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Doenças associadas ao viajante

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

As doenças associadas ao viajante dividem-se em dois momentos: o que se previne antes de partir e o que se procura quando a pessoa volta doente. Entre 43% e 79% dos viajantes referem alguma doença relacionada com a viagem, quase sempre ligeira e sobretudo diarreia; menos de 1% a 3% chegam a ser internados. E quem morre em viagem morre sobretudo de eventos cardiovasculares e de acidentes, com a viação e o afogamento à cabeça, e não de infeções tropicais.

A consulta antes da viagem começa por pôr em dia o Plano Nacional de Vacinação e só depois escolhe as vacinas do destino: febre amarela, com o certificado internacional, hepatite A, febre tifoide, raiva, encefalite japonesa, cólera e meningococo. Junta a quimioprofilaxia da malária quando o destino a justifica, a proteção contra picadas e os cuidados com a água e os alimentos. Quem viaja para visitar familiares no país de origem é quem mais adoece com malária e febre tifoide.

No regresso, a febre obriga a pensar primeiro em malária sempre que houve estadia em área de malária no último ano, e uma pesquisa negativa repete-se até três séries antes de a afastar. Depois vêm a dengue, cuja fase perigosa começa quando a febre desce, a febre entérica, que vem sobretudo do Sul da Ásia, as riquetsioses, a leptospirose e, raramente, as febres hemorrágicas víricas. O destino, a exposição e o tempo de incubação afastam muitas destas hipóteses antes de qualquer exame.

A diarreia do viajante é quase sempre bacteriana e autolimitada: trata-se com hidratação, e o antibiótico, de preferência a azitromicina, fica para as formas graves e para a disenteria. A esquistossomose aguda, ou síndrome de Katayama, aparece semanas depois de um banho em água doce, com febre, tosse e eosinofilia, numa altura em que os ovos e a serologia ainda podem ser negativos. A doença de altitude previne-se subindo devagar e trata-se descendo.

O que não se pode falhar é a malária por Plasmodium falciparum tomada por gripe, os sinais de alarme da dengue na altura em que o doente parece melhorar e a suspeita de febre hemorrágica sem isolamento.

Referências

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13 perguntas sobre Doenças associadas ao viajante

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