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Feridas

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 11 perguntas neste tema

Em resumo

Ferida é qualquer solução de continuidade da pele e dos tecidos por baixo dela. A que chega à urgência é quase sempre traumática: incisão, laceração, abrasão, perfuração ou mordedura. Antes de olhar para ela olha-se para o doente, porque a hemorragia exsanguinante e as lesões associadas matam primeiro.

A ferida aguda cicatriza por uma sequência previsível de hemostase e inflamação, proliferação e remodelação, e o que a desvia é local (tecido desvitalizado, corpo estranho, contaminação, isquemia) ou sistémico (diabetes, corticoides, desnutrição, tabagismo). A avaliação procura o que a pele esconde: tendão, nervo, vaso, articulação ou corpo estranho, testados antes da anestesia e explorados em toda a amplitude do movimento.

O tratamento assenta em três gestos: irrigar abundantemente, desbridar o que não é viável e decidir o encerramento, primário, diferido ou por segunda intenção, conforme a contaminação, o tempo e a tensão. A profilaxia do tétano segue o número de doses e o tempo desde a última, e muda consoante a ferida seja ou não tetanogénica. O antibiótico não é rotina na ferida limpa suturada.

As mordeduras são o caso à parte: inóculo polimicrobiano, a de gato infeta mais do que a de cão apesar de parecer pequena, a humana sobre as articulações da mão é das mais graves, e em regra não se encerram, salvo na face. Portugal está livre de raiva animal, mas a exposição a animais vindos de zonas de risco ou a morcegos obriga a profilaxia.

O que não se pode falhar é a infeção necrosante, cuja dor é desproporcionada ao que se vê e cujo tratamento é cirúrgico e imediato, o tendão seccionado que escapou por não se ter explorado em movimento, e a ferida crónica que não cicatriza há meses e pode ser um carcinoma.

Referências

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11 perguntas sobre Feridas

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