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Doenças vasculares da aorta e dos membros

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 32 perguntas neste tema

Em resumo

As doenças da aorta e das artérias dos membros partilham quase sempre a mesma parede doente e os mesmos fatores de risco: idade, tabaco, hipertensão e aterosclerose. O que as separa é o tempo. Umas crescem em silêncio durante anos e vigiam-se (o aneurisma da aorta abdominal, a doença arterial periférica); outras instalam-se em minutos e decidem-se em horas (a síndrome aórtica aguda e a isquemia aguda do membro).

O aneurisma da aorta abdominal é típico do homem idoso fumador, é assintomático até romper e a rotura mata a maioria dos doentes. Rastreia-se por ecografia, vigia-se com intervalos que encurtam à medida que o diâmetro cresce e repara-se a partir de 5,5 cm no homem e de 5,0 cm na mulher, ou antes se der sintomas ou crescer depressa. O aneurisma da aorta torácica tem mais vezes base genética e aparece em doentes mais novos.

Na disseção da aorta, a dor é súbita, máxima desde o início e muitas vezes interescapular. A classificação de Stanford decide o tratamento: o tipo A, que envolve a aorta ascendente, é cirurgia emergente; o tipo B trata-se com fármacos e só vai a reparação endovascular se complicar. Nos dois, o betabloqueante endovenoso entra primeiro, com alvo de frequência até 60 por minuto e sistólica abaixo de 120 mmHg.

A doença arterial periférica é sobretudo um marcador de risco cardiovascular: a maioria destes doentes morre do coração ou do cérebro, não do membro. Confirma-se com um índice tornozelo-braço de 0,90 ou menos e trata-se com cessação tabágica, estatina, antiagregante e exercício supervisionado; revasculariza-se a claudicação incapacitante que resiste a isto e a isquemia crónica ameaçadora do membro.

A isquemia aguda do membro é a emergência dos seis P. Parestesias e paralisia querem dizer que o membro está ameaçado: heparina endovenosa imediata e revascularização urgente. O membro já inviável amputa-se, porque revascularizá-lo devolve à circulação o conteúdo do músculo necrosado.

Referências

  1. Mazzolai L, Teixido-Tura G, Lanzi S, Boc V, Bossone E, Brodmann M, et al. 2024 ESC Guidelines for the management of peripheral arterial and aortic diseases. Eur Heart J. 2024;45(36):3538-700.
  2. Wanhainen A, Van Herzeele I, Bastos Goncalves F, Bellmunt Montoya S, Berard X, Boyle JR, et al. European Society for Vascular Surgery (ESVS) 2024 clinical practice guidelines on the management of abdominal aorto-iliac artery aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2024;67(2):192-331.
  3. Creager MA, Loscalzo J. Diseases of the aorta. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw-Hill; 2022. p. 2101-7.
  4. Creager MA, Loscalzo J. Arterial diseases of the extremities. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw-Hill; 2022. p. 2107-15.
  5. Lin PH, Bechara CF, Chen C, Veith FJ. Arterial disease. In: Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar TR, Dunn DL, Kao LS, Hunter JG, et al., editors. Schwartz's principles of surgery. 11th ed. New York: McGraw-Hill; 2019. Cap. 23.

32 perguntas sobre Doenças vasculares da aorta e dos membros

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