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Meningite, encefalite e abcesso cerebral

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema

Em resumo

A meningite, a encefalite e o abcesso cerebral são infeções do sistema nervoso central que se apresentam todas com febre e sinais neurológicos, mas atingem estruturas diferentes. A meningite é a inflamação do espaço subaracnoideu e dá cefaleia, rigidez da nuca e, na bacteriana, alteração da consciência; a encefalite atinge o parênquima e traduz-se por alteração do comportamento, crises e défices focais; o abcesso é uma coleção de pus que se comporta como uma massa, com cefaleia e défice focal e muitas vezes sem febre.

A meningite bacteriana do adulto é causada sobretudo pelo pneumococo e pelo meningococo, e a listéria junta-se acima dos 50 anos e no imunodeprimido. É uma emergência: o antibiótico começa na primeira hora, com dexametasona antes ou com a primeira dose. A punção lombar faz-se logo quando não há indicação para tomografia; quando há, as hemoculturas, a dexametasona e o antibiótico vêm primeiro e a punção fica para depois da imagem. O líquido cefalorraquidiano confirma o diagnóstico: neutrófilos, glicose baixa e proteínas altas.

A meningite viral, quase sempre por enterovírus ou pelo vírus herpes simplex do tipo 2, tem líquido linfocítico com glicose normal e cura sem sequelas. Na encefalite, o agente que não se pode falhar é o vírus herpes simplex do tipo 1, que se trata com aciclovir endovenoso logo à suspeita; a encefalite autoimune anti-recetor NMDA (N-metil-D-aspartato) imita-a e aparece como psicose aguda numa mulher jovem.

O abcesso cerebral diagnostica-se por ressonância com difusão e trata-se com aspiração neurocirúrgica e seis a oito semanas de antibiótico. O que não se pode falhar é atrasar o antibiótico por causa da tomografia, esquecer a ampicilina no doente com risco de listéria, parar o aciclovir por uma amplificação negativa precoce e puncionar um doente com abcesso.

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