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Parto anormal e vigilância fetal intraparto

Matriz PNA:D · Diagnóstico

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 21 perguntas neste tema

Em resumo

O parto anormal reúne o trabalho de parto que não progride, as apresentações que o dificultam, as emergências do período expulsivo e a vigilância que procura o feto em hipoxia. O que os liga é o momento: tudo acontece com a mulher em trabalho de parto, e a decisão é quase sempre entre esperar, corrigir ou fazer nascer.

A distocia nasce da força, do feto ou do canal. A fase ativa começa aos 6 cm para o colégio americano e aos 5 cm para a DGS, e só aí se pode falar de paragem: 4 horas sem progressão com contrações adequadas, ou 6 horas com ocitocina se forem inadequadas. A fase latente prolongada, com mãe e feto bem, não é motivo de cesariana. O segundo estadio considera-se prolongado acima de 3 horas de puxos na nulípara e 2 na multípara.

A cardiotocografia contínua reduz as convulsões neonatais mas não a paralisia cerebral nem a mortalidade, e aumenta as cesarianas, porque é sensível e pouco específica. Lê-se sempre pela mesma ordem e classifica-se, pela federação internacional de ginecologia e obstetrícia (FIGO), em normal, suspeita ou patológica. Perante um traçado alterado corrige-se primeiro a causa, e a mais frequente é a atividade uterina excessiva: reduzir ou parar a ocitocina é o primeiro gesto.

A distocia de ombros é imprevisível e resolve-se com uma sequência treinada: pedir ajuda, McRoberts e pressão suprapúbica, e depois manobras internas ou quatro apoios. O prolapso do cordão pede elevação da apresentação e parto imediato. O parto instrumentado exige dilatação completa, cabeça encravada e posição conhecida, e a ventosa evita-se abaixo das 32 semanas.

O que não se pode falhar é a pressão no fundo do útero na distocia de ombros, a ocitocina mantida com um traçado patológico, a bradicardia súbita na mulher com cesariana anterior, que é rotura uterina até prova em contrário, e a amniotomia com a apresentação alta.

Referências

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  3. Casanova R, Chuang A, Goepfert AR, Hueppchen NA, Weiss PM, editors. Beckmann and Ling's obstetrics and gynecology. 8th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2019. Chapter 16, Third-trimester bleeding; p. 389.
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21 perguntas sobre Parto anormal e vigilância fetal intraparto

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