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Insuficiência vascular mesentérica

Matriz PNA:D · Diagnóstico

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema

Em resumo

Insuficiência vascular mesentérica é o nome comum a um grupo de doenças em que o fluxo que chega ao intestino não cobre o que ele consome. O intestino recebe sangue de três eixos, o tronco celíaco, a artéria mesentérica superior e a artéria mesentérica inferior, ligados por uma rede colateral rica, e é essa rede que explica por que uma oclusão lenta de um só vaso passa muitas vezes sem sintomas e uma oclusão súbita da mesentérica superior mata intestino em horas.

A isquemia mesentérica aguda é a forma que não se pode falhar. Em cerca de dois terços dos casos é uma oclusão arterial da mesentérica superior, e embolia e trombose repartem-se hoje em partes iguais, com as séries recentes a mostrar a trombose aterosclerótica a ganhar terreno; o resto é isquemia não oclusiva, no doente em choque, e trombose venosa mesentérica, num estado pró-trombótico. Atinge sobretudo o idoso: acima dos 75 anos é causa de abdómen agudo mais frequente do que a apendicite. O sinal que a denuncia é a dor intensa num abdómen que à palpação parece quase normal.

Nenhuma análise confirma ou exclui a isquemia: o lactato traduz hipoperfusão sistémica e os D-dímeros sobem em quase todo o abdómen agudo. O diagnóstico faz-se com angiotomografia urgente, em fase arterial e venosa, sem esperar pela função renal. O tratamento junta heparina, antibiótico e revascularização, de preferência antes de ressecar, com laparotomia quando há peritonite e reavaliação das ansas 24 a 48 horas depois. A forma não oclusiva trata-se corrigindo o choque, e a venosa com anticoagulação.

A isquemia mesentérica crónica, ou angina intestinal, é dor pós-prandial, medo de comer e emagrecimento num doente com aterosclerose, que costuma chegar depois de uma investigação por suspeita de neoplasia; resolve-se com revascularização, endovascular em primeiro lugar. A colite isquémica é a forma mais comum de isquemia intestinal: é do cólon, nasce do baixo fluxo nas zonas de fronteira, apresenta-se com dor súbita e sangue nas fezes e resolve na maioria com suporte. O que a distingue da isquemia da mesentérica superior é o prognóstico, com uma exceção a reter: a isquemia isolada do cólon direito comporta-se como isquemia do delgado.

Referências

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12 perguntas sobre Insuficiência vascular mesentérica

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