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Hemoglobinopatias

Matriz PNA:D · Diagnóstico

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 14 perguntas neste tema

Em resumo

As hemoglobinopatias resultam de mutações dos genes da globina e são as doenças monogénicas mais frequentes do mundo. São autossómicas recessivas e distribuem-se onde a malária foi endémica, porque o portador está parcialmente protegido do Plasmodium falciparum. Dividem-se em defeitos qualitativos, com uma hemoglobina estruturalmente anómala, de que a hemoglobina S da drepanocitose é o protótipo, e defeitos quantitativos, as talassemias, em que uma cadeia normal se produz em quantidade insuficiente.

Nas talassemias a cadeia que sobra não tem par, precipita no eritroblasto e mata-o dentro da medula. O portador tem microcitose marcada com anemia ligeira ou nenhuma, eritrócitos numerosos e ferritina normal; no traço beta a HbA2 está aumentada e no traço alfa as frações são normais e o diagnóstico é molecular. As formas graves dependem de transfusões regulares, que obrigam a quelação do ferro para sempre, e curam-se com transplante ou, nalguns doentes, com terapia génica.

Na drepanocitose a hemoglobina S polimeriza quando desoxigenada, e daí nascem os dois braços da doença: a vaso-oclusão, que dá as crises dolorosas, a síndrome torácica aguda e os enfartes, e a hemólise, que dá a vasculopatia. Os enfartes esplénicos deixam a criança em asplenia funcional, exposta à sépsis por bactérias capsuladas. Em Portugal a doença é detetada no teste do pezinho desde 2023, e a prevenção começa logo: penicilina, vacinação, Doppler transcraniano e hidroxiureia.

O que não se pode falhar é o ferro dado durante meses a um traço talassémico, a ferropenia que baixa a HbA2 e esconde um portador, a febre na criança com drepanocitose e a síndrome torácica aguda. E, num portador, o estudo do parceiro, porque dois portadores têm 25% de risco de um filho com doença grave em cada gravidez.

Referências

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14 perguntas sobre Hemoglobinopatias

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