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Endometriose

Matriz PNA:D · Diagnóstico

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 15 perguntas neste tema

Em resumo

A endometriose é a presença de tecido semelhante ao endométrio, com glândulas e estroma, fora da cavidade uterina. É uma doença crónica, inflamatória e dependente de estrogénio, que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e está presente em até metade das mulheres com infertilidade. Assume três formas, a peritoneal superficial, o endometrioma do ovário e a doença profunda, e o tecido ectópico produz estrogénio e responde mal à progesterona, o que explica que se mantenha ativo e que regrida quando a função ovárica é suprimida. A adenomiose é o mesmo tecido dentro do miométrio: coexiste muitas vezes com a endometriose e dá dismenorreia com fluxo abundante num útero aumentado e doloroso.

Suspeita-se pela dor e pela infertilidade: dismenorreia progressiva que deixa de responder aos anti-inflamatórios e à contraceção, dispareunia profunda, disquezia e disúria cíclicas. A intensidade da dor correlaciona-se mal com a extensão das lesões, e o diagnóstico chega em média 4 a 12 anos depois dos primeiros sintomas.

A ecografia transvaginal é o primeiro exame e vê bem o endometrioma, mas uma imagem normal não exclui a doença peritoneal superficial, e o CA 125 não serve para diagnosticar. A laparoscopia deixou de ser obrigatória: perante a suspeita clínica começa-se tratamento empírico com contraceção hormonal ou progestativo, e a laparoscopia fica para quando a imagem é negativa ou o tratamento empírico falhou ou não é adequado.

Trata-se pelo objetivo, a dor ou a fertilidade, e não pela extensão. Na dor, os contracetivos combinados e os progestativos são a primeira linha, com anti-inflamatórios; os agonistas e antagonistas da hormona libertadora de gonadotrofinas, com reposição hormonal, são a segunda; a cirurgia é uma opção em qualquer momento e é seguida de supressão hormonal em quem não quer engravidar já. O que não se pode falhar: a supressão hormonal não melhora a fertilidade, o endometrioma não se opera por rotina antes da fertilização in vitro porque a cistectomia consome reserva ovárica, e o estrogénio isolado evita-se depois da menopausa. O risco de cancro do ovário, sobretudo endometrioide e de células claras, está aumentado mas continua baixo em termos absolutos, e não há rastreio próprio.

Referências

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15 perguntas sobre Endometriose

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