Órgãos dos sentidos›Abordagem ao doente com vertigemPublicado (Premium)

Abordagem ao doente com vertigem

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 10 perguntas neste tema

Em resumo

Vertigem é a ilusão de movimento, do próprio corpo ou do que está à volta, sem que haja movimento real. É um dos tipos de tontura, a par da pré-síncope e do desequilíbrio, e a palavra que o doente escolhe para a descrever é pouco fiável. O que orienta é o tempo e o desencadeante: a vertigem aguda e contínua durante dias, a episódica provocada pela posição da cabeça, a episódica espontânea e a crónica têm causas diferentes e exames diferentes.

A maioria das vertigens é periférica e benigna. A vertigem posicional paroxística benigna é a mais frequente: crises de segundos ao deitar ou ao rodar na cama, diagnosticadas pela manobra de Dix-Hallpike e resolvidas à cabeceira pela manobra de Epley, sem fármacos nem imagem. A neurite vestibular dá vertigem contínua durante dias sem hipoacusia, e a doença de Ménière crises de 20 minutos a 12 horas com hipoacusia flutuante, acufeno e plenitude auricular. A migrânea vestibular é a causa central benigna mais comum das crises espontâneas.

O diagnóstico que não se pode falhar é o enfarte da circulação posterior, que se apresenta como uma síndrome vestibular aguda igual à neurite. Separa-os o exame de três passos, feito com o doente ainda com nistagmo: impulso cefálico normal, nistagmo que muda de direção ou desvio vertical na cobertura alternada apontam para o tronco ou o cerebelo, mesmo com tomografia normal, e a incapacidade de andar sem apoio tem o mesmo peso. A tomografia não exclui o enfarte e a ressonância com difusão pode falhá-lo nas primeiras 48 horas.

O tratamento é dirigido à causa. Os supressores vestibulares servem só para os primeiros dias, porque atrasam a compensação central, e a reabilitação vestibular é o que recupera o doente com défice persistente.

Mecanismo comum

  • Cada labirinto tem três canais semicirculares, sensíveis à aceleração angular, e dois órgãos otolíticos (utrículo e sáculo), sensíveis à aceleração linear e à gravidade; os otocónios são cristais de carbonato de cálcio sobre a mácula.
  • Os dois lados enviam aos núcleos vestibulares uma descarga tónica simétrica, lida como imobilidade. A vertigem é a quebra aguda dessa simetria, por lesão do labirinto ou do nervo (periférica) ou dos núcleos, do tronco e do cerebelo (central).
  • O reflexo vestíbulo-ocular estabiliza o olhar durante o movimento da cabeça. O desequilíbrio produz nistagmo: fase lenta de origem vestibular e fase rápida corretiva, que dá o nome à direção. Na lesão periférica unilateral a fase rápida bate para o lado são.
  • A fixação visual diminui o nistagmo periférico, porque os mecanismos centrais de estabilização do olhar estão intactos; na lesão central esse controlo falha.
  • A compensação central recalibra a simetria em dias a semanas, mesmo sem recuperação do órgão. Precisa de estímulo de movimento: é por isso que os supressores prolongados a atrasam e a reabilitação a acelera.

Centrais: as que não se podem falhar

  • Enfarte e acidente isquémico transitório da circulação posterior (artérias vertebrais, basilar e cerebelosas). Pode dar vertigem com poucos ou nenhuns outros sinais.
  • O enfarte da artéria cerebelosa anteroinferior dá vertigem com hipoacusia e acufeno do mesmo lado, porque atinge o oitavo par e o núcleo coclear, e imita a labirintite.
  • O enfarte do território da artéria cerebelosa posteroinferior atinge a face inferior do cerebelo e a porção lateral do bulbo (síndrome de Wallenberg: vertigem, nistagmo, síndrome de Horner, disfagia, ataxia e hipostesia facial do mesmo lado, hipostesia térmica e dolorosa do lado oposto).
  • O enfarte cerebeloso pode inchar, fechar o quarto ventrículo e comprimir o tronco, com hidrocefalia e herniação; cefaleia, rigidez da nuca e dismetria unilateral orientam para ele.
  • Dissecção da artéria vertebral: vertigem com dor cervical ou occipital.
  • Hemorragia cerebelosa, tumores e abcessos da fossa posterior, esclerose múltipla.

Centrais benignas

  • Migrânea vestibular (também chamada enxaqueca vestibular): a causa central mais frequente de vertigem; até 40% dos doentes com enxaqueca têm vertigem associada às crises.

Periféricas

  • Vertigem posicional paroxística benigna: a causa mais frequente de vertigem, com prevalência ao longo da vida de cerca de 2,4%. Otocónios soltos do utrículo entram num canal semicircular, que passa a responder à gravidade: flutuam livres na endolinfa (canalitíase, a forma habitual) ou aderem à cúpula (cupulolitíase). O canal posterior é de longe o mais atingido, por ser o mais declive e ficar abaixo do utrículo; o horizontal limpa-se sozinho com os movimentos da cabeça e o anterior é raro. É muitas vezes idiopática e mais frequente com a idade; também se segue a traumatismo craniano e a 9,8 a 15,3% das neurites vestibulares.
  • Neurite vestibular (vestibulopatia unilateral aguda): perda súbita da função de um nervo vestibular, atribuída a inflamação de causa viral; poupa a cóclea, pelo que não há hipoacusia. Incidência anual de 3,5 a 15,5 por 100 000.
  • Labirintite: como a neurite, mas com atingimento coclear (hipoacusia e acufeno); pode ser viral ou bacteriana, por extensão de uma otite média.
  • Doença de Ménière: hidropsia endolinfática, aumento do volume de endolinfa no labirinto membranoso; crises espontâneas com hipoacusia neurossensorial flutuante, acufeno e plenitude do ouvido.
  • Schwannoma vestibular: tumor benigno do oitavo par; mais hipoacusia unilateral progressiva e acufeno do que vertigem.
  • Outras: deiscência do canal semicircular superior e fístula perilinfática, com vertigem desencadeada por sons intensos ou por pressão; ototoxicidade (aminoglicosídeos), que dá desequilíbrio e oscilopsia bilaterais mais do que vertigem de rotação.

Não vestibulares

  • Hipotensão ortostática, arritmia, anemia, hipoglicemia, fármacos (a causa mais comum de tontura em geral), ansiedade e pânico.

Síndrome vestibular aguda: neurite ou enfarte

O exame de três passos (impulso cefálico, nistagmo, desvio vertical) aplica-se ao doente com vertigem contínua e nistagmo espontâneo no momento do exame, e só é fiável em mãos treinadas.

passopadrão periférico (neurite)padrão central (enfarte)
Impulso cefálico: rodar a cabeça rapidamente 5 a 10 graus com o doente a fixar o nariz do examinadoranormal: o olho vai com a cabeça e faz uma sacada de correção quando se roda para o lado lesadonormal: o olho fica no alvo
Nistagmohorizontal com componente torsional, de direção fixa, mais forte ao olhar para o lado da fase rápidamuda de direção com o olhar, ou é vertical ou torsional puro
Desvio vertical na cobertura alternadaausentepresente: o olho destapado faz uma correção vertical
  • Basta um componente central para o padrão ser central.
  • O impulso cefálico normal é o achado alarmante: numa vertigem aguda intensa, um reflexo vestíbulo-ocular normal quer dizer que o nervo está bem e a lesão está acima dele.
  • Acrescenta-se a audição: hipoacusia unilateral nova aponta para o enfarte da cerebelosa anteroinferior.
  • Sem nistagmo, o exame de três passos não se aplica; aí pesa a gravidade da instabilidade da marcha.
  • Em mãos treinadas, a sensibilidade para o enfarte é de cerca de 97%; quando é aplicado por médicos de urgência sem treino específico, desce para cerca de 83%.
  • A tomografia não se usa para separar neurite de enfarte, porque vê mal a fossa posterior. A ressonância com difusão falha 15 a 20% dos enfartes da fossa posterior nas primeiras 24 a 48 horas, sobretudo os pequenos.
  • Padrão central ou duvidoso: ressonância com protocolo de acidente vascular cerebral (difusão e angiografia).

Neurite vestibular, pelos critérios da Bárány Society (sociedade internacional de neuro-otologia) de 2022: vertigem aguda de intensidade moderada a grave com duração de pelo menos 24 horas; nistagmo periférico espontâneo, horizontal e torsional, de direção fixa e que aumenta sem fixação; défice do reflexo vestíbulo-ocular do lado oposto à fase rápida; sem sintomas auditivos nem sinais centrais agudos.

Síndrome episódica provocada: vertigem posicional benigna

Canal posterior: manobra de Dix-Hallpike

  • Doente sentado na marquesa; roda-se a cabeça 45 graus para o lado a testar e deita-se rapidamente em decúbito dorsal, com o pescoço em extensão de cerca de 20 graus e o ouvido testado para baixo. Repete-se para o outro lado.
  • Positiva, após latência de um a poucos segundos: nistagmo torsional, com o polo superior dos olhos a bater para o ouvido que está em baixo, associado a nistagmo vertical a bater para cima (em direção à testa), com vertigem.
  • Dura menos de 1 minuto, esgota-se com a repetição e inverte a direção quando o doente se senta.
  • O lado afetado é o do ouvido que está em baixo quando a manobra é positiva.

Critérios da Bárány Society de 2015 para a canalitíase do canal posterior: crises recorrentes de vertigem ao deitar ou ao rodar em decúbito, com menos de 1 minuto; o nistagmo descrito, na Dix-Hallpike ou na manobra de decúbito lateral; e nenhuma outra explicação.

Canal horizontal: manobra de rolamento em decúbito dorsal

  • Indicada quando a história é compatível e a Dix-Hallpike dá nistagmo horizontal ou nenhum.
  • Doente deitado com a cabeça fletida cerca de 30 graus; roda-se a cabeça rapidamente para um lado e depois para o outro.
  • Nistagmo horizontal que muda de direção com o lado:
    • geotrópico (bate para o ouvido que está em baixo), com menos de 1 minuto: canalitíase; o lado afetado é o do nistagmo mais intenso;
    • apogeotrópico (bate para o ouvido que está em cima), persistente, com mais de 1 minuto: cupulolitíase; o lado afetado é o do nistagmo menos intenso.

Vertigem posicional típica não precisa de imagem nem de provas vestibulares. Pede-se ressonância da fossa posterior quando o nistagmo não corresponde a nenhum canal (vertical para baixo ou torsional puro, persistente enquanto se mantém a posição, sem fadiga), quando há sinais do tronco ou do cerebelo, ou quando a vertigem não resolve com manobras repetidas.

Síndrome episódica espontânea

entidadecritérios e dados que orientam
Doença de Ménière definitiva (Bárány 2015)2 ou mais crises espontâneas de vertigem de 20 minutos a 12 horas; hipoacusia neurossensorial de frequências graves e médias documentada por audiograma no ouvido afetado, antes, durante ou depois de uma crise; sintomas auditivos flutuantes (audição, acufeno, plenitude) nesse ouvido; sem melhor explicação
Doença de Ménière provável2 ou mais crises de vertigem ou tontura de 20 minutos a 24 horas, com sintomas auditivos flutuantes, sem audiograma comprovativo
Migrânea vestibular, critérios da Bárány Society e da International Headache Society (sociedade internacional de cefaleias) de 2022pelo menos 5 episódios vestibulares moderados a graves de 5 minutos a 72 horas; enxaqueca atual ou passada; em pelo menos 50% dos episódios, uma característica de enxaqueca (cefaleia com duas de: unilateral, pulsátil, moderada a grave, agravada pela atividade; fotofobia e fonofobia; aura visual)
Acidente isquémico transitório vertebrobasilarcrises de minutos em doente com fatores de risco vascular, sobretudo com sintomas neurológicos associados ou início recente
  • Audiograma em toda a suspeita de Ménière.
  • Hipoacusia neurossensorial assimétrica ou acufeno unilateral: ressonância dos canais auditivos internos para excluir schwannoma vestibular.
  • Suspeita de acidente isquémico transitório: angiografia por tomografia ou por ressonância da cabeça e do pescoço; a tomografia simples não ajuda.
  • O exame neurológico entre crises é normal na migrânea vestibular e na Ménière, e o diagnóstico é clínico.

Síndrome crónica

  • Tontura postural-percetual persistente: tontura, instabilidade ou vertigem sem rotação na maioria dos dias durante 3 meses ou mais, agravada pela posição de pé, pelo movimento e por estímulos visuais complexos; surge muitas vezes depois de uma vertigem aguda que já resolveu.
  • Défice vestibular bilateral (ototoxicidade): oscilopsia e instabilidade no escuro.
  • Schwannoma vestibular e outras lesões da fossa posterior: ressonância.
  • Rever sempre a medicação.
Vertigem: periférica ou central, e o exame de três passos A · Periférica ou central Periférica, em regra benigna Central, o enfarte que não se pode falhar • Nistagmo horizontal e torsional, de direção fixa • Diminui com a fixação visual • Impulso cefálico anormal, com sacada de correção • Sem desvio vertical na cobertura • Marcha instável, mas possível • Sem outros sinais neurológicos • Nistagmo vertical ou torsional puro, ou que muda de direção com o olhar • Não diminui com a fixação visual • Impulso cefálico normal • Desvio vertical na cobertura alternada • Incapaz de andar sem apoio • Disartria, diplopia, dismetria • Hipoacusia súbita não exclui enfarte (artéria cerebelosa anteroinferior) B · Causas periféricas Causa Sinais-chave Vertigem posicional benigna Segundos, ao mudar de posição; Dix-Hallpike, manobra de Epley Neurite vestibular Contínua durante dias, sem hipoacusia nem acufeno Labirintite Como a neurite, mas com hipoacusia ou acufeno Doença de Ménière Crises de 20 min a 12 h, hipoacusia flutuante, acufeno, plenitude ! Exame de três passos: síndrome vestibular aguda com nistagmo Impulso cefálico normal, nistagmo que muda de direção ou desvio vertical presente: basta um destes achados para o padrão ser central, mesmo com tomografia normal. Segue-se ressonância com difusão e a via verde do acidente vascular cerebral. Supressores vestibulares só nos primeiros dias: prolongá-los atrasa a compensação. A reabilitação vestibular acelera a recuperação e substitui progressivamente os supressores.

Controlo sintomático na fase aguda

  • Antieméticos e supressores vestibulares (anti-histamínicos como o dimenidrinato, benzodiazepinas) aliviam a vertigem e o vómito na neurite e nas crises intensas.
  • Usam-se só nos primeiros dias e na menor dose eficaz: atrasam a compensação central e, no idoso, sedam e aumentam o risco de queda.
  • Não se usam por rotina na vertigem posicional benigna.

Vertigem posicional benigna do canal posterior

  • Manobra de reposicionamento de Epley, no momento do diagnóstico: a partir da posição positiva da Dix-Hallpike, roda-se a cabeça 90 graus para o lado são, depois o corpo e a cabeça mais 90 graus até o doente olhar para o chão, e senta-se o doente; o objetivo é levar os otocónios do canal posterior de volta ao utrículo.
  • Resolve cerca de 80% dos casos. Repete-se se o nistagmo persistir.
  • A manobra de Semont é alternativa.
  • Não se impõem restrições posturais depois da manobra.
  • Os exercícios de Brandt-Daroff são menos eficazes e ficam como autotratamento de recurso.
  • Cerca de 6% convertem-se para outro canal durante as manobras; trata-se o canal novo.
  • Reavaliar em 1 mês. Persistência após manobras bem feitas: rever o diagnóstico e procurar causa central ou outra vestibulopatia.
  • A recidiva é frequente e trata-se com nova manobra; ensinar o doente a reconhecê-la.
  • Casos refratários e incapacitantes: oclusão cirúrgica do canal posterior, com risco de hipoacusia.

Vertigem posicional benigna do canal horizontal

  • Forma geotrópica: rotação de 270 graus em decúbito dorsal para o lado são, em passos de 90 graus (manobra de Lempert), ou manobra de Gufoni; alternativa, dormir deitado sobre o lado são durante 12 horas.
  • Forma apogeotrópica: manobra de Gufoni adaptada (deitar sobre o lado afetado e rodar a cabeça para cima) ou sacudir a cabeça.

Neurite vestibular

  • Sintomáticos só nos primeiros dias.
  • Corticoide: em quem se apresenta nos primeiros 3 dias, decide-se com o doente, pesando riscos e benefícios. A recomendação é condicional e a certeza da evidência muito baixa.
  • Reabilitação vestibular assim que o doente tolere o movimento: exercícios de estabilização do olhar, habituação e equilíbrio. É o tratamento mais útil na vertigem prolongada.
  • Reavaliar a marcha antes da alta e procurar vertigem posicional benigna secundária nas semanas seguintes.

Doença de Ménière

  • Na crise: sintomáticos por curto tempo.
  • Prevenção das crises, por degraus:
    1. restrição de sal e ajuste do estilo de vida (cafeína, álcool);
    2. diurético (tiazida) e betaistina;
    3. corticoide intratimpânico nos que não controlam;
    4. gentamicina intratimpânica, que destrói a função vestibular do ouvido e pode agravar a audição;
    5. cirurgia (descompressão do saco endolinfático, secção do nervo vestibular, labirintectomia se não houver audição útil).
  • Prótese auditiva e reabilitação vestibular conforme o défice.
  • Atinge o outro ouvido em cerca de 35% ao fim de 10 anos.

Migrânea vestibular

  • Tratamento da crise e controlo dos fatores desencadeantes, como na enxaqueca.
  • Crises frequentes: profilaxia como na enxaqueca (por exemplo propranolol, topiramato ou amitriptilina).
  • Reabilitação vestibular na instabilidade entre crises.

Suspeita de causa central

  • Via verde do acidente vascular cerebral: avaliação imediata para reperfusão dentro das janelas terapêuticas, ressonância com difusão e angiografia, internamento em unidade de AVC.
  • O enfarte cerebeloso extenso vigia-se de perto nos primeiros dias: sonolência, agravamento da ataxia ou sinais do tronco anunciam compressão, e a craniectomia suboccipital descompressiva deve fazer-se antes de a compressão do tronco se instalar.
  • Acidente isquémico transitório vertebrobasilar: estudo vascular e prevenção secundária sem demora.

Tontura postural-percetual persistente

  • Explicação da doença, reabilitação vestibular, terapia cognitivo-comportamental e, se necessário, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina.

Referências

  1. Cahill J. Dizziness and vertigo. In: Wing EJ, Schiffman FJ, editors. Cecil essentials of medicine. 10th ed. Philadelphia: Elsevier; 2022. cap. 115.
  2. Smith WS, Johnston SC, Hemphill JC 3rd. Cerebrovascular diseases; Ischemic stroke. In: Jameson JL, Fauci AS, Kasper DL, Hauser SL, Longo DL, Loscalzo J, editors. Harrison's principles of internal medicine. 20th ed. New York: McGraw-Hill; 2018. caps. 419 e 420.
  3. Saman Y, Bamiou DE. Benign paroxysmal positional vertigo. In: Watkinson JC, Clarke RW, editors. Scott-Brown's otorhinolaryngology head and neck surgery. 8th ed. Vol. 2. Boca Raton: CRC Press; 2018. cap. 64.
  4. Bhattacharyya N, Gubbels SP, Schwartz SR, Edlow JA, El-Kashlan H, Fife T, et al. Clinical practice guideline: benign paroxysmal positional vertigo (update). Otolaryngol Head Neck Surg. 2017;156(3 Suppl):S1-S47.
  5. von Brevern M, Bertholon P, Brandt T, Fife T, Imai T, Nuti D, et al. Benign paroxysmal positional vertigo: diagnostic criteria. J Vestib Res. 2015;25(3-4):105-17.
  6. Lopez-Escamez JA, Carey J, Chung WH, Goebel JA, Magnusson M, Mandalà M, et al. Diagnostic criteria for Menière's disease. J Vestib Res. 2015;25(1):1-7.
  7. Basura GJ, Adams ME, Monfared A, Schwartz SR, Antonelli PJ, Burkard R, et al. Clinical practice guideline: Ménière's disease. Otolaryngol Head Neck Surg. 2020;162(2 Suppl):S1-S55.
  8. Lempert T, Olesen J, Furman J, Waterston J, Seemungal B, Carey J, et al. Vestibular migraine: diagnostic criteria (update). J Vestib Res. 2022;32(1):1-6.
  9. Strupp M, Bisdorff A, Furman J, Hornibrook J, Jahn K, Maire R, et al. Acute unilateral vestibulopathy/vestibular neuritis: diagnostic criteria. J Vestib Res. 2022;32(5):389-406.
  10. Staab JP, Eckhardt-Henn A, Horii A, Jacob R, Strupp M, Brandt T, et al. Diagnostic criteria for persistent postural-perceptual dizziness (PPPD). J Vestib Res. 2017;27(4):191-208.
  11. Edlow JA, Carpenter C, Akhter M, Khoujah D, Marcolini E, Meurer WJ, et al. Guidelines for reasonable and appropriate care in the emergency department 3 (GRACE-3): acute dizziness and vertigo in the emergency department. Acad Emerg Med. 2023;30(5):442-86.
  12. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 008/2019, de 09/12/2019: Prevenção e intervenção na queda do adulto em cuidados hospitalares. Lisboa: DGS; 2019.
  13. Direção-Geral da Saúde. Norma n.º 015/2017, de 13/07/2017: Via verde do acidente vascular cerebral no adulto. Lisboa: DGS; 2017.

10 perguntas sobre Abordagem ao doente com vertigem

Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.

Criar conta e treinar