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Tromboembolismo venoso e tromboembolismo pulmonar

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 26 perguntas neste tema

Em resumo

O tromboembolismo venoso é uma doença com duas faces: a trombose venosa profunda, quase sempre dos membros inferiores, e a embolia pulmonar, em que um fragmento desse trombo se aloja na circulação pulmonar. Trata-se com os mesmos fármacos e decide-se a duração com os mesmos critérios. Nasce da tríade de Virchow (estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade), e os contextos de maior risco são a cirurgia major, o internamento por doença aguda, a neoplasia, a gravidez e o puerpério e os estrogénios; em cerca de 40% das embolias não se encontra fator predisponente.

A clínica é inespecífica: dor e edema unilateral da perna na trombose; dispneia inexplicada, dor pleurítica, síncope ou hemoptise na embolia. O diagnóstico segue sempre a mesma ordem. Primeiro estima-se a probabilidade clínica; se não for alta, os D-dímeros negativos excluem a doença; se for alta, ou se os D-dímeros vierem elevados, confirma-se por imagem, com ecografia de compressão na perna e angiotomografia no tórax. No doente em choque a ordem muda: o ecocardiograma à cabeceira decide.

A embolia estratifica-se pelo risco de morte precoce, e não pelo tamanho do trombo: alto risco é instabilidade hemodinâmica e pede reperfusão, em regra trombólise sistémica; o risco intermédio divide-se em alto e baixo pela disfunção do ventrículo direito e pela troponina, e trata-se com anticoagulação, deixando a trombólise para o resgate; o baixo risco pode tratar-se em ambulatório.

A base do tratamento é a anticoagulação durante pelo menos 3 meses, hoje com anticoagulantes orais diretos na maioria dos doentes. A duração depois disso decide-se pelo tipo de fator de risco: para aos 3 meses quando houve um fator transitório major, prolonga-se quando não houve fator identificável, quando ele persiste ou quando há recorrência. O que não se pode falhar: a heparina de baixo peso molecular na grávida, o antagonista da vitamina K na síndrome antifosfolipídica triplo positiva, a tromboflebite superficial perto da junção safeno-femoral tratada como trombose profunda, a dispneia que persiste meses depois da embolia investigada para hipertensão pulmonar tromboembólica crónica, e sobretudo a tromboprofilaxia de quem é internado.

Referências

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26 perguntas sobre Tromboembolismo venoso e tromboembolismo pulmonar

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