Abordagem ao doente com alterações urinárias (oligúria, poliúria, proteinúria, hematúria)
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema
Hematúria, proteinúria, oligúria e poliúria são achados e não diagnósticos, e a abordagem é a mesma para os quatro: confirmar que o achado é real, localizar onde nasce (no glomérulo, no túbulo ou na via excretora) e decidir com que pressa se avança. A tira reagente só levanta a suspeita; quem decide o caminho é o sedimento de urina fresca, que separa a hematúria glomerular, com eritrócitos dismórficos, acantócitos e cilindros hemáticos, da hematúria urológica, com eritrócitos isomórficos e coágulos.
Na hematúria do adulto o risco que se procura é o cancro do urotélio e do rim. Toda a hematúria macroscópica leva cistoscopia e urografia por tomografia computorizada, mesmo que tenha parado e mesmo que o doente esteja anticoagulado; a microscópica estratifica-se pela idade, pelo sexo, pelo tabaco e pelo número de eritrócitos. A proteinúria mede-se pelo rácio albumina/creatinina numa urina da primeira manhã, depois de afastadas as formas transitória e ortostática, e o que ela quer dizer depende da companhia: com sedimento ativo é doença glomerular; com tira negativa e rácio proteína/creatinina alto é cadeia leve até prova em contrário.
Na oligúria procura-se primeiro a obstrução, que se resolve com uma algália ou uma nefrostomia, e depois separa-se a hipoperfusão da lesão tubular. Na poliúria mede-se a glicemia antes de pensar na vasopressina, porque a diurese osmótica é mais comum, e a osmolalidade urinária separa as duas.
O que não se pode falhar é o sedimento ativo com creatinina a subir em dias, que é glomerulonefrite rapidamente progressiva e se referencia no próprio dia; a hematúria atribuída ao anticoagulante, à próstata ou a uma infeção sem que ninguém a volte a ver; a retenção urinária por trás de uma oligúria; e a desmopressina dada a quem tem polidipsia primária.
Causas que não se podem falhar
- Glomerulonefrite rapidamente progressiva: sedimento ativo com creatinina a subir em dias a semanas. Com hemoptises ou infiltrados pulmonares é síndrome pulmonar-renal, por vasculite associada a anticorpos anticitoplasma do neutrófilo (ANCA) ou por doença antimembrana basal glomerular.
- Neoplasia urotelial ou renal: hematúria macroscópica indolor, sobretudo no fumador e depois dos 60 anos.
- Obstrução urinária: retenção vesical ou obstrução ureteral bilateral, ou unilateral em rim único, por trás de uma oligúria ou de uma anúria.
- Rabdomiólise: urina escura, tira positiva, sedimento sem eritrócitos, creatina-cinase muito alta.
- Mieloma: proteinúria abundante com tira fraca ou negativa.
- Hipernatremia na poliúria de quem não tem acesso à água ou não sente sede.
Hematúria: onde sangra
| origem | mecanismo | marca no sedimento |
|---|---|---|
| Glomerular | rutura da parede capilar; o eritrócito passa pela membrana basal lesada e deforma-se pelos gradientes de osmolalidade e de pH ao longo do túbulo | eritrócitos dismórficos, acantócitos, cilindros hemáticos formados na matriz de uromodulina (proteína de Tamm-Horsfall) |
| Via excretora | o sangue entra a jusante do nefrónio | eritrócitos isomórficos, coágulos |
- Glomerulares: nefropatia IgA, doença da membrana basal fina e síndrome de Alport são as causas mais frequentes de hematúria glomerular isolada; com proteinúria, hipertensão ou creatinina alta, qualquer glomerulonefrite.
- Urológicas: litíase, infeção, neoplasia da bexiga, do trato superior e do rim, próstata, traumatismo, tuberculose urogenital, esquistossomose.
- Transitórias: menstruação, exercício, infeção viral, pequeno traumatismo. Hipercalciúria e hiperuricosúria explicam parte das micro-hematúrias isoladas sem outra causa.
Proteinúria: três mecanismos
| mecanismo | o que falha | proteína | magnitude |
|---|---|---|---|
| Glomerular | barreira de filtração: endotélio fenestrado, membrana basal, diafragma de fenda dos podócitos | albumina | pode ser nefrótica |
| Tubular | reabsorção proximal das proteínas pequenas | beta-2-microglobulina, alfa-1-microglobulina | habitualmente abaixo de 1 g por dia |
| Sobrecarga | produção de uma proteína que excede a reabsorção tubular | cadeias leves, mioglobina, hemoglobina | variável, pode ser maciça |
- Na doença de lesões mínimas a proteinúria é seletiva, quase só albumina; com lesão estrutural da membrana perdem-se também as proteínas maiores.
- A tira deteta albumina e não deteta cadeias leves, e engana-se com a concentração da urina: dá falsos positivos com pH acima de 7 ou urina muito concentrada e falsos negativos com urina muito diluída.
Oligúria e anúria
| grupo | mecanismo | causas |
|---|---|---|
| Pré-renal | hipoperfusão; renina-angiotensina, simpático e vasopressina retêm sódio e água, e o túbulo está intacto | hipovolemia, choque, insuficiência cardíaca, cirrose, anti-inflamatórios, IECA ou ARA com volume baixo |
| Renal | lesão do parênquima | necrose tubular aguda (a maioria), nefrite intersticial, glomerulonefrite, microangiopatia trombótica, oclusão vascular |
| Pós-renal | a pressão retrógrada anula o gradiente de filtração | retenção vesical, obstrução ureteral bilateral ou em rim único |
- A anúria aponta para poucas causas: obstrução completa, catástrofe vascular (dissecção, oclusão arterial, trombose da veia renal), necrose cortical, nefropatia de cilindros do mieloma, necrose tubular grave ou choque.
Poliúria
| tipo | osmolalidade urinária | causas |
|---|---|---|
| Diurese osmótica | acima de 300 mOsm/kg | glicosúria da diabetes descompensada (a mais frequente), ureia (nutrição hiperproteica, recuperação da necrose tubular), manitol, contraste, diurese pós-obstrutiva |
| Diurese aquosa | abaixo de 250 a 300 mOsm/kg | diabetes insípida central, diabetes insípida nefrogénica (lítio, hipercalcemia, hipocaliemia, doença tubulointersticial, anemia de células falciformes), polidipsia primária |
- Uma pessoa excreta 600 a 800 mOsm de solutos por dia. Na diurese aquosa a carga é normal e sai diluída; na osmótica há solutos a mais a arrastar a água.
Hematúria
1. Glomerular ou urológica? O sedimento decide.
| a favor de glomerular | a favor de urológica |
|---|---|
| eritrócitos dismórficos; acantócitos 5% ou mais | eritrócitos isomórficos |
| cilindros hemáticos | coágulos |
| proteinúria acima de 500 mg por dia | hematúria inicial ou terminal |
| urina castanha, indolor | urina vermelho-vivo, dor em cólica, sintomas irritativos |
| hipertensão, creatinina alta |
- Hematúria com dismórficos, cilindros hemáticos e proteinúria acima de 500 mg por dia é praticamente diagnóstica de glomerulonefrite. Os acantócitos a partir de 5% têm especificidade de cerca de 98%, mas só metade das glomerulonefrites os mostra; os cilindros hemáticos são muito específicos e pouco sensíveis.
- Na glomerular: creatinina, rácio albumina/creatinina, C3 e C4, anticorpos antinucleares, ANCA, antimembrana basal glomerular, serologias das hepatites B e C e do vírus da imunodeficiência humana, e orientação para a nefrologia. Os cilindros hemáticos são indicação para biópsia precoce, mesmo com função renal normal.
- A hematúria glomerular isolada, com função, pressão e proteinúria normais, vigia-se com a nefrologia; a nefropatia IgA e a membrana basal fina são as causas mais prováveis.
2. Hematúria macroscópica do adulto. Cistoscopia e urografia por tomografia computorizada, mesmo que isolada, indolor e autolimitada. A hematúria visível associa-se a doença em estádio mais avançado do que a microscópica, e parar sozinha não tranquiliza.
- A ecografia vê massas renais, hidronefrose e massas dentro da bexiga, mas não exclui todas as causas de hematúria nem o tumor do trato superior, e não substitui a urografia.
- Nenhuma imagem faz o diagnóstico de carcinoma in situ; suspeita-se pelos sintomas irritativos e confirma-se por citologia e biópsia. A citologia é sensível no alto grau e falha a maioria dos de baixo grau (sensibilidade de cerca de 16%).
- Com a função renal a não permitir contraste iodado, urografia por ressonância magnética.
3. Hematúria microscópica do adulto, sem causa glomerular nem infeção. Estratifica-se o risco de neoplasia (AUA, associação americana de urologia, 2025):
| grupo | critérios | conduta |
|---|---|---|
| Baixo ou negligenciável | mulher abaixo dos 60 anos, homem abaixo dos 40; nunca fumou ou menos de 10 unidades maço-ano; 3 a 10 eritrócitos por campo; sem outros fatores de risco | repetir a análise dentro de 6 meses |
| Intermédio | mulher com 60 anos ou mais, homem dos 40 aos 59; 10 a 30 unidades maço-ano; 11 a 25 eritrócitos por campo; ou um fator de risco adicional | cistoscopia e ecografia renal |
| Alto | homem com 60 anos ou mais; mais de 30 unidades maço-ano; mais de 25 eritrócitos por campo; hematúria macroscópica prévia | cistoscopia e urografia por tomografia computorizada |
- Fatores de risco adicionais: exposição ocupacional (aminas aromáticas, benzeno), ciclofosfamida, radioterapia pélvica, sintomas irritativos, história familiar de neoplasia urológica ou síndrome de Lynch.
- Na mulher a idade sozinha não chega para o alto risco: só entra nesse grupo com outro critério de alto risco.
- O grupo de baixo risco tem neoplasia em 0 a 0,4%, e por isso poupa-se a exames invasivos. Se na repetição a hematúria persistir, passa a ser avaliado como intermédio ou alto.
Proteinúria
- Quantificar. Rácio albumina/creatinina numa urina da primeira manhã, que é o exame do rastreio e do estadiamento da doença renal crónica. Um rácio proteína/creatinina alto com albumina desproporcionadamente baixa, ou uma tira negativa, aponta para proteína que não é albumina: cadeias leves ou proteinúria tubular. Para decidir tratamento de uma doença glomerular, a urina de 24 horas continua a ser a referência.
- Afastar a transitória: repetir depois de passada a febre, o exercício, a infeção ou a descompensação cardíaca.
- Afastar a ortostática no adolescente e no adulto jovem com menos de 1 g por dia: amostra colhida ao levantar, depois de horas deitado, sem proteinúria, e amostra do dia com proteinúria. É benigna e dispensa biópsia.
- Persistente: creatinina e filtração estimada, sedimento, ecografia renal, glicemia e hemoglobina glicada, eletroforese e imunofixação no soro e na urina com cadeias leves livres, e, conforme o contexto, anticorpos antinucleares, C3 e C4, ANCA, anticorpo antirrecetor da fosfolipase A2 e serologias víricas.
- Biópsia renal quando o resultado muda o tratamento: síndrome nefrótica do adulto, proteinúria com sedimento ativo, lesão renal sem causa evidente.
Oligúria
- Excluir a obstrução baixa: globo vesical, ecografia vesical ou algaliação. A algália é diagnóstica e terapêutica.
- Ecografia renal: hidronefrose, tamanho e espessura cortical. A dilatação pode faltar nas primeiras 48 a 72 horas, na hipovolemia grave e quando o tumor ou a fibrose retroperitoneal envolvem os ureteres.
- Volemia e fármacos.
- Sedimento e índices urinários.
| pré-renal | necrose tubular aguda | |
|---|---|---|
| Sedimento | normal ou cilindros hialinos | cilindros granulosos castanhos, células tubulares |
| Osmolalidade urinária | acima de 500 mOsm/kg | abaixo de 400 mOsm/kg |
| Sódio urinário | abaixo de 20 mmol/L | acima de 20 mmol/L |
| Excreção fracionada de sódio | abaixo de 1% | acima de 2% |
| Excreção fracionada de ureia, sob diurético | abaixo de 35% | acima de 50% |
- A excreção fracionada de sódio pode ser baixa na necrose tubular não oligúrica, na rabdomiólise, no contraste e na cirrose ou insuficiência cardíaca graves. Nenhum índice decide sozinho; o que prova a causa pré-renal é a resposta à reposição de volume.
- Leucócitos e cilindros leucocitários com urocultura negativa apontam para nefrite intersticial. A eosinofilúria não tem valor diagnóstico.
- Estadia-se pela creatinina e pelo débito, segundo a KDIGO (iniciativa internacional de guidelines de nefrologia) de 2012: subida de 0,3 mg/dL ou mais em 48 horas, ou para 1,5 vezes o basal nos 7 dias anteriores, ou débito abaixo de 0,5 mL/kg/h durante 6 horas.
Poliúria
- Confirmar com urina de 24 horas: acima de 3 L.
- Glicemia e glicosúria, cálcio, potássio, creatinina, sódio e osmolalidade plasmática.
- Osmolalidade urinária: acima de 300 mOsm/kg é diurese osmótica e procura-se o soluto (glicose, ureia, manitol, contraste). Abaixo de 250 a 300 é diurese aquosa.
- Na aquosa, separar a diabetes insípida central, a nefrogénica e a polidipsia primária: pistas clínicas (cirurgia hipofisária, lítio, doença psiquiátrica), sódio no limite superior nas duas diabetes insípidas e no limite inferior na polidipsia, e depois a prova de restrição hídrica com desmopressina no fim ou a copeptina estimulada com solução salina hipertónica, que a pode substituir.
- Com hipernatremia já presente e urina diluída não se faz restrição hídrica: avalia-se diretamente a resposta à desmopressina.
Procurar a doença renal em quem tem risco
- Não se rastreia a população inteira. Faz-se filtração estimada e rácio albumina/creatinina, sempre os dois, a quem tem diabetes, hipertensão ou doença cardiovascular, e também a quem teve lesão renal aguda, litíase de repetição, doença autoimune, exposição a nefrotóxicos ou história familiar de doença renal.
- Na diabetes, anualmente: na tipo 2 desde o diagnóstico, na tipo 1 a partir dos 5 anos de evolução.
- Um valor alterado repete-se antes de rotular, porque a doença renal crónica exige mais de 3 meses.
- Quem teve lesão renal aguda volta a ver creatinina e albuminúria nos meses seguintes: o risco de doença crónica fica mesmo depois de recuperar.
Não há rastreio de cancro da bexiga
- Nem da hematúria microscópica na população assintomática. A prevenção é a cessação tabágica, que é o principal fator de risco, e a redução da exposição ocupacional a aminas aromáticas.
Evitar a oligúria que se provoca
- Rever os fármacos em cada consulta; evitar anti-inflamatórios, sobretudo associados a diurético e a IECA ou ARA.
- Regras dos dias de doença: com vómitos, diarreia ou febre com desidratação, suspender temporariamente IECA, ARA, diuréticos, metformina, anti-inflamatórios e inibidores do SGLT2 (cotransportador de sódio e glicose tipo 2), com instruções claras para os retomar.
- Antes de contraste iodado ou de cirurgia, corrigir a hipovolemia e minimizar a dose de contraste.
Poliúria
- Monitorizar o sódio, o cálcio e a função renal de quem toma lítio, que pode deixar um defeito de concentração que não reverte com a suspensão.
Hematúria
- Retenção por coágulos: algália de três vias, lavagem manual até evacuar os coágulos e irrigação vesical contínua; corrigir a coagulopatia e a anemia; urologia para cistoscopia com evacuação e hemostase.
- Litíase, infeção e neoplasia tratam-se como tal. Na hematúria glomerular o tratamento depende da doença e, muitas vezes, da biópsia.
- Esquistossomose urinária: praziquantel. A infeção crónica pelo Schistosoma haematobium associa-se a carcinoma epidermoide da bexiga (também chamado espinocelular).
Glomerulonefrite rapidamente progressiva
- Referenciação à nefrologia no próprio dia, com ANCA, antimembrana basal glomerular, C3 e C4 colhidos logo, e biópsia em dias.
- Na síndrome pulmonar-renal, ou com a creatinina a subir depressa, a imunossupressão e, na doença antimembrana basal, a plasmaferese começam sem esperar pela histologia. Cada dia de atraso é função renal que não volta.
Proteinúria
- Reduzir a albuminúria é nefroproteção: IECA ou ARA titulado até à dose máxima tolerada (nunca os dois juntos) quando há albuminúria, e inibidor do SGLT2; na diabetes tipo 2 junta-se a finerenona quando a albuminúria persiste. Uma subida da creatinina até 30% nas primeiras 4 semanas não obriga a suspender o bloqueio.
- Restrição de sódio abaixo de 2 g por dia, estatina, evicção de anti-inflamatórios e controlo tensional.
- Na síndrome nefrótica: diurético de ansa e restrição de sódio para o edema, atenção ao risco trombótico (perda de antitrombina III, hiperfibrinogenemia) e ao infecioso (perda de imunoglobulinas), e tratamento dirigido à causa.
Oligúria
- Pós-renal: algália na obstrução baixa, cateter ureteral ou nefrostomia percutânea na alta. Depois da desobstrução pode surgir diurese pós-obstrutiva, com poliúria e perda de sódio, potássio e magnésio: vigiar débito, peso e ionograma e repor sem perseguir o débito.
- Pré-renal: repor o volume perdido (cristaloides, ou sangue na hemorragia); vasopressor se a hipotensão não responde; suspender anti-inflamatórios, IECA, ARA e diuréticos.
- Renal: suspender nefrotóxicos, ajustar as doses à função renal e tratar a causa específica.
- O diurético serve para tratar a sobrecarga hídrica. Converter uma oligúria em não oligúria não melhora o prognóstico renal nem a sobrevida.
- Diálise urgente quando o tratamento médico falha: hipercaliemia ou acidose metabólica refratárias, sobrecarga com edema pulmonar, urémia com pericardite ou encefalopatia, intoxicação por tóxico dialisável. Sem estas indicações, começar cedo não traz benefício.
Poliúria
| causa | tratamento |
|---|---|
| Diurese osmótica | corrigir a causa (a hiperglicemia, sobretudo) e repor água e eletrólitos |
| Diabetes insípida central | desmopressina, vigiando o sódio pelo risco de hiponatremia |
| Diabetes insípida nefrogénica | suspender ou rever o lítio, corrigir cálcio e potássio, dieta pobre em sal e proteínas, tiazida com amilorida |
| Polidipsia primária | reduzir a ingestão de água e tratar a causa |
- A hipernatremia de quem não pode beber corrige-se devagar, pelo risco de edema cerebral.
Referências
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12 perguntas sobre Abordagem ao doente com alterações urinárias (oligúria, poliúria, proteinúria, hematúria)
Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.
Criar conta e treinar