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Obesidade

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 14 perguntas neste tema

Em resumo

A obesidade é o excesso de tecido adiposo, e não apenas de peso. É uma doença crónica e recidivante, em que genes que explicam 40 a 70% da variação do IMC encontram um ambiente de comida abundante e pouca atividade. Em Portugal, cerca de 22% da população tem obesidade e 35% pré-obesidade. O peso é defendido pelo hipotálamo: quando se perde, o apetite sobe e o gasto energético desce, e é por isso que a recidiva é a regra depois de qualquer tratamento que se suspende.

O IMC classifica, mas não diagnostica. O excesso de adiposidade confirma-se com o perímetro abdominal, a razão cintura-altura ou a medição direta da gordura, e só acima de IMC 40 se assume sem mais. Confirmada a adiposidade, a pergunta que decide é se já há disfunção de órgão ou limitação das atividades diárias causada por ela: se há, é obesidade clínica e trata-se como doença; se não há, é obesidade pré-clínica, um estado de risco que se vigia e previne.

A avaliação procura as complicações (diabetes, hipertensão, apneia do sono, NAFLD com fibrose, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, artrose) e as poucas causas secundárias que mudam a conduta: fármacos, hipotiroidismo, síndrome de Cushing, lesão hipotalâmica e as formas monogénicas da via da melanocortina.

O tratamento é uma escada em que nenhum degrau se abandona: estilo de vida em todos, fármacos a partir de IMC 30 (ou 27 com comorbilidade) e cirurgia metabólica a partir de IMC 35, ou de 30 a 34,9 com doença metabólica. Os agonistas do recetor de GLP-1 e o tirzepatido fazem perder 15 a 21% do peso, e o semaglutido reduz eventos cardiovasculares; suspensos, o peso volta.

O que não se pode falhar é a fístula depois de cirurgia bariátrica, que se anuncia por taquicardia persistente, a hérnia interna depois de bypass, que obriga a operar sem esperar, e a hipercapnia da síndrome de obesidade-hipoventilação, que a oximetria não mostra.

Balanço energético

  • A obesidade resulta de ingestão superior ao gasto de forma crónica, mas o peso é regulado: quando se perde peso o apetite sobe e o gasto desce; quando se come a mais, o inverso tenta compensar e falha com facilidade.
  • Do gasto diário, o metabolismo basal representa cerca de 70% e a atividade física voluntária 5 a 10%; a termogénese de atividade não relacionada com exercício (postura, movimentos espontâneos, tarefas do dia) explica grande parte da variação entre pessoas sobrealimentadas.
  • Na obesidade estável o gasto total é maior, não menor, porque a massa magra também aumenta; quem tem obesidade come mais do que quem não tem para manter o peso.

O hipotálamo e a via da leptina e da melanocortina

  • A leptina, produzida pelo adipócito na proporção da massa gorda, atua no núcleo arqueado: estimula os neurónios de pro-opiomelanocortina (POMC), cuja clivagem pela pró-convertase 1 dá a hormona estimulante dos melanócitos alfa, que atua no recetor 4 da melanocortina (MC4R) e reduz o apetite.
  • Do outro lado, os neurónios do neuropéptido Y e do péptido relacionado com agouti (AgRP) estimulam o apetite; o AgRP antagoniza o MC4R.
  • Sinais periféricos: a grelina, do estômago, estimula a ingestão; o péptido YY, a colecistocinina e o GLP-1, do intestino, dão saciedade, por ação direta no hipotálamo ou pelo vago. A insulina e o cortisol também chegam ao hipotálamo.

Leptina na obesidade comum

  • A leptina está elevada, e não baixa: há resistência à leptina, por transporte insuficiente através da barreira hematoencefálica e por inibidores da sinalização (SOCS3, PTP1B).
  • Dar leptina só corrige a rara deficiência congénita de leptina, em que reverte também o hipogonadismo hipogonadotrófico.

O tecido adiposo como órgão endócrino

  • O adipócito liberta leptina, fator de necrose tumoral alfa, interleucina 6, inibidor do ativador do plasminogénio 1 e angiotensinogénio: a obesidade é pró-inflamatória, pró-trombótica e hipertensora.
  • A adiponectina desce na obesidade, e é ela que aumenta a sensibilidade à insulina e protege o vaso.
  • O tecido adiposo obeso é infiltrado por macrófagos; a gordura em excesso deposita-se no fígado e no músculo (gordura ectópica), onde perturba a ação da insulina.

Genes e ambiente

  • Gémeos idênticos têm IMC semelhante mesmo criados separados, e os adotados parecem-se com os pais biológicos. Ainda assim, as variantes comuns identificadas explicam pouco da variação do IMC.
  • O ambiente é o gatilho: o aumento da prevalência foi rápido demais para ser genético. Privação de sono e alimentação densa em energia contribuem.

Formas monogénicas e sindromáticas

alteraçãopistas
MC4R, heterozigotia com perda de funçãoa causa monogénica mais frequente; até 5% da obesidade grave
Deficiência de leptina ou do recetor da leptinaobesidade grave desde os primeiros meses, hiperfagia, hipogonadismo hipogonadotrófico
Deficiência de POMCobesidade precoce, insuficiência suprarrenal por falta de ACTH, pele pálida e cabelo ruivo
Deficiência de pró-convertase 1obesidade precoce por falta de processamento da POMC
Síndrome de Prader-Williperda de expressão de genes de origem paterna em 15q11-13; hipotonia, baixa estatura, mãos e pés pequenos, hipogonadismo, hiperfagia, défice intelectual
Síndrome de Bardet-Biedlautossómica recessiva, ciliopatia; retinite pigmentosa, polidactilia, malformações renais, hipogonadismo, défice intelectual

Obesidade secundária

  • Lesão hipotalâmica por tumor (craniofaringioma), cirurgia, radioterapia, traumatismo ou inflamação.
  • Fármacos, hipotiroidismo (pouco peso, sobretudo por mixedema), síndrome de Cushing e insulinoma (come-se para evitar a hipoglicemia).

Confirmar o excesso de adiposidade

O IMC sozinho não chega, porque não separa gordura de músculo e ignora a distribuição. Confirma-se por uma de três vias:

  • IMC mais uma medida antropométrica (perímetro abdominal, razão cintura-anca ou razão cintura-altura);
  • duas medidas antropométricas, seja qual for o IMC;
  • medição direta da gordura (densitometria de dupla energia, bioimpedância).

Com IMC acima de 40 assume-se o excesso de adiposidade sem mais confirmação.

Medidas antropométricas

medidahomemmulher
Perímetro abdominal, risco aumentado (europeus)mais de 94 cmmais de 80 cm
Perímetro abdominal, risco muito aumentadomais de 102 cmmais de 88 cm
Razão cintura-anca0,90 ou mais0,85 ou mais
Razão cintura-alturamais de 0,5mais de 0,5
  • Perímetro abdominal: a meio caminho entre o bordo inferior da última costela palpável e o topo da crista ilíaca, na linha axilar média, no fim de uma expiração normal, com fita paralela ao chão.
  • No sul da Ásia e na China o limiar do homem desce para 90 cm.
  • Os 102 e 88 cm são também os limiares clássicos de obesidade central na síndrome metabólica.

Avaliar a obesidade clínica

  • História: evolução do peso, padrão alimentar e episódios de ingestão compulsiva, atividade física, sono, humor, fármacos, tentativas anteriores e o que o doente quer e está disposto a mudar.
  • Exame: peso, altura, perímetro abdominal; pressão arterial com braçadeira de tamanho adequado, porque a pequena dá valores falsamente altos; acantose nigricans; sinais de Cushing; edemas.
  • Análises a todos: glicemia em jejum ou hemoglobina glicada, perfil lipídico, transaminases, creatinina e albuminúria; TSH.
  • Conforme a clínica: estudo do sono, gasometria arterial, ecocardiograma, avaliação de fibrose hepática (índice FIB-4 e, se necessário, elastografia).

Causas secundárias

causapistascomo se estuda
Fármacosganho de peso depois de iniciarrever a lista
Hipotiroidismocansaço, obstipação; causa pouco pesoTSH
Síndrome de Cushingestrias violáceas largas, equimoses, miopatia proximal, osteoporose, hipocaliemiasó com pistas; a supressão com 1 mg de dexametasona é normal em 90% das pessoas com obesidade
Lesão hipotalâmicaganho rápido após tumor, cirurgia, radioterapia ou traumatismo cranianoressonância e eixos hipofisários
Insulinomahipoglicemias em jejum, come para as evitarglicemia e insulina durante a hipoglicemia
Formas genéticasobesidade grave antes dos 5 anos, hiperfagia, dismorfias, défice intelectualestudo genético dirigido

Fármacos que fazem ganhar peso

grupoexemplosalternativas mais neutras
Antidiabéticosinsulina, sulfonilureias, tiazolidinedionasmetformina, agonistas do recetor de GLP-1, inibidores do SGLT2
Antipsicóticosclozapina, olanzapina, risperidonaaripiprazol
Estabilizadores do humorlítio, valproatolamotrigina
Antidepressivostricíclicos, inibidores da monoamina oxidase, paroxetina, mirtazapinabupropiom
Antiepiléticosvalproato, gabapentina, carbamazepinatopiramato, lamotrigina
Hormonascorticoides
  • Anti-inflamatórios e bloqueadores dos canais de cálcio dão edema, não gordura.

Na população

  • As medidas estruturais têm mais alcance do que a educação isolada: tributação das bebidas açucaradas (em Portugal desde 2017, com reformulação dos produtos pela indústria), rotulagem, oferta alimentar nas escolas, restrição da publicidade dirigida a crianças e espaço urbano que convide a andar.
  • Em Portugal o enquadramento é o programa da DGS para a promoção da alimentação saudável.

Na consulta

  • Registar IMC e perímetro abdominal como sinal vital, e não só quando o doente traz o assunto.
  • Na obesidade pré-clínica: aconselhamento, vigilância periódica da função dos órgãos para diagnosticar cedo a obesidade clínica e, quando o risco é alto, intervenção para o reduzir.
  • Rastrear as complicações metabólicas e rever periodicamente os fármacos que fazem ganhar peso.

Momentos de risco

  • Gravidez (ganho excessivo e diabetes gestacional), pós-parto, menopausa, cessação tabágica, início de fármacos obesogénicos, imobilização e sono curto.
  • O ganho de peso depois de deixar de fumar não é razão para continuar a fumar.

Prevenir a diabetes

  • Em adultos com pré-diabetes, um programa com metas de perda de 7% do peso e 150 minutos de atividade física por semana reduziu a incidência de diabetes tipo 2 em 58%, contra 31% com metformina 850 mg duas vezes por dia.

Estigma

  • Linguagem centrada na pessoa («pessoa com obesidade») e pedir autorização antes de falar do peso.
  • O estigma afasta das consultas e leva a atribuir ao peso sintomas que noutro doente seriam investigados.

Objetivos

  • Tratar a obesidade clínica é corrigir a disfunção dos órgãos, e não chegar a um IMC normal. Na obesidade pré-clínica o objetivo é reduzir o risco.
  • Perdas modestas já melhoram a sensibilidade à insulina, a glicemia e a pressão arterial; uma meta inicial realista é 8 a 10% em 6 meses. A resolução da síndrome de obesidade-hipoventilação exige perdas de 25 a 30%, em regra só com cirurgia.
  • É doença crónica: o tratamento que funciona mantém-se.

Estilo de vida, em todos

  • Dieta: défice de 500 a 750 kcal por dia; a perda depende da redução calórica e da adesão, e não da proporção de hidratos de carbono, gorduras e proteínas. Alimentos de baixa densidade energética (sopa, fruta, legumes) ajudam a controlar a fome; os substitutos de refeição simplificam o controlo das porções.
  • Dietas de muito baixo valor calórico (cerca de 800 kcal por dia): só com supervisão médica e indicação que beneficie de perda rápida. Acima de 1,5 kg por semana o risco de litíase biliar sobe muito; o ácido ursodesoxicólico 600 mg por dia previne-a.
  • Atividade física: 150 a 300 minutos por semana de intensidade moderada, com treino de força em 2 ou mais dias. Faz perder pouco peso sozinha, mas é o que mais ajuda a mantê-lo; para manter são muitas vezes precisos mais de 300 minutos.
  • Terapia comportamental: automonitorização (registo alimentar, pesagem), controlo de estímulos, gestão do stress, resolução de problemas e contacto frequente.

Fármacos

Indicação: IMC 30 ou mais, ou 27 ou mais com pelo menos uma comorbilidade relacionada com o peso (disglicemia, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono), sempre associados ao estilo de vida.

fármacomecanismo e viaperda média nos ensaiosnotas
Orlistato 120 mg às refeições, 3 vezes por diainibe as lipases; bloqueia a absorção de cerca de 30% da gorduramodestaesteatorreia e urgência fecal; suplementar vitaminas lipossolúveis
Naltrexona com bupropiomantagonista opioide e inibidor da recaptação de dopamina e noradrenalina; atua nos neurónios POMCmodestasuspender se não perder 5% às 16 semanas
Liraglutido 3,0 mg subcutâneo diárioagonista do recetor de GLP-1cerca de 8% às 56 semanassuspender se não perder 5% às 12 semanas na dose de 3,0 mg
Semaglutido oral 25 mg diárioagonista do recetor de GLP-1cerca de 14% às 64 semanasaprovado na União Europeia em 2026
Semaglutido 2,4 mg subcutâneo semanalagonista do recetor de GLP-1cerca de 15% às 68 semanasdose de 7,2 mg semanal aprovada para quem precisa de mais
Tirzepatido 5 a 15 mg subcutâneo semanalagonista duplo dos recetores de GIP e de GLP-115 a 21% às 72 semanas, conforme a doseo mais eficaz dos disponíveis
  • Em comparação direta, o tirzepatido fez perder 20,2% contra 13,7% do semaglutido, às 72 semanas.
  • Em doentes com doença cardiovascular estabelecida e IMC 27 ou mais, sem diabetes, o semaglutido 2,4 mg reduziu os eventos cardiovasculares major em 20%.
  • Na apneia obstrutiva do sono moderada a grave com obesidade, o tirzepatido reduziu o índice de apneia-hipopneia em 20 a 24 eventos por hora mais do que o placebo.
  • O orforglipron, agonista oral não peptídico do recetor de GLP-1, que se toma sem jejum, foi aprovado nos Estados Unidos em 2026, com perda de cerca de 11% às 72 semanas.
  • O setmelanotido, agonista do MC4R, está aprovado para as deficiências de POMC, de pró-convertase 1 e do recetor da leptina, para a síndrome de Bardet-Biedl e, desde 2026, para a obesidade hipotalâmica adquirida a partir dos 4 anos.
  • Em Portugal estão disponíveis orlistato, naltrexona com bupropiom, liraglutido, semaglutido e tirzepatido para a obesidade, e nenhum é comparticipado nesta indicação; o modelo de comparticipação está em decisão.

Segurança dos agonistas do recetor de GLP-1

  • Náuseas, vómitos, diarreia e obstipação, sobretudo na escalada de dose, que por isso é lenta. Desidratação que pode agravar a função renal.
  • Pancreatite: suspender se suspeita e não retomar se confirmada. Litíase biliar. Agravamento transitório da retinopatia diabética com a descida rápida da glicemia. Neuropatia ótica isquémica anterior não arterítica com semaglutido: perda súbita de visão obriga a avaliação oftalmológica.
  • Com insulina ou sulfonilureia, reduzir a dose destas ao iniciar, pelo risco de hipoglicemia.
  • Não se usam na gravidez; o semaglutido suspende-se pelo menos 2 meses antes de uma gravidez planeada.
  • Carcinoma medular da tiroide: os tumores de células C surgem em roedores; nos Estados Unidos a história pessoal ou familiar de carcinoma medular ou de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 é contraindicação, enquanto o folheto europeu considera a relevância humana baixa.
  • Suspender o fármaco devolve a maior parte do peso perdido. Na perda rápida perde-se também massa magra, e a proteína e o treino de força contrariam-no.

Cirurgia metabólica e bariátrica

19912022
Sem comorbilidadeIMC 40 ou maisIMC 35 ou mais, com ou sem comorbilidades
Com comorbilidadeIMC 35 ou maisIMC 30 a 34,9 com doença metabólica; na diabetes tipo 2 recomenda-se a partir de IMC 30
População asiáticaproposta a partir de IMC 27,5
  • A gastrectomia vertical (sleeve) tira cerca de 80% do estômago ao longo da grande curvatura; é hoje muito realizada, mas agrava ou provoca refluxo gastroesofágico, pelo que o refluxo pesa contra ela.
  • O bypass gástrico em Y de Roux é restritivo e disabsortivo; perda média de 30 a 35% do peso total, mantida em cerca de 60% aos 5 anos.
  • A derivação biliopancreática com switch duodenal faz perder mais, com mais complicações nutricionais.
  • O mecanismo é sobretudo hormonal e neural: sobem o GLP-1 e o péptido YY, mudam a grelina, os ácidos biliares e a microbiota. Por isso a glicemia melhora antes de haver grande perda de peso.
  • Mortalidade aos 30 dias abaixo de 1%, no bypass 0,3 a 0,5%.
  • Exige avaliação multidisciplinar, incluindo psicológica, e seguimento para toda a vida.
Obesidade: escada terapêutica e limiares atuais Doença crónica: sobe-se de degrau, mas nenhum degrau inferior é abandonado. intensificação 3 Cirurgia metabólica e bariátrica Limiares de entrada: o que mudou em 2022 Consenso de 1991 superado IMC ≥40 sem comorbilidade IMC ≥35 com comorbilidade grave Cirurgia como último recurso Critérios de 2022 IMC ≥35, com ou sem comorbilidade IMC 30 a 34,9 com doença metabólica (a diabetes tipo 2 é o exemplo maior) Na população asiática os limiares descem: a cirurgia propõe-se a partir de IMC 27,5. 2 Farmacoterapia Entrada: IMC ≥30, ou IMC ≥27 com pelo menos uma comorbilidade do peso (disglicemia, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono). Nunca substitui o degrau 1. Fármaco Perda ponderal média nos ensaios Liraglutido 3,0 mg, subcutâneo diário cerca de 8% às 56 semanas Semaglutido oral 25 mg, diário cerca de 14% às 64 semanas Semaglutido 2,4 mg, subcutâneo semanal cerca de 15% às 68 semanas Tirzepatido 5 a 15 mg, subcutâneo semanal 15 a 21% às 72 semanas, conforme a dose Na doença cardiovascular sem diabetes, o semaglutido 2,4 mg reduz em 20% os eventos major ! Não se usam na gravidez; cautela na pancreatite prévia e na retinopatia diabética 1 Estilo de vida intensivo Base de todos os degraus: mantém-se sempre, em simultâneo com os de cima Défice calórico de 500 a 750 kcal por dia; a adesão pesa mais do que o padrão alimentar Atividade física de 150 a 300 minutos por semana, com treino de força 2 ou mais dias por semana Terapia comportamental com contacto frequente; meta inicial realista de 8 a 10% em 6 meses Limiares cirúrgicos: sociedades americana e internacional de cirurgia metabólica e bariátrica, 2022. Perdas ponderais: média no grupo tratado, contando todos os doentes aleatorizados.

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