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Abordagem ao doente com adenopatias e esplenomegalia

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 13 perguntas neste tema

Em resumo

Adenopatia e esplenomegalia são sinais, não diagnósticos. O trabalho do médico é separar a grande maioria, que é reativa e se resolve sozinha, da minoria que esconde um linfoma, uma leucemia, uma metástase ou uma doença sistémica, sem biopsar tudo e sem deixar passar o que não pode esperar.

Nos cuidados de saúde primários menos de 1% das adenopatias são malignas, e a probabilidade sobe com a idade, sobretudo depois dos 40 a 50 anos. O que muda a conduta é um pequeno conjunto de sinais: gânglio acima de 2 cm, duro, fixo e indolor, localização supraclavicular, persistência para lá de 4 a 6 semanas ou crescimento, distribuição generalizada, esplenomegalia associada e sintomas B. Sem nenhum deles, vigia-se e reavalia-se em 2 a 4 semanas; com algum, biopsa-se, e a biópsia de um gânglio suspeito de linfoma é excisional, porque a citologia aspirativa não mostra a arquitetura.

O baço aumenta por três mecanismos: hiperplasia por excesso de trabalho, imune ou de remoção de eritrócitos; congestão por hipertensão portal; e infiltração, neoplásica ou não. A cirrose com hipertensão portal está entre as causas mais frequentes fora dos trópicos, e a esplenomegalia maciça, mais de 8 cm abaixo do rebordo costal, reduz o diferencial quase só a doenças hematológicas. Um baço grande sequestra células e dá hiperesplenismo, com citopenias e medula normal, e rompe com traumatismos mínimos.

O que não se pode falhar: dar corticoide antes da histologia, que faz regredir o linfoma e apaga o diagnóstico; tomar como reativo um gânglio supraclavicular; deixar um doente com mononucleose voltar ao desporto de contacto nas primeiras semanas; e esplenectomizar sem vacinar antes contra os germes capsulados.

Referências

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13 perguntas sobre Abordagem ao doente com adenopatias e esplenomegalia

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