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Infeções associadas aos cuidados de saúde

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 17 perguntas neste tema

Em resumo

As infeções associadas aos cuidados de saúde são as que se adquirem durante a prestação de cuidados e não estavam presentes nem em incubação à entrada. Na definição europeia contam as que começam ao terceiro dia de internamento ou depois, e o conceito vai além do hospital: abrange o ambulatório, a hemodiálise, os cuidados continuados e o domicílio.

Quatro delas nascem quase sempre de um dispositivo ou de um procedimento: a infeção urinária associada a cateter vesical, a pneumonia associada à intubação, a infeção da corrente sanguínea associada a cateter vascular central e a infeção do local cirúrgico. A quinta é a colite por Clostridioides difficile, filha da exposição a antibióticos. Por trás de todas está a mesma cadeia: um reservatório (outro doente, o ambiente, a flora do próprio), a transmissão sobretudo pelas mãos de quem cuida, e um hospedeiro com barreiras rompidas por dispositivos e com a flora alterada por antibióticos.

O diagnóstico obriga a separar colonização de infeção. A bacteriúria do doente algaliado, as secreções do doente ventilado e um frasco de hemocultura com estafilococo coagulase-negativo são muitas vezes colonização ou contaminação, e tratá-los só seleciona resistências.

A prevenção é o centro do tema. Em Portugal cada uma das quatro infeções de dispositivo tem uma norma da DGS com um feixe de intervenções, um conjunto pequeno de medidas que se aplicam todas juntas e se auditam. A higiene das mãos com solução alcoólica é a medida isolada mais importante, com a exceção do Clostridioides difficile, cujos esporos só saem com água e sabão. O uso prudente de antibióticos faz parte da prevenção.

O tratamento junta controlo do foco (retirar o cateter, drenar a ferida) a antibiótico empírico escolhido pela epidemiologia local e pelo risco de multirresistência, estreitado logo que há culturas e com cursos curtos. O que não se pode falhar: tratar bacteriúria assintomática, manter um cateter central com Staphylococcus aureus ou Candida no sangue, prolongar a profilaxia cirúrgica e desinfetar as mãos com álcool perante um doente com Clostridioides difficile.

Referências

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  6. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 020/2015, atualizada a 17/11/2022: «Feixe de Intervenções» para a Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico. Lisboa: DGS; 2022.
  7. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 021/2015, atualizada a 17/11/2022: «Feixe de Intervenções» para a Prevenção da Pneumonia associada à Intubação. Lisboa: DGS; 2023.
  8. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 022/2015, atualizada a 29/08/2022: «Feixe de Intervenções» para a Prevenção de Infeção Relacionada com o Cateter Vascular Central. Lisboa: DGS; 2022.
  9. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 031/2013, atualizada a 17/11/2022: Profilaxia Antibiótica Cirúrgica na Criança e no Adulto. Lisboa: DGS; 2023.
  10. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 007/2019: Higiene das Mãos nas Unidades de Saúde. Lisboa: DGS; 2019.
  11. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 029/2012, atualizada a 31/10/2013: Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI). Lisboa: DGS; 2013.
  12. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 018/2014, atualizada a 27/04/2015: Prevenção e Controlo de Colonização e Infeção por Staphylococcus aureus Resistente à Meticilina (MRSA) nos Hospitais e Unidades de Internamento de Cuidados Continuados Integrados. Lisboa: DGS; 2015.
  13. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 019/2014, atualizada a 24/03/2015: Diagnóstico da Infeção por Clostridium difficile nos Hospitais, Unidades de Internamento de Cuidados Continuados Integrados e na Comunidade. Lisboa: DGS; 2015.
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