percussão da vértebra, velocidade de sedimentação e proteína C reativa altas; a febre falta muitas vezes; no abcesso junta-se radiculopatia ou compressão medular
Fratura vertebraltraumatismo de alta energia; ou fragilidade (osteoporose pós-menopáusica, idade avançada, corticoides, mieloma, metástase)dor súbita, localizada, reproduzida pela palpação da apófise espinhosa; até dois terços das fraturas de compressão vistas na imagem não deram dor
Aneurisma da aorta abdominal em rotura contidahomem idoso, fumadorlombalgia isolada ou dor abdominal; a tríade de dor abdominal, choque e lombalgia aparece em menos de 20%; massa pulsátil em 50 a 75%
Hemorragia retroperitonealdoente anticoaguladolombalgia de início súbito, que irradia à virilha
Espondiloartrite axialinflamação das sacroilíacas e das enteses, associada ao HLA-B27adulto jovem com dor inflamatória

Dor referida de víscera

  • As vísceras projetam dor no segmento que as inerva: o abdómen superior na transição dorsolombar (D8 a L2), o abdómen inferior na lombar média (L2 a L4) e a pélvis no sacro.
  • Pancreatite, úlcera da parede posterior, doença biliar, pielonefrite, litíase, trombose da artéria ou veia renal, prostatite e endometriose podem começar pela dor lombar.
  • A cervicalgia pode ser isquemia coronária (a síndrome de angina cervical).
  • A pista é sempre a mesma: não há dor à palpação nem contratura paravertebral, e o movimento quase não mexe na dor.

Causas mecânicas frequentes

segmentocausasnotas
Cervicalespondilose, hérnia discal, distensão, lesão em chicotea espondilose explica cerca de 75% das radiculopatias cervicais e a hérnia cerca de 25%; as raízes mais atingidas são C7 e C6; até metade dos doentes com lesão em chicote ainda tem dor ao fim de um ano
Dorsalmenos frequente como dor mecânica puradorsalgia nova no idoso ou no doente oncológico: fratura ou metástase até prova em contrário
Lombarhérnia discal, estenose do canal, espondilolistese, espondilose, distensãoa hérnia é mais frequente em L4-L5 e L5-S1; a espondilolistese é quase sempre de L4 sobre L5 e atinge a raiz L5

Mecanismos que explicam a clínica

  • Estruturas que doem: periósteo, dura-máter, facetas, anel fibroso, vasos epidurais e ligamentos longitudinais. O núcleo pulposo normal não tem inervação.
  • Nível da raiz: as raízes cervicais saem acima do corpo vertebral do mesmo número (C7 em C6-C7); as lombares saem abaixo e percorrem um trajeto longo dentro do canal. Por isso a hérnia L4-L5 comprime mais vezes a raiz L5, que a atravessa, e a hérnia L5-S1 comprime a S1.
  • Hérnia discal: a dor radicular deve-se sobretudo à inflamação desencadeada pelo núcleo pulposo, e não só à compressão. Explica que até um terço dos adultos tenha protrusões sem sintomas, e que a porção herniada regrida espontaneamente em dois terços dos doentes em 6 meses. É rara antes dos 20 anos e no disco fibrosado do idoso.
  • Estenose lombar: a flexão do tronco alarga o diâmetro anteroposterior do canal e reduz a hipertensão venosa intrarraquidiana. Daí o alívio ao sentar, ao inclinar-se sobre o carrinho de compras e na bicicleta. A estenose existe em 6 a 7% dos adultos e é quase sempre assintomática; em 75% é adquirida (espondilose, espondilolistese, escoliose).
  • Espondiloartrite: o alvo é a êntese e a sacroilíaca; a inflamação acalma com o movimento e instala-se com a imobilidade, e é essa a inversão da dor mecânica.

Na criança e no adolescente

  • A lombalgia persistente é mais vezes orgânica do que no adulto.
  • A espondilólise (defeito da pars interarticularis, por fratura de stress) existe em até 6% dos adolescentes e é a causa mais frequente de lombalgia persistente nesta idade, ligada ao desporto.
  • Outras: doença de Scheuermann (cifose dorsal rígida), espondilodiscite, tumor e medula presa (dor perineal, défice progressivo tipo cauda equina).

Passo a passo

  1. Suspeita de cauda equina (sintomas com menos de 2 semanas): ida imediata a um hospital com ressonância de emergência, feita até 4 horas depois do pedido, com o doente em jejum. Não se espera pela observação da cirurgia para pedir o exame.
  2. Suspeita de compressão medular, défice motor progressivo, ou traumatismo com défice: ressonância urgente e imobilização até excluir instabilidade.
  3. Outra bandeira vermelha: hemograma, velocidade de sedimentação, proteína C reativa e urina, e a imagem dirigida à suspeita.
  4. Sem bandeiras vermelhas: o diagnóstico é clínico e não se pedem exames. Não se pede imagem nas primeiras 6 semanas; fora dos cuidados especializados não se pede por rotina, e mesmo aí só quando o resultado pode mudar a conduta.
  5. Radiculopatia que não melhora ao fim de 6 a 8 semanas e em que se pondera cirurgia ou infiltração: ressonância.
  6. Dor inflamatória: proteína C reativa, HLA-B27, radiografia ou ressonância das sacroilíacas, e referenciação à reumatologia.

Porque não se pede imagem cedo

  • As protrusões discais, as fissuras do anel e a hipertrofia das facetas são frequentes em pessoas sem dor, e sozinhas não decidem nada.
  • A imagem precoce não melhorou a evolução, nem no idoso com dor há menos de 6 semanas, e abre uma cascata de exames e tratamentos desnecessários.

Exames de imagem

examequando
Ressonânciaexame de escolha na cauda equina, na compressão medular, na infeção, na neoplasia, na radiculopatia com indicação de procedimento, na mielopatia cervical e na sacroileíte precoce
Tomografia computorizadatraumatismo moderado a grave (vê melhor os elementos posteriores, a charneira craniocervical e C1-C2); detalhe ósseo e estenose foraminal; espondilólise no adulto; alternativa à ressonância
Mielografia por tomografiarecesso lateral e foramen; quando a ressonância está contraindicada
Radiografiaalinhamento, fratura no traumatismo ligeiro, espondilolistese (em flexão e extensão, para ver instabilidade)
Eletromiografiaconfirmar radiculopatia quando o exame é duvidoso; não serve na dor axial pura
  • Quando se encontra uma metástase vertebral, estuda-se a coluna inteira: há outros depósitos em um terço dos doentes.

Laboratório dirigido

suspeitapedir
Infeçãohemograma, velocidade de sedimentação, proteína C reativa, duas séries de hemoculturas (positivas em 30 a 78%); biópsia guiada por imagem quando o agente não se identifica
Neoplasia ou mielomahemograma, cálcio, velocidade de sedimentação, eletroforese das proteínas
Espondiloartriteproteína C reativa, HLA-B27 (presente em 75 a 90% dos doentes com espondilite anquilosante, mas também em cerca de 7% da população branca norte-americana; apoia, não diagnostica)
Fratura de fragilidadeestudo de osteoporose secundária

Radiculopatia por hérnia ou estenose do canal

hérnia discalestenose do canal lombar
Doenteadulto em idade ativa; rara antes dos 20 anos e no idosoidoso
Inícioagudo, por vezes com um esforço, tosse ou espirroinsidioso
Distribuiçãoum dermátomo, unilateralnádegas e pernas, muitas vezes bilateral
O que agravasentar, tossir, fazer forçaestar de pé e andar, a descer mais do que a subir
O que aliviadeitarsentar e fletir o tronco
ExameLasègue positivo, défice segmentar possívelmuitas vezes normal em repouso
  • Na claudicação vascular a dor alivia só com a paragem, qualquer que seja a posição, é pior a subir e os pulsos estão diminuídos; estar de pé parado não a provoca.

Cervicalgia depois de traumatismo

  • Imobiliza-se o pescoço de imediato.
  • Pelos critérios de baixo risco (NEXUS, National Emergency X-Radiography Utilization Study), dispensa-se imagem num doente alerta, sem dor à palpação da linha média, sem intoxicação, sem défice neurológico e sem lesão dolorosa que distraia. Faltando um, pede-se imagem.
  • A regra canadiana pede imagem se o doente tem mais de 65 anos, parestesias nos membros, ou um mecanismo perigoso (queda de mais de cerca de 1 metro ou de cinco degraus, mergulho, colisão de bicicleta).
  • A tomografia é o exame de escolha no traumatismo grave; a ressonância com angiografia quando se suspeita de lesão medular ou das artérias vertebrais.
  • Na osteoporose avançada, sob corticoides ou com cancro, pede-se imagem mesmo depois de um traumatismo ligeiro.

Fratura vertebral de fragilidade

  • Radiografia de perfil da coluna dorsal e lombar.
  • Pensa-se noutra causa que não a osteoporose perante febre, perda de peso, fratura acima de D4 ou fratura num adulto jovem.
  • Suspeita-se de osteoporose secundária com fratura antes dos 70 anos no homem ou antes da menopausa na mulher, ou com Z-score igual ou inferior a -2,0.
  • Uma fratura vertebral de fragilidade sintomática acima dos 50 anos já decide o tratamento; a densitometria serve de referência para o seguimento e não para decidir.

Lombalgia sem radiculopatia

  • Explicar e tranquilizar: a melhoria é muito provável; o doente sem explicação para a dor pede mais exames.
  • Manter a atividade e voltar ao trabalho cedo, evitando só o esforço pesado. O repouso no leito não acelera a recuperação: evita-se, ou no máximo um a dois dias na dor intensa.
  • O calor local pode aliviar.
  • Exercício: na fase aguda o que conta é manter-se ativo; quando a dor se prolonga ou recorre, o exercício é o pilar, e o tipo escolhe-se pelo que o doente vai cumprir.
  • Terapia manual (manipulação, mobilização, massagem) só como parte de um programa que inclua exercício.
  • Não se oferecem: cintas, palmilhas, tração, acupuntura, ultrassom, estimulação elétrica transcutânea.

Fármacos

fármacolugar
Anti-inflamatório não esteroide oralconsidera-se na lombalgia, na menor dose eficaz e pelo menor tempo; pesar o risco gastrointestinal, hepático e cardiorrenal e a idade, e juntar proteção gástrica quando indicada
Paracetamol isoladonão se oferece para a lombalgia
Opioide fraco, com ou sem paracetamolsó na lombalgia aguda, se o anti-inflamatório está contraindicado, não é tolerado ou falhou; curso de 3 a 7 dias
Opioide na dor crónicanão
Relaxante muscularcurso curto na contratura; seda, por isso muitas vezes só à noite
Antidepressivos (inibidores seletivos da recaptação da serotonina, inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, tricíclicos)não para a lombalgia; trata-se a depressão que coexista
Gabapentinoides e outros antiepiléticosnão, nem na lombalgia nem na ciática

Ciática e radiculopatia lombar

  • O prognóstico é bom e a maioria melhora ao longo de semanas a meses. Mantém-se a atividade; o repouso no leito também não ajuda.
  • O anti-inflamatório tem benefício limitado; a usar, na menor dose e pelo menor tempo.
  • Não se dão gabapentinoides, outros antiepiléticos, corticoides orais nem benzodiazepinas; não se dão opioides na ciática crónica. Quem já os toma é informado dos riscos e da retirada.
  • Infiltração epidural de anestésico local e corticoide: considera-se na ciática aguda e intensa. Alivia a dor mas não reduz a necessidade de cirurgia.
  • Cirurgia (discectomia): quando o tratamento não cirúrgico não melhorou a dor nem a função ao fim de 6 a 8 semanas e a imagem é concordante com a clínica. Alivia mais depressa, mas aos 2 anos a dor e a função são semelhantes com e sem cirurgia, e a escolha pesa a preferência do doente. O índice de massa corporal, o tabaco e o sofrimento psicológico não devem pesar na decisão de referenciar.

Estenose do canal lombar

  • Anti-inflamatório, paracetamol e exercício na fase sintomática.
  • Não se usam infiltrações epidurais na claudicação neurogénica por estenose central.
  • A maioria dos doentes com claudicação neurogénica tratados só com medidas médicas não melhora com o tempo. A laminectomia descomprime o canal e alivia a dor ao andar quando a limitação é importante ou há défice; até um quarto tem nova estenose em 7 a 10 anos. Junta-se artrodese quando há espondilolistese.

Lombalgia crónica

  • O objetivo passa a ser a função, e o alívio da dor fica em segundo plano; o doente tem de perceber a mudança.
  • Exercício supervisionado e progressivo (fortalecimento do tronco, alongamentos, aeróbio), e abordagem cognitivo-comportamental quando há medo de se mexer ou sofrimento psicológico. Programas de reabilitação multidisciplinar nos que não responderam.
  • Não se oferecem opioides nem infiltrações da coluna.
  • Desnervação por radiofrequência: referencia-se para avaliação quando o tratamento não cirúrgico falhou, a dor parece vir das facetas e é moderada ou intensa (5 ou mais numa escala visual analógica), e só depois de resposta positiva a um bloqueio diagnóstico do ramo medial.
  • Não se faz artrodese para lombalgia sem radiculopatia, a não ser em ensaio clínico, nem prótese discal.

Cervicalgia

  • Sem radiculopatia: explicar a evolução favorável, anti-inflamatório ou paracetamol, frio ou calor, e exercício supervisionado. Relaxante muscular à noite se a dor não deixa dormir. O colar mole ajuda pouco e tem pouco risco. A cirurgia não tem lugar sem radiculopatia nem instabilidade.
  • Radiculopatia cervical: a maioria melhora sem tratamento específico; anti-inflamatório ou paracetamol, com ou sem relaxante, e evitar o que a desencadeia. As infiltrações cervicais têm mais risco do que as lombares (disseção da artéria vertebral, lesão medular). Cirurgia se défice motor progressivo, compressão medular ou dor limitante que não cede.
  • Mielopatia cervical: descompressão cirúrgica; tratada só com medidas médicas, progride em cerca de 8% ao ano.

Situações com tratamento próprio

situaçãoconduta
Cauda equinadescompressão cirúrgica urgente; radioterapia se a causa é metástase
Espondilodiscitecom exame neurológico normal e sem sépsis, o antibiótico espera pela identificação do agente; começa-se logo na sépsis e no défice grave ou progressivo; 6 semanas de antibiótico dirigido
Espondiloartrite axialexercício; anti-inflamatório como primeira linha, até à dose máxima e contínuo se responde; os modificadores sintéticos convencionais não servem na forma axial (sulfassalazina só na artrite periférica); com atividade alta persistente apesar de dois anti-inflamatórios em 4 semanas, inibidor do fator de necrose tumoral ou da interleucina 17, ou inibidor das cinases Janus
Fratura vertebral osteoporóticaanalgesia, ortótese (melhora a dor e a incapacidade) e mobilização precoce; a vertebroplastia e a cifoplastia não têm evidência que as apoie; e tratar a osteoporose

Fratura vertebral e osteoporose

Acima dos 50 anos trata-se a osteoporose, sem precisar de densitometria nem de calcular o risco, perante:

critério
Fratura vertebral de fragilidade sintomáticauma ou mais
Fratura de fragilidade da ancauma ou mais
Fraturas de fragilidade em qualquer localduas ou mais, mesmo assintomáticas

Sem fratura, decide o risco a 10 anos pelo algoritmo validado para Portugal:

fratura majorfratura da anca
Tratar sem densitometria11% ou maisou3% ou mais
Tratar com densitometria9% ou maisou2,5% ou mais
Pedir densitometria7 a 11%e2 a 3%
  • Primeira linha: alendronato oral, por custo-efetividade. Ácido zoledrónico endovenoso ou denosumab na intolerância oral, na malabsorção, na demência ou na má adesão; o denosumab prefere-se na insuficiência renal. Anabólico (teriparatida) no risco muito elevado.
  • O antirreabsortivo não trata a dor aguda, mas começa-se logo, porque o risco de nova fratura vertebral no ano seguinte é de 20%.
  • Sempre: cálcio e vitamina D adequados, exercício com carga, prevenção de quedas, parar de fumar.

Grávida

  • A lombalgia é frequente nas últimas semanas de gravidez. Medidas não farmacológicas e paracetamol.
  • Os anti-inflamatórios sistémicos evitam-se no primeiro e no segundo trimestres salvo necessidade clara; depois das 20 semanas, alguns dias de uso podem dar oligoâmnios e constrição do canal arterial. No terceiro trimestre estão contraindicados.

Referências

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