Menopausa
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 18 perguntas neste tema
A menopausa é a última menstruação, e só se reconhece olhando para trás: quando passaram 12 meses de amenorreia sem outra causa. Resulta do esgotamento dos folículos ováricos e acontece, em média, por volta dos 51 anos, habitualmente entre os 45 e os 55. Antes dela há uma transição de alguns anos, com ciclos irregulares e estradiol a oscilar, que é a fase mais sintomática.
O quadro tem duas faces. Os sintomas vasomotores, afrontamentos e suores noturnos, atingem 75 a 80% das mulheres e duram em média 7 a 9 anos; nascem do estreitamento da zona termoneutra do hipotálamo, onde os neurónios de kisspeptina, neurocinina B e dinorfina ficam desinibidos sem estrogénio. A síndrome geniturinária, com secura, dispareunia e sintomas urinários, aparece mais tarde e, ao contrário dos afrontamentos, agrava-se com o tempo. A longo prazo, a carência de estrogénio acelera a perda óssea e acompanha a subida do risco cardiovascular.
Depois dos 45 anos o diagnóstico é clínico e não se doseia a FSH. Abaixo dos 40 anos pensa-se em insuficiência ovárica prematura, que se confirma com a FSH e se investiga (cariótipo, pré-mutação do FMR1, anticorpos anti-21-hidroxilase).
A terapêutica hormonal é o tratamento mais eficaz dos sintomas vasomotores e da síndrome geniturinária e previne a perda óssea. O balanço é favorável quando se inicia antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos depois da menopausa; com útero leva sempre progestativo; a via transdérmica não aumenta o risco tromboembólico, ao contrário da oral. Quem não pode ou não quer hormonas tem alternativas eficazes: os antagonistas dos recetores da neurocinina (fezolinetant, elinzanetant), alguns antidepressivos e a gabapentina. Na síndrome geniturinária isolada, o estrogénio vaginal de baixa dose basta e dispensa progestativo.
O que não se pode falhar: investigar qualquer hemorragia depois da menopausa, que é cancro do endométrio até prova em contrário; nunca dar estrogénio sem progestativo a quem tem útero; não prescrever hormonas para prevenir doença cardiovascular ou demência; e, na mulher com menos de 45 anos, repor hormona até à idade habitual da menopausa, porque aí o perigo está em não a dar.
O eixo na transição
O capital de oócitos é fixo e esgota-se por atresia e ovulação: 1 a 2 milhões ao nascer, cerca de 400 000 na puberdade, e poucos ovulados ao longo da vida. Os folículos que restam respondem cada vez pior à FSH.
- A inibina B, das células da granulosa, é a primeira a descer, a par da hormona antimülleriana. Como travava a hipófise, a sua queda deixa a FSH subir anos antes da última menstruação.
- O estradiol não cai de forma linear: na transição oscila, com valores por vezes mais altos do que antes, o que explica a imprevisibilidade dos ciclos e dos sintomas. Só perto da última menstruação cai de forma sustentada.
- Esgotados os folículos, o estradiol ovárico cessa, a retroação negativa desaparece e a FSH e a LH (hormona luteinizante) ficam altas.
- O ovário pós-menopáusico não é inerte: as células do estroma, estimuladas pela LH, produzem androgénios, sobretudo testosterona. O estrogénio dominante passa a ser a estrona, formada por aromatização da androstenediona no tecido adiposo. Por isso a mulher obesa tem mais estrogénio circulante (e mais risco de hiperplasia do endométrio) e a magra tem mais sintomas.
- Com menos estrogénio desce a globulina de ligação das hormonas sexuais e sobe a testosterona livre, que explica algum hirsutismo facial.
Como a FSH oscila de dia para dia na transição, um doseamento isolado normal não a exclui e um elevado não a confirma.
Sintomas vasomotores
- O afrontamento é uma disfunção da termorregulação central. A carência de estrogénio estreita a zona termoneutra do hipotálamo: pequenas subidas da temperatura central, antes toleradas, passam o limiar superior e disparam a resposta de dissipação de calor (vasodilatação cutânea, rubor, sudorese), seguida de arrepio.
- No núcleo arqueado, os neurónios que coexpressam kisspeptina, neurocinina B e dinorfina projetam para o centro termorregulador. O estrogénio contém-nos; sem ele, hipertrofiam e a sinalização da neurocinina B no recetor NK3 fica desinibida.
- É este o passo que os antagonistas do recetor NK3 bloqueiam, o que explica a eficácia sem qualquer ação hormonal.
Síndrome geniturinária
- A vagina, o vestíbulo, a uretra e o trígono têm recetores de estrogénio e dependem dele para a trofia. Sem estrogénio o epitélio adelgaça, perde pregas, elasticidade, vascularização e lubrificação.
- Menos glicogénio nas células superficiais dá menos lactobacilos e menos ácido láctico: o pH vaginal, normalmente de 3,8 a 4,2, sobe acima de 4,5 e o meio fica vulnerável a infeções.
- Na uretra e no trígono, a atrofia dá urgência, disúria e infeções urinárias de repetição, e a perda de suporte favorece o prolapso e a incontinência de esforço.
Osso e sistema cardiovascular
- O estrogénio trava a reabsorção óssea: sem ele aumenta o ligando do RANK (recetor ativador do fator nuclear kappa B) e cai a osteoprotegerina. A perda óssea acelera perto da última menstruação e nos primeiros anos seguintes, cerca de 1 a 2% por ano, sobretudo no osso trabecular.
- Na transição sobem o colesterol total e as lipoproteínas de baixa densidade e descem as de alta densidade, acumula-se gordura visceral e instala-se disfunção endotelial. É o pano de fundo da subida do risco cardiovascular, não uma razão para prescrever hormonas.
Diagnóstico clínico
- A partir dos 45 anos não se pedem análises: a transição diagnostica-se por sintomas vasomotores com ciclos irregulares, e a menopausa por 12 meses de amenorreia (ou pelos sintomas, sem útero).
- Entre os 40 e os 45 anos, com sintomas ou alteração dos ciclos, pode dosear-se a FSH para confirmar.
- Sob contraceção hormonal a FSH pode estar baixa e não é interpretável.
Suspeita de insuficiência ovárica prematura (antes dos 40 anos)
Mulher com amenorreia ou ciclos irregulares há pelo menos 4 meses, com ou sem sintomas de carência:
- Teste de gravidez.
- FSH acima de 25 UI/L confirma o diagnóstico (não precisa de dia certo do ciclo). Se a contraceção combinada estiver a mascarar o quadro, suspende-se 2 a 6 semanas antes, com contraceção não hormonal.
- Se o resultado deixar dúvida, repete-se a FSH 4 a 6 semanas depois; a hormona antimülleriana ajuda a confirmar, mas nunca é o teste principal. O estradiol não faz o diagnóstico.
A ooforectomia bilateral antes dos 40 anos faz o diagnóstico por si. A guideline europeia de 2024 aceita uma só FSH elevada; a britânica mantém duas amostras separadas por 4 a 6 semanas.
Investigação da causa, que fica por encontrar na maioria:
- Cariótipo (síndrome de Turner e outras anomalias do X; se houver material do cromossoma Y, as gónadas retiram-se pelo risco de tumor).
- Pré-mutação do FMR1 (X frágil), em todas, com teste específico.
- Anticorpos anti-21-hidroxilase, os que melhor identificam a causa autoimune e o risco de doença de Addison.
- Não se pedem anticorpos anti-ovário, nem, por rotina, anticorpos antiperoxidase tiroideia.
- Causas iatrogénicas: quimioterapia (sobretudo alquilantes), radioterapia pélvica, cirurgia ovárica. Outras: galactosemia, parotidite, infeção por VIH.
Síndrome geniturinária
O diagnóstico é clínico, pelas queixas e pelo exame, com pH vaginal acima de 4,5. Exclui-se infeção (candidíase, vaginose, tricomoníase), dermatoses vulvares, incluindo o líquen escleroso, e alergia de contacto.
Diagnóstico diferencial
| Entidade | O que a sugere |
|---|---|
| Gravidez | amenorreia com ciclos ainda possíveis; a fertilidade cai mas não é nula |
| Doença da tiroide | afrontamentos, palpitações, alterações do humor e dos ciclos; pedir TSH (hormona estimulante da tiroide) |
| Hiperprolactinemia, amenorreia hipotalâmica | amenorreia com FSH normal ou baixa |
| Fármacos | análogos da GnRH (hormona libertadora das gonadotrofinas), inibidores da aromatase, tamoxifeno, raloxifeno; quimioterapia |
| Infeções, epilepsia | sudorese ou crises vasomotoras com outro contexto |
| Depressão, apneia do sono | cansaço e mau sono que não melhoram quando os afrontamentos melhoram |
Antes de iniciar terapêutica hormonal
A avaliação serve para estratificar o risco, não para confirmar a menopausa:
- História pessoal e familiar de tromboembolismo, doença coronária, acidente vascular cerebral, cancro da mama e do endométrio, doença hepática.
- Pressão arterial, índice de massa corporal, perfil lipídico e glicemia quando indicados.
- Rastreios oncológicos em dia.
- Qualquer hemorragia depois da menopausa investiga-se antes de tratar: ecografia transvaginal e, se o endométrio tiver mais de 4 mm ou houver lesão focal, histologia (biópsia, histeroscopia). Com 4 mm ou menos o risco de cancro é de cerca de 1%, baixo mas não nulo; se a hemorragia persistir, avança-se para histologia na mesma.
A pós-menopausa precoce é o momento de prevenir as consequências da carência de estrogénio e de pôr em dia os rastreios.
Osso
- Cálcio de 1000 a 1200 mg por dia, de preferência pela dieta, suplementando só o que falta.
- Vitamina D: suplementar com 800 a 2000 UI por dia quando a 25-hidroxivitamina D está abaixo de 30 ng/mL, em quem tem risco de défice.
- Exercício com carga e de fortalecimento muscular; treino de equilíbrio.
- Parar de fumar, álcool no máximo 2 unidades por dia, peso adequado, prevenção de quedas.
- Em Portugal o risco de fratura avalia-se a partir dos 50 anos com o FRAX (ferramenta de avaliação do risco de fratura) adaptado à população portuguesa. A densitometria pede-se quando o resultado cai na faixa de incerteza e perante causa secundária suspeita, e não por rotina a partir de uma idade.
- Na mulher com menos de 60 anos ou nos primeiros 10 anos depois da menopausa, a terapêutica hormonal sistémica é uma forma adequada de prevenir a perda óssea e as fraturas. A decisão de a iniciar ou parar pesa sobretudo os sintomas: o osso é um benefício acrescido. Ao suspender, a densidade volta ao valor de partida em 1 a 2 anos.
- Na menopausa precoce e na insuficiência ovárica prematura, a hormona é a forma preferida de proteger o osso até à idade habitual da menopausa.
Risco cardiovascular
A doença cardiovascular é a principal causa de morte na mulher e o risco sobe depois da menopausa. A prevenção é a da população geral: pressão arterial, lípidos, glicemia, tabaco, atividade física, peso.
A terapêutica hormonal não se prescreve para prevenir doença cardiovascular nem demência. Iniciada cedo, por sintomas, numa mulher saudável, o efeito coronário é neutro ou favorável; iniciada depois dos 60 anos ou mais de 10 anos após a menopausa, aumenta o risco coronário, de acidente vascular cerebral e tromboembólico, e depois dos 65 anos aumenta o de demência.
Rastreios oncológicos
Mantêm-se com ou sem terapêutica hormonal:
| Rastreio | Quem | Como | Se negativo |
|---|---|---|---|
| Cancro da mama (Norma DGS 012/2024) | 45 a 74 anos | tomossíntese mamária (mamografia digital onde ainda não há) | repetir em 2 anos |
| Cancro do colo do útero (Norma DGS 09/2024) | 30 a 69 anos | teste do vírus do papiloma humano de alto risco; a colheita pode ser feita pela própria | repetir em 5 anos |
- Depois dos 74 anos o rastreio da mama decide-se caso a caso, sobretudo com esperança de vida acima de 10 anos.
- A terapêutica hormonal combinada pode aumentar a densidade mamária e dificultar a leitura da imagem.
Estilo de vida e sintomas
A perda de peso e a terapêutica cognitivo-comportamental reduzem o incómodo dos afrontamentos. Evitar gatilhos, técnicas de arrefecimento, exercício, ioga e suplementos não mostraram reduzi-los, embora o exercício valha por si para o osso, o coração e o humor.
A decisão é partilhada e individual. A terapêutica hormonal é o tratamento mais eficaz dos sintomas vasomotores (reduz a frequência em cerca de 75%) e da síndrome geniturinária, e previne a perda óssea.
Indicações
- Sintomas vasomotores moderados a graves: a indicação principal.
- Síndrome geniturinária: se é a única queixa, prefere-se o estrogénio vaginal.
- Prevenção da perda óssea na mulher em risco, dentro da janela.
- Insuficiência ovárica prematura e menopausa precoce: repõe-se hormona até à idade habitual da menopausa, com ou sem sintomas.
A janela de oportunidade
- O balanço entre benefício e risco é favorável quando se inicia antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos depois da menopausa, sem contraindicações.
- Iniciar depois dos 60 anos ou mais de 10 anos após a menopausa dá mais risco absoluto de doença coronária, acidente vascular cerebral, tromboembolismo e demência.
- A janela diz respeito ao início. Quem começou dentro dela e mantém benefício pode continuar: não há duração máxima obrigatória nem suspensão de rotina aos 60 ou 65 anos, mas reavalia-se pelo menos uma vez por ano e tenta-se baixar a dose.
A regra do útero
- Com útero, o estrogénio leva sempre progestativo, porque o estrogénio isolado causa hiperplasia e cancro do endométrio.
- Esquema sequencial: progestativo 12 a 14 dias por ciclo (por exemplo, progesterona micronizada 200 mg), com hemorragia de privação.
- Esquema contínuo combinado: estrogénio e progestativo todos os dias, sem hemorragia de privação.
- O sistema intrauterino de levonorgestrel de 52 mg protege o endométrio, também com as doses mais altas da insuficiência ovárica prematura.
- Sem útero, estrogénio isolado: no grande ensaio aleatorizado, o estrogénio isolado não aumentou o cancro da mama e até o reduziu.
- A associação de estrogénios conjugados com bazedoxifeno protege o endométrio sem progestativo. A tibolona 2,5 mg também reduz os afrontamentos.
Vias e riscos
| Oral | Transdérmica (adesivo, gel) | Vaginal de baixa dose | |
|---|---|---|---|
| Sintomas vasomotores | eficaz | eficaz | não trata |
| Tromboembolismo venoso | risco 2 a 4 vezes maior | sem aumento do risco | sem aumento |
| Primeira passagem hepática | sim | não | não |
| Progestativo com útero | sim | sim | não é necessário |
| Escolher quando | sem fatores de risco, por preferência | risco tromboembólico, índice de massa corporal acima de 30, hipertrigliceridemia | só sintomas geniturinários |
- O risco tromboembólico é maior com estrogénios conjugados e com os progestativos norpregnanos; a progesterona micronizada e o sistema intrauterino de levonorgestrel são as opções mais seguras.
- Cancro da mama: o aumento é pequeno e ligado sobretudo à terapêutica combinada e à sua duração; estima-se menos de um caso adicional por 1000 mulheres por ano de uso, comparável ao de beber dois copos por dia ou da obesidade. A via vaginal de baixa dose não o altera.
- Outros riscos raros: litíase biliar e acidente vascular cerebral.
Contraindicações da terapêutica sistémica
- Hemorragia vaginal por esclarecer.
- Cancro da mama atual ou prévio, ou outro tumor dependente de estrogénio.
- Tromboembolismo venoso atual ou prévio, ou trombofilia de alto risco.
- Doença coronária, enfarte ou acidente vascular cerebral prévios.
- Doença hepática ativa.
- Hipertensão arterial não controlada, porfíria cutânea tarda, gravidez.
Alternativas não hormonais para os sintomas vasomotores
| Opção | Dose | Notas |
|---|---|---|
| Fezolinetant | 45 mg por dia | antagonista do recetor NK3; aprovado na União Europeia; provas hepáticas obrigatórias |
| Elinzanetant | 120 mg (2 cápsulas de 60 mg) ao deitar | antagonista dos recetores NK1 e NK3; aprovado na União Europeia em 2025 para a menopausa e para os afrontamentos da hormonoterapia adjuvante do cancro da mama; sonolência e cansaço |
| Venlafaxina | 37,5 a 150 mg por dia | segura com tamoxifeno |
| Escitalopram | 10 a 20 mg por dia | seguro com tamoxifeno |
| Desvenlafaxina | 100 a 150 mg por dia | |
| Paroxetina | 7,5 mg por dia | aprovada para este fim nos Estados Unidos; evitar com tamoxifeno |
| Gabapentina | 900 a 2400 mg por dia | útil nos suores noturnos e no mau sono |
| Oxibutinina | 2,5 a 5 mg duas vezes por dia | efeito anticolinérgico; na mulher idosa, risco cognitivo com o uso prolongado |
| Terapêutica cognitivo-comportamental e hipnose clínica | reduzem o incómodo e melhoram o sono |
- A paroxetina e a fluoxetina inibem o CYP2D6, que converte o tamoxifeno no metabolito ativo: evitam-se em quem o toma.
- Fezolinetant e fígado: provas hepáticas antes de começar (não se inicia com transaminases ou bilirrubina iguais ou acima do dobro do limite superior), todos os meses nos primeiros 3 meses e depois conforme a clínica ou perante sintomas. Suspende-se com transaminases acima de 5 vezes o limite superior, ou acima de 3 vezes com bilirrubina acima do dobro ou com sintomas de lesão hepática. Contraindicado com inibidores moderados ou fortes do CYP1A2 (fluvoxamina, por exemplo).
- Elinzanetant: o resumo europeu não impõe vigilância hepática programada (a subida das transaminases é pouco frequente), evita-se com inibidores fortes do CYP3A4 e reduz-se para 60 mg com os moderados; não se associa a terapêutica hormonal sistémica com estrogénio.
- Não se recomendam para os afrontamentos a clonidina, a pregabalina, a soja, os fitoestrogénios nem os suplementos de plantas: a eficácia é inconsistente e há interações.
- O raloxifeno trata o osso mas agrava os afrontamentos.
Síndrome geniturinária
- Hidratantes vaginais de uso regular e lubrificantes na relação: primeira linha nos sintomas ligeiros.
- Estrogénio vaginal de baixa dose (creme, comprimido, óvulo ou anel): o tratamento mais eficaz, com absorção sistémica mínima e sem necessidade de progestativo, mesmo com útero. Reduz também as infeções urinárias de repetição e a urgência. Pode associar-se à terapêutica sistémica se esta não chegar para as queixas locais.
- Prasterona vaginal (desidroepiandrosterona), 6,5 mg ao deitar: melhora a secura e a dispareunia. No resumo europeu está contraindicada com cancro da mama atual, prévio ou suspeito.
- Ospemifeno, modulador seletivo do recetor de estrogénio, 60 mg por via oral com uma refeição, na atrofia vulvovaginal moderada a grave: contraindicado com tromboembolismo prévio ou atual e durante o tratamento de um cancro da mama.
Os sintomas voltam quando se para: o tratamento é, em regra, continuado.
Referências
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- European Medicines Agency. Lynkuet (elinzanetant): resumo das características do medicamento. Amesterdão: EMA; 2025.
- European Medicines Agency. Intrarosa (prasterona) e Senshio (ospemifeno): resumos das características do medicamento. Amesterdão: EMA.
- Rodrigues AM, Canhão H, Marques A, Ambrósio C, Borges J, Coelho P, et al. Portuguese recommendations for the prevention, diagnosis and management of primary osteoporosis: 2018 update. Acta Reumatol Port. 2018;43(1):10-31.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 012/2024, de 06/12/2024. Programa de rastreio de base populacional do cancro da mama. Lisboa: DGS; 2024.
- Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 09/2024, de 17/10/2024. Programa de rastreio de base populacional do cancro do colo do útero. Lisboa: DGS; 2024.
- Beckmann CRB, Herbert W, Laube D, Ling F, Smith R, editors. Beckmann and Ling's obstetrics and gynecology. 8th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2019. Chapter 41: Menopause; Chapter 28: Vulvovaginitis; Chapter 49: Cancer of the uterine corpus.
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