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Trauma

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 91 perguntas neste tema

Em resumo

O trauma é a principal causa de morte entre o primeiro ano e os 44 anos, e a maior parte das mortes que se podem evitar acontece nas primeiras horas, por hemorragia, obstrução da via aérea ou do retorno venoso e hematoma intracraniano. A abordagem é deliberadamente a mesma em todos os doentes: exame primário pela ordem xABCDE, em que a 11.ª edição do ATLS pôs a hemorragia exsanguinante antes da via aérea, tratando cada ameaça no momento em que é encontrada e voltando ao início sempre que o doente piora.

O choque do traumatizado é hemorrágico até prova em contrário, e a pressão sistólica só cai depois de perdido cerca de um terço da volemia, pelo que a taquicardia, a pressão de pulso estreitada, a pele e a consciência chegam antes. A coagulopatia é precoce e própria do trauma, e com a hipotermia e a acidose forma a tríade letal. Por isso a reanimação é de controlo de danos: parar a hemorragia (garrote, cinta pélvica nos grandes trocânteres, bloco ou angiografia), transfundir de forma equilibrada em vez de dar cristaloides, aceitar uma sistólica de 80 a 90 mmHg até a hemorragia parar, dar ácido tranexâmico nas primeiras 3 horas, aquecer e corrigir o cálcio.

O tórax mata depressa e diagnostica-se na clínica e na ecografia: o pneumotórax hipertensivo descomprime-se no 4.º ou 5.º espaço intercostal sem esperar pela radiografia, e o hemotórax maciço e o tamponamento vão ao bloco. No abdómen decide a estabilidade: instável com ecografia positiva vai à laparotomia, estável vai à TC. No traumatismo craniano o que se trata é a lesão secundária, e a pressão alvo sobe em vez de descer; a TC pede-se pelos critérios da NICE, com prazos de uma e de oito horas. Na coluna, a imobilização passou a ser seletiva.

Em Portugal, a Via Verde do Trauma (Norma DGS 012/2022) define quem ativa a equipa de trauma e quem vai diretamente para um centro de trauma. O que não se pode falhar: a hemorragia que se deixa correr enquanto se trata a via aérea, o doente instável levado à TC, a hipotensão permissiva aplicada a um traumatismo craniano e o idoso sob betabloqueante ou anticoagulante que parece estável.

Referências

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  2. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 012/2022: Via Verde do Trauma no Adulto. Lisboa: DGS; 2022.
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91 perguntas sobre Trauma

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