Abordagem ao doente com palpitações
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 12 perguntas neste tema
Palpitação é a perceção consciente e incómoda do próprio batimento cardíaco: rápido, forte, irregular ou em falha. É das queixas mais frequentes nos cuidados de saúde primários e na urgência, e na grande maioria dos doentes tem causa benigna. A mortalidade associada é baixa, e a abordagem existe para separar a minoria com arritmia perigosa ou doença estrutural da maioria que precisa de uma explicação e não de exames em série.
As causas arrumam-se em cinco grupos: arritmias, que explicam 41% dos casos numa série clássica; doença cardíaca estrutural; ansiedade e pânico, cerca de um terço; causas sistémicas que aumentam o débito, como o hipertiroidismo, a anemia, a febre ou a gravidez; e fármacos e substâncias. A história faz a maior parte do diagnóstico: regular ou irregular, início e fim súbitos ou graduais, o que desencadeia e o que faz parar, e a forma como o doente descreve a sensação.
Síncope, dor torácica, dispneia, palpitações no esforço, cardiopatia estrutural conhecida e morte súbita precoce na família são os sinais de alarme: tiram o doente do grupo de baixo risco e pedem investigação rápida. Todos fazem ECG de 12 derivações, à procura de pré-excitação, QT longo, ondas Q, hipertrofia ou bloqueios; um ECG normal fora da crise não exclui uma arritmia paroxística, e por isso o passo decisivo é registar o ritmo durante os sintomas, com um método escolhido pela frequência das crises.
Perante uma taquicardia documentada, a primeira pergunta é a estabilidade: choque, síncope, isquemia ou insuficiência cardíaca pedem cardioversão elétrica sincronizada. No doente estável decide a largura e a regularidade dos complexos: a taquicardia regular de complexos estreitos trata-se com manobra vagal modificada e adenosina; a de complexos largos presume-se ventricular; na fibrilhação auricular controla-se a frequência e decide-se a anticoagulação pelo CHA₂DS₂-VA. O que não se pode falhar é a fibrilhação pré-excitada, rápida, irregular e de complexos largos, em que nenhum fármaco que bloqueie o nó auriculoventricular pode ser dado.
Causas que não se podem falhar
- Taquicardia ventricular, sobretudo sobre cicatriz de enfarte ou miocardiopatia: pré-síncope, síncope, má tolerância.
- Fibrilhação auricular pré-excitada num doente com via acessória: taquicardia irregular, muito rápida e de complexos largos, que pode degenerar em fibrilhação ventricular.
- Síndromes arrítmicas hereditárias num coração estruturalmente normal: QT longo, síndrome de Brugada, taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica.
- Miocardiopatias: hipertrófica, dilatada, arritmogénica do ventrículo direito.
- Bloqueio auriculoventricular de alto grau, em que as palpitações vêm dos batimentos de escape e das extrassístoles.
- Fibrilhação auricular não diagnosticada, pelo risco de acidente vascular cerebral.
Cinco grupos de causas
| grupo | exemplos | pistas |
|---|---|---|
| Arritmias | extrassístoles, reentrada nodal, reentrada por via acessória, taquicardia auricular, fibrilhação e flutter, taquicardia ventricular, bradiarritmias | início e fim súbitos, ritmo rápido sustentado, irregularidade, pulsação no pescoço, fim com manobra vagal |
| Doença estrutural | prolapso da válvula mitral, valvulopatias, miocardiopatias, enfarte prévio, cardiopatia congénita | sopro, insuficiência cardíaca, síncope, morte súbita na família |
| Psicogénicas | pânico, ansiedade generalizada, perturbação de sintomas somáticos | início e fim graduais, parestesias, sensação de catástrofe; diagnóstico de exclusão |
| Sistémicas | hipertiroidismo, anemia, febre, hipoglicemia, hipovolemia, feocromocitoma, gravidez | taquicardia sinusal, sintomas da doença de base |
| Fármacos e substâncias | cafeína, álcool, nicotina, cocaína, anfetaminas, descongestionantes com pseudoefedrina, agonistas beta-2, teofilina, levotiroxina em excesso; suspensão abrupta de betabloqueante | relação temporal, melhoria ao parar |
Mecanismos das arritmias
- Reentrada: duas vias com condução e recuperação diferentes fechadas em circuito. Liga e desliga como um interruptor, e dá uma taquicardia regular de início e fim súbitos. É o mecanismo da reentrada nodal, da reentrada por via acessória, do flutter e da taquicardia ventricular de cicatriz. Quando o nó auriculoventricular faz parte do circuito, bloqueá-lo por instantes, com manobra vagal ou adenosina, termina a taquicardia.
- Automatismo aumentado: um foco que dispara mais depressa do que o nó sinusal. Depende do tónus autonómico e das catecolaminas, e por isso instala-se e resolve devagar: taquicardia sinusal, taquicardia auricular focal.
- Atividade desencadeada: pós-despolarizações a seguir a um potencial de ação. As precoces, favorecidas pelo QT longo, pela bradicardia e pela hipocaliemia, estão na origem da torsade de pointes; as tardias, por sobrecarga de cálcio, na da toxicidade digitálica.
A assinatura de cada arritmia
| arritmia | ritmo | o que a distingue |
|---|---|---|
| Extrassístoles | isoladas | falha seguida de batimento forte; benignas no coração normal, mas uma carga de extrassístoles ventriculares de 10% ou mais pode causar miocardiopatia |
| Taquicardia sinusal | regular | início e fim graduais, proporcional ao esforço, à febre ou à emoção |
| Reentrada nodal | regular | a taquicardia supraventricular paroxística mais comum; mais frequente na mulher; aurícula e ventrículo contraem ao mesmo tempo com a tricúspide fechada, e o doente sente pulsações rápidas e fortes no pescoço (sinal da rã); pode terminar com poliúria |
| Reentrada por via acessória | regular | a proporção desce com a idade; com pré-excitação no ECG basal (Wolff-Parkinson-White), o perigo é a fibrilhação auricular conduzida pela via |
| Fibrilhação auricular | irregularmente irregular | sem ondas P; muitas vezes assintomática; associa-se a hipertensão, idade, álcool, apneia do sono, hipertiroidismo |
| Flutter auricular | regular, ou irregular com condução variável | ondas em dente de serra; com condução 2 para 1, a frequência ventricular fica fixa à volta de 150 por minuto |
| Taquicardia ventricular | regular | cardiopatia estrutural, má tolerância, dissociação auriculoventricular com ondas A em canhão no pulso venoso; no coração normal, as idiopáticas do trato de saída e fascicular |
A síndrome de Wolff-Parkinson-White é a via acessória com pré-excitação: PR curto e onda delta em ritmo sinusal. É padrão quando não há taquicardia e síndrome quando há.
Eletrocardiograma
O ECG de 12 derivações faz-se a todos. Se apanha a arritmia, faz o diagnóstico; se está em ritmo sinusal, procura-se o substrato:
- PR curto e onda delta: pré-excitação;
- QT longo, ou QT curto;
- padrão de Brugada tipo 1 em V1 ou V2;
- ondas Q de enfarte antigo;
- hipertrofia ventricular esquerda com ondas Q septais profundas, da miocardiopatia hipertrófica;
- ondas T negativas de V1 a V3, da miocardiopatia arritmogénica do ventrículo direito;
- bloqueios auriculoventriculares ou de ramo, bradicardia.
Na fibrilhação auricular, o diagnóstico exige documentação em ECG: um traçado de 12 derivações, ou de uma derivação durante 30 segundos, sem ondas P repetidas e com intervalos RR irregulares. A fibrilhação detetada por um relógio ou outro dispositivo confirma-se com ECG antes de tratar.
Taquicardia de complexos largos em crise
A favor de origem ventricular: cardiopatia estrutural conhecida, sobretudo enfarte prévio; dissociação auriculoventricular; batimentos de captura e de fusão; concordância dos complexos em todas as precordiais. Na dúvida trata-se como ventricular, que é o erro que custa menos.
Registar o ritmo durante os sintomas
O método escolhe-se pela frequência das crises: quanto mais raras, mais longo o registo.
| frequência das crises | método |
|---|---|
| Diárias | Holter de 24 a 48 horas |
| Semanais a mensais | registador de eventos externo, ativado pelo doente, durante até 3 a 4 semanas |
| Raras, ou com síncope | registador implantável subcutâneo, que monitoriza até cerca de 3 anos |
| Complemento | relógio ou aparelho de ECG de uma derivação, que o doente usa na crise |
O diagnóstico faz-se pela correlação entre o sintoma e o ritmo: palpitações com ritmo sinusal no registo excluem arritmia como causa daquele sintoma.
Exames complementares
- Análises: hemograma, TSH, ionograma com potássio e magnésio, glicemia; outras segundo a história.
- Ecocardiograma: sempre que se suspeita de doença estrutural (sopro, ECG anormal, insuficiência cardíaca, arritmia documentada, alarmes).
- Prova de esforço: quando as palpitações surgem no esforço; reproduz as arritmias dependentes das catecolaminas.
- Ressonância magnética cardíaca: quando o ECG e o ecocardiograma deixam dúvida sobre uma miocardiopatia.
- Estudo eletrofisiológico: no doente com cardiopatia estrutural significativa ou com palpitações seguidas de síncope, vem em regra antes da monitorização ambulatória; nos outros, quando os registos são repetidamente negativos e a suspeita de arritmia persiste.
Rastreio da fibrilhação assintomática
Muita fibrilhação auricular não dá palpitações e apresenta-se com um acidente vascular cerebral. Deve considerar-se o rastreio populacional com registo de ECG prolongado a partir dos 75 anos, ou a partir dos 65 com outros fatores do CHA₂DS₂-VA.
Palpitações benignas
Extrassístoles isoladas num coração normal por história, exame e ECG, ou palpitações de ansiedade sem alarmes e com avaliação normal: explica-se a natureza benigna, reduz-se a cafeína, o álcool, a nicotina e os estimulantes, revêem-se os fármacos, e o doente volta se as palpitações aumentarem ou surgir síncope, dor ou dispneia. Não se para um betabloqueante de repente.
Extrassístoles ventriculares frequentes pedem Holter para medir a carga e ecocardiograma: com carga de 10% ou mais, ou com fração de ejeção a descer, vigia-se a função ventricular e trata-se, com betabloqueante ou ablação, que costuma recuperar a função.
Taquicardia documentada: o algoritmo
| situação | conduta |
|---|---|
| Instável: choque, síncope, isquemia do miocárdio, insuficiência cardíaca | cardioversão elétrica sincronizada, com sedação ou anestesia no doente consciente; na fibrilhação auricular, choque inicial na energia máxima do desfibrilhador; no flutter e na supraventricular, 70 a 120 J, subindo a energia se falhar; na ventricular com pulso, 120 a 150 J |
| Estável, complexos estreitos, regular | manobra vagal modificada; depois adenosina; se falhar, verapamilo, diltiazem ou betabloqueante endovenosos |
| Estável, complexos estreitos, irregular | fibrilhação auricular ou flutter com condução variável: controlo da frequência, anticoagulação pelo CHA₂DS₂-VA e decisão sobre o ritmo |
| Estável, complexos largos, regular | presume-se ventricular: cardioversão elétrica, ou procainamida ou amiodarona endovenosas; adenosina só se a supraventricular com aberrância for provável e não houver pré-excitação |
| Complexos largos, irregular e muito rápida | fibrilhação pré-excitada: cardioversão elétrica; se estável, ibutilida ou procainamida endovenosas |
| Polimórfica com QT longo (torsade de pointes) | sulfato de magnésio, correção do potássio, suspensão dos fármacos que alongam o QT; se recorre, aumentar a frequência com isoprenalina ou pacing |
Se a cardioversão falha e o doente continua instável, dá-se amiodarona ou procainamida e repete-se o choque. O choque tem de ser sincronizado com a onda R: um choque dado sobre a onda T pode desencadear fibrilhação ventricular.
Manobra vagal modificada: o doente semissentado sopra numa seringa de 10 mL com força suficiente para mover o êmbolo, e a seguir é deitado com as pernas elevadas. Reverte mais do que a manobra de Valsalva clássica (43% contra 17%). A massagem do seio carotídeo faz-se com monitorização, sempre de um só lado e no máximo durante 5 segundos, e evita-se com sopro carotídeo, acidente isquémico transitório ou acidente vascular cerebral prévios.
Doses endovenosas
| fármaco | dose | onde se usa | cuidados |
|---|---|---|---|
| Adenosina | 6 mg em bólus rápido numa veia proximal, seguido de soro; depois 12 mg; considerar 18 mg | taquicardia regular de complexos estreitos | avisar do rubor e da opressão torácica de segundos; com pré-excitação no ECG basal usa-se com cautela e com o desfibrilhador à mão, porque pode desencadear fibrilhação auricular rápida |
| Verapamilo | na supraventricular, 0,075 a 0,15 mg/kg (em média 5 a 10 mg) em 2 minutos; na fibrilhação ou flutter, 2,5 a 10 mg em 5 minutos | supraventricular que não cede à adenosina; controlo da frequência | não com hipotensão, fração de ejeção de 40% ou menos, suspeita de ventricular ou pré-excitação |
| Diltiazem | 0,25 mg/kg (em média 20 mg); na supraventricular em 2 minutos; na fibrilhação ou flutter em 5 minutos, seguido de perfusão de 5 a 15 mg/h | como o verapamilo | como o verapamilo |
| Metoprolol | bólus de 2,5 a 5 mg em 2 minutos, repetidos até 15 mg | supraventricular; controlo da frequência | não na insuficiência cardíaca descompensada nem no broncospasmo grave |
| Esmolol | 500 microgramas/kg em 1 minuto, depois 50 a 300 microgramas/kg/min | controlo da frequência | semivida de cerca de 9 minutos, útil no doente frágil |
| Digoxina | 0,5 mg em bólus; 0,75 a 1,5 mg em 24 horas, em doses divididas | fibrilhação com insuficiência cardíaca ou fração de ejeção baixa | ajustar ao rim; ação lenta |
| Amiodarona | instável depois de cardioversão falhada: 300 mg em 10 a 20 minutos e novo choque; taquicardia de complexos largos estável: 300 mg em 10 a 60 minutos; fibrilhação auricular: 300 mg em 30 a 60 minutos, de preferência por via central; depois, perfusão de 900 mg em 24 horas na instabilidade pós-cardioversão e na larga estável; na fibrilhação auricular, 900 a 1200 mg em 24 horas | complexos largos; fibrilhação com fração de ejeção baixa ou instabilidade | contraindicada na fibrilhação pré-excitada |
| Procainamida | 10 a 15 mg/kg em 20 minutos | complexos largos; fibrilhação pré-excitada | hipotensão; não na insuficiência cardíaca grave |
| Sulfato de magnésio | 2 g (8 mmol) em 10 minutos, repetível uma vez | torsade de pointes | eficaz mesmo com magnesemia normal |
Fibrilhação e flutter auriculares
- Frequência: alvo inicial abaixo de 110 por minuto em repouso, mais apertado se os sintomas persistirem. Com fração de ejeção acima de 40%: betabloqueante, diltiazem, verapamilo ou digoxina. Com fração de 40% ou menos: betabloqueante, digoxina, ou os dois; nunca verapamilo nem diltiazem.
- Anticoagulação: decide-se pelo CHA₂DS₂-VA, esteja o doente em ritmo sinusal ou não, e não pela estratégia de ritmo. Recomenda-se com 2 pontos ou mais e considera-se com 1. Prefere-se um anticoagulante oral direto (apixabano, rivaroxabano, edoxabano ou dabigatrano) ajustado ao rim, à idade e ao peso; a varfarina, com INR entre 2 e 3, fica para a prótese valvular mecânica e a estenose mitral moderada a grave. A antiagregação não é alternativa. O risco hemorrágico serve para corrigir o que é corrigível (tensão arterial, álcool, anti-inflamatórios, antiagregantes desnecessários), não para negar a anticoagulação.
- Cardioversão: com fibrilhação há menos de 24 horas pode fazer-se logo. Com 24 horas ou mais, ou início desconhecido, exige 3 semanas de anticoagulação terapêutica ou um ecocardiograma transesofágico sem trombo. Depois, anticoagulação durante pelo menos 4 semanas em todos, mesmo com CHA₂DS₂-VA de 0; só é opcional se o início foi seguramente há menos de 24 horas e o risco embólico é baixo. No doente instável a cardioversão não espera, e a anticoagulação inicia-se o mais cedo possível.
- O flutter segue as mesmas regras de anticoagulação; o controlo da frequência é mais difícil, e a ablação do istmo cavotricúspide trata o flutter típico.
| CHA₂DS₂-VA | critério | pontos |
|---|---|---|
| C | insuficiência cardíaca sintomática, qualquer que seja a fração de ejeção, ou fração de 40% ou menos sem sintomas | 1 |
| H | hipertensão: tensão acima de 140/90 mmHg em duas ocasiões, ou tratamento anti-hipertensor | 1 |
| A | idade de 75 anos ou mais | 2 |
| D | diabetes | 1 |
| S | acidente vascular cerebral, acidente isquémico transitório ou embolia arterial prévios | 2 |
| V | doença coronária, doença arterial periférica ou placa aórtica complexa | 1 |
| A | idade de 65 a 74 anos | 1 |
O sexo feminino deixou de contar.
Fibrilhação pré-excitada
É uma taquicardia irregular, muito rápida e de complexos largos num doente com via acessória. O nó auriculoventricular é o travão, e bloqueá-lo deixa a condução seguir pela via, o que pode levar a fibrilhação ventricular. Por isso estão proibidos a adenosina, o verapamilo, o diltiazem, os betabloqueantes, a digoxina e a amiodarona endovenosa. Trata-se com cardioversão elétrica, ou, se o doente está estável, com ibutilida ou procainamida endovenosas; a flecainida e a propafenona são alternativa, com cautela, fora da doença estrutural ou isquémica.
Bradicardia com sinais adversos
Atropina 500 microgramas endovenosa, repetível a cada 3 a 5 minutos até 3 mg. Se não resulta, isoprenalina, a começar em 5 microgramas por minuto, ou adrenalina, 2 a 10 microgramas por minuto; glucagon, 3 a 10 mg endovenosos, se a causa é um betabloqueante ou um bloqueador dos canais de cálcio; e pacing, transcutâneo como ponte para o transvenoso. No bloqueio de alto grau com complexos largos a atropina não funciona e pode agravar o bloqueio.
Grávida
As palpitações são frequentes e quase sempre benignas, mas a gravidez pode desencadear ou agravar taquicardias supraventriculares, e obriga a pensar no hipertiroidismo e na miocardiopatia periparto. Na crise: manobras vagais e, se falham, adenosina. A cardioversão elétrica é segura em todas as fases da gravidez e é a primeira escolha na instabilidade, com vigilância da frequência cardíaca fetal a seguir. Para prevenir: betabloqueante seletivo beta-1, mas não o atenolol, que se associa a restrição do crescimento fetal; o verapamilo é segunda linha; o diltiazem e a amiodarona evitam-se.
Referências
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- Brugada J, Katritsis DG, Arbelo E, Arribas F, Bax JJ, Blomström-Lundqvist C, et al. 2019 ESC Guidelines for the management of patients with supraventricular tachycardia. Eur Heart J. 2020;41(5):655-720.
- Zeppenfeld K, Tfelt-Hansen J, de Riva M, Winkel BG, Behr ER, Blom NA, et al. 2022 ESC Guidelines for the management of patients with ventricular arrhythmias and the prevention of sudden cardiac death. Eur Heart J. 2022;43(40):3997-4126.
- Soar J, Böttiger BW, Carli P, Carmona Jiménez F, Cimpoesu D, Cole G, et al. European Resuscitation Council Guidelines 2025: adult advanced life support. Resuscitation. 2025;215:110769.
- Raviele A, Giada F, Bergfeldt L, Blanc JJ, Blomstrom-Lundqvist C, Mont L, et al. Management of patients with palpitations: a position paper from the European Heart Rhythm Association. Europace. 2011;13(7):920-34.
- Wing EJ, Schiffman FJ, editores. Cecil essentials of medicine. 10.ª ed. Filadélfia: Elsevier; 2022. Evaluation of the patient with cardiovascular disease.
12 perguntas sobre Abordagem ao doente com palpitações
Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.
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