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Abdómen agudo

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 40 perguntas neste tema

Em resumo

Abdómen agudo é a dor abdominal não traumática, de início recente, que obriga a decidir depressa se a causa precisa de cirurgia e com que urgência. Não é um diagnóstico: é a pergunta que organiza a avaliação na urgência.

As causas arrumam-se em cinco síndromes. A inflamatória é a mais frequente e tem na apendicite a urgência cirúrgica abdominal mais comum, a par da colecistite, da diverticulite e da pancreatite. A perfurativa nasce sobretudo da úlcera péptica e dá dor súbita com abdómen em tábua. A obstrutiva deve-se, no delgado, a aderências e hérnias e, no cólon, ao carcinoma e ao volvo. A isquémica, quase sempre mesentérica, dá dor desproporcionada a um abdómen ainda mole. A hemorrágica, do aneurisma da aorta roto à gravidez ectópica rota, apresenta-se mais pelo choque do que pela dor.

A avaliação começa pela hemodinâmica: o doente instável com suspeita de rotura vai ao bloco sem esperar pela imagem. No doente estável, a história e o exame orientam, a beta-gonadotrofina coriónica pede-se a toda a mulher em idade fértil, a tomografia computorizada com contraste é o exame de eleição no adulto e a ecografia vem primeiro na grávida, na criança e na suspeita biliar ou ginecológica. A analgesia dá-se logo, porque não esconde o diagnóstico.

O tratamento junta fluidos, analgesia, antibiótico precoce quando há infeção e o controlo do foco, que é o que mais pesa no prognóstico. O que não se pode falhar é a isquemia mesentérica no doente com fibrilhação auricular, o aneurisma roto que imita uma cólica renal, a perfuração sem defesa no idoso ou no imunodeprimido e as causas médicas, como o enfarte inferior ou a cetoacidose, em que uma laparotomia só faz mal.

Referências

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40 perguntas sobre Abdómen agudo

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