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Cardiopatia isquémica e síndromes coronárias agudas

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 27 de setembro de 2026 · 35 perguntas neste tema

Em resumo

A cardiopatia isquémica nasce quase sempre da aterosclerose das artérias coronárias e manifesta-se de duas formas. Na síndrome coronária crónica, uma placa estável estreita a artéria e o miocárdio só fica em sofrimento quando a necessidade de oxigénio sobe: é a angina de esforço, previsível e aliviada pelo repouso. Na síndrome coronária aguda, a placa rompe-se ou sofre erosão e forma-se um trombo por cima; o que decide o quadro é esse trombo, e não o grau de estenose que a placa causava antes.

O trombo que oclui a artéria dá enfarte com supradesnivelamento de ST, e o que não a oclui dá enfarte sem supradesnivelamento ou angina instável, que só a troponina separa. A quinta definição universal do enfarte, de 2026, classifica-o como primário (uma doença coronária aguda, quase sempre aterotrombose), secundário (desequilíbrio entre oferta e procura de oxigénio por outra doença aguda) ou associado a procedimento, e usa o percentil 99 da troponina específico de cada sexo.

O eletrocardiograma faz-se e lê-se nos primeiros 10 minutos. O supradesnivelamento persistente, e também os seus equivalentes, entre eles qualquer bloqueio de ramo com suspeita forte de isquemia em curso, conhecido ou não, pedem reperfusão imediata: angioplastia primária se o fio-guia puder passar a lesão em menos de 120 minutos após o diagnóstico, e fibrinólise nas primeiras 12 horas de sintomas se não puder, sempre seguida de transferência. Sem supradesnivelamento, a troponina de alta sensibilidade com colheitas às 0 e 1 hora confirma ou exclui o enfarte, e o risco dita se a coronariografia é imediata, nas primeiras 24 horas, no internamento ou seletiva.

Todos recebem dupla antiagregação, em regra durante 12 meses, e anticoagulação parentérica na fase aguda. O que não se pode falhar: o ventrículo direito no enfarte inferior, que pede fluidos e proíbe nitratos; as complicações mecânicas entre o terceiro e o sétimo dia, com sopro novo e choque; e a prevenção secundária, com LDL abaixo de 55 mg/dL e redução de pelo menos 50%, estatina de alta intensidade logo no internamento, reabilitação cardíaca e vacina da gripe, que decide o prognóstico a longo prazo.

Na síndrome coronária crónica, a probabilidade pré-teste escolhe o exame, a angiotomografia coronária exclui doença quando a probabilidade é baixa ou moderada, o betabloqueante e o bloqueador dos canais de cálcio aliviam a angina, e a revascularização decide-se em equipa, com a cirurgia favorecida no tronco comum e no diabético com doença de vários vasos.

Referências

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  9. Instituto Nacional de Emergência Médica. Via Verde Coronária. Lisboa: INEM; 2024.

35 perguntas sobre Cardiopatia isquémica e síndromes coronárias agudas

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