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Queimaduras

Matriz PNA:D · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 11 perguntas neste tema

Em resumo

A queimadura é uma lesão de trauma antes de ser uma lesão da pele. Na criança pequena é quase sempre a escaldadura em casa; no adulto é a chama e, no trabalho, a eletricidade e os químicos. A chama mata mais, porque vem com o incêndio em espaço fechado, o fumo, o monóxido de carbono e o cianeto.

A gravidade decide-se pela profundidade, pela área e pelo que acompanha a queimadura. O 1.º grau é só eritema e não conta; o 2.º grau tem flictenas e dói muito; o 3.º grau é coriáceo e indolor. A área mede-se pela regra dos 9 no adulto, pela tabela de Lund-Browder na criança, em que a cabeça pesa mais, e pela palma da mão do doente, que vale cerca de 1%.

A abordagem inicial é a do trauma, com a via aérea primeiro: rouquidão, estridor ou dispneia depois de um incêndio pedem entubação precoce, antes de o edema a tornar impossível, e a suspeita de monóxido de carbono leva oxigénio a 100%, porque a oximetria de pulso engana. A reanimação faz-se com lactato de Ringer. A fórmula de Parkland dá 4 mL por kg e por % de área nas primeiras 24 horas, a sociedade americana de queimados recomenda hoje começar com 2 mL no adulto, e em qualquer caso dá-se metade nas primeiras 8 horas contadas da hora da queimadura. O que manda é a diurese, 0,5 mL/kg/h no adulto e cerca de 1 mL/kg/h na criança, e o desvio mais frequente é dar fluidos a mais.

A lesão elétrica esconde a destruição muscular por baixo de uma pele pouco atingida; a química trata-se com água abundante e nunca com neutralização. Em Portugal há dois conjuntos de critérios que não coincidem: a via verde do trauma ativa-se na queimadura major e na queimadura com inalação, e o centro de queimados recebe, entre outras, as queimaduras acima de 10%, as de 3.º grau, as da face, mãos, pés e períneo, as elétricas, as químicas e as de suspeita de maus-tratos.

Não se pode falhar a via aérea que vai fechar, a escara circunferencial que estrangula um membro, a hipotermia provocada pelo arrefecimento e a escaldadura em luva ou em meia que conta uma história de maus-tratos.

Referências

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  2. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 022/2012 de 26/12/2012, atualizada a 13/07/2017: Abordagem hospitalar das queimaduras em idade pediátrica e no adulto. Lisboa: DGS; 2017.
  3. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 023/2012 de 26/12/2012, atualizada a 13/07/2017: Abordagem pré-hospitalar das queimaduras em idade pediátrica e no adulto. Lisboa: DGS; 2017.
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  14. Burlew CC, Moore EE. Trauma. In: Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar TR, Dunn DL, Kao LS, Hunter JG, et al., editors. Schwartz's principles of surgery. 11th ed. New York: McGraw-Hill; 2019. p. 240-1.
  15. Direção-Geral da Saúde. Maus tratos em crianças e jovens: guia prático de abordagem, diagnóstico e intervenção. Lisboa: DGS; 2011.

11 perguntas sobre Queimaduras

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