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Gravidez múltipla

Matriz PNA:D · Diagnóstico

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 14 perguntas neste tema

Em resumo

A gravidez múltipla é pouco frequente, mas pesa muito na morbimortalidade perinatal. A gemelaridade espontânea ronda 1 em 80 gestações; a gemelaridade monozigótica é constante no mundo, cerca de 1 em 250, e o que faz variar a frequência é a dizigótica, que aumenta com a idade materna, a paridade, a história familiar e, sobretudo, com a procriação medicamente assistida e a indução da ovulação.

O que decide o prognóstico, a vigilância e a data do parto não é a zigotia, é a corionicidade. Determina-se na ecografia do primeiro trimestre, antes das 13 semanas e 6 dias, pela inserção da membrana na placenta: sinal do lambda na dicoriónica, sinal do T na monocoriónica. Na dúvida, gere-se como monocoriónica. A dicoriónica faz ecografia a cada 4 semanas depois da morfológica e nasce às 37 semanas; a monocoriónica faz ecografia a cada 2 semanas desde as 16 e nasce às 36.

Todas as gemelares partilham os riscos da sobredistensão e da sobrecarga materna: parto pré-termo, que atinge cerca de 60% antes das 37 semanas, pré-eclâmpsia, anemia, diabetes gestacional, restrição de crescimento e hemorragia pós-parto. As monocoriónicas somam as complicações das anastomoses da placenta partilhada: transfusão feto-fetal, sequência anemia-policitemia, restrição de crescimento seletiva, sequência de perfusão arterial reversa, e a lesão do sobrevivente quando um dos gémeos morre.

O que não se pode falhar é a corionicidade por determinar no primeiro trimestre, a monocoriónica vigiada ao ritmo da dicoriónica, a discordância de líquido amniótico que anuncia a transfusão feto-fetal, tratada com laser, e a cesariana emergente feita depois da morte de um gémeo monocoriónico, que já não protege o outro.

Referências

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  2. Beckmann CRB, Herbert W, Laube D, Ling F, Smith R, Casanova R, et al. Beckmann and Ling's obstetrics and gynecology. 8.ª ed. Filadélfia: Wolters Kluwer; 2019. Capítulo 13 (Multifetal gestation).
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists; Society for Maternal-Fetal Medicine. Multifetal gestations: twin, triplet, and higher-order multifetal pregnancies. ACOG Practice Bulletin No. 231. Obstet Gynecol. 2021;137(6):e145-62.
  4. American College of Obstetricians and Gynecologists; Society for Maternal-Fetal Medicine. Low-dose aspirin use for the prevention of preeclampsia and related morbidity and mortality. Practice Advisory. Washington, DC: ACOG; 2021.
  5. National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in pregnancy: diagnosis and management. NICE guideline NG133. Londres: NICE; 2019, atualizada em 2023.
  6. Quintero RA, Morales WJ, Allen MH, Bornick PW, Johnson PK, Kruger M. Staging of twin-twin transfusion syndrome. J Perinatol. 1999;19(8 Pt 1):550-5.
  7. Gratacós E, Lewi L, Muñoz B, Acosta-Rojas R, Hernandez-Andrade E, Martinez JM, et al. A classification system for selective intrauterine growth restriction in monochorionic pregnancies according to umbilical artery Doppler flow in the smaller twin. Ultrasound Obstet Gynecol. 2007;30(1):28-34.

14 perguntas sobre Gravidez múltipla

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