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Pancreatite aguda e crónica

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 29 perguntas neste tema

Em resumo

A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, desencadeada pela ativação da tripsina dentro da própria glândula. Em cerca de oito em cada dez doentes é ligeira e resolve em poucos dias; nos restantes, a resposta inflamatória sistémica leva a falência de órgão, e é a falência que persiste além das 48 horas que define a forma grave e comanda a mortalidade precoce. A litíase biliar e o álcool são as causas dominantes, seguidas da hipertrigliceridemia, da CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), dos fármacos e da hipercalcemia.

Apresenta-se como dor epigástrica intensa e contínua, muitas vezes com irradiação dorsal, náuseas e vómitos. O diagnóstico exige dois de três critérios: dor típica, lipase ou amilase pelo menos três vezes acima do limite superior do normal e imagem compatível. A ecografia à entrada procura a litíase; a tomografia só se justifica na dúvida diagnóstica ou quando o doente não melhora, e nunca antes das 72 horas para avaliar necrose.

O tratamento é de suporte e mudou nos últimos anos: fluidoterapia moderada com lactato de Ringer, dirigida a objetivos, alimentação oral precoce, nenhum antibiótico profilático e CPRE urgente só na colangite. Na pancreatite biliar ligeira, a colecistectomia faz-se no mesmo internamento. A necrose infetada trata-se em degraus, com antibiótico e drenagem endoscópica ou percutânea, adiando a intervenção para depois das quatro semanas e deixando a necrosectomia para quem não melhora com a drenagem.

A pancreatite crónica é outra doença: fibrose irreversível, sobretudo pelo álcool e pelo tabaco, que se manifesta por dor, insuficiência exócrina com esteatorreia e diabetes pancreatogénica (tipo 3c), frágil e propensa a hipoglicemia. Confirma-se por imagem (tomografia, colangiorressonância, ecoendoscopia), trata-se com abstinência, enzimas pancreáticas em dose suficiente às refeições e analgesia escalonada, e obriga a vigiar complicações que não se podem falhar: pseudoquisto, estenose biliar, trombose da veia esplénica e adenocarcinoma do pâncreas.

Referências

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29 perguntas sobre Pancreatite (aguda e crónica)

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