Genitourinária›Neoplasias do rim, urotélio, bexiga, próstata e testículoPublicado (Premium)

Neoplasias do rim, urotélio, bexiga, próstata e testículo

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · Prevenção

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 23 perguntas neste tema

Em resumo

Os cinco tumores deste tema partilham o aparelho urinário e genital masculino, mas têm histórias naturais opostas. O carcinoma de células renais é hoje, na maioria dos casos, um achado de imagem pedida por outro motivo e trata-se sobretudo com cirurgia, poupando rim sempre que possível. O carcinoma urotelial nasce em qualquer ponto revestido por urotélio, quase sempre na bexiga, e manifesta-se por hematúria macroscópica indolor, que no adulto se investiga sempre.

Na bexiga, a decisão organiza-se pela invasão do músculo detrusor. O tumor sem invasão muscular, que é a maioria, trata-se por resseção transuretral e instilações intravesicais e vive de recidivas; o tumor que invade o músculo exige quimioterapia com cisplatina e cistectomia radical, ou preservação vesical em doentes selecionados. No trato urinário superior o mesmo tumor é mais raro e chega mais vezes invasivo.

O adenocarcinoma da próstata é o tumor sólido mais frequente do homem. Nasce na zona periférica e não dá sintomas enquanto localizado; diagnostica-se pelo antigénio específico da próstata (PSA) e pela ressonância magnética antes da biópsia, e gradua-se pelos grupos ISUP (sociedade internacional de patologia urológica), que com o PSA e o estádio definem o risco. O risco decide entre vigilância ativa, cirurgia e radioterapia, e a esperança de vida decide se vale a pena procurar a doença.

Os tumores germinativos do testículo são raros mas são o cancro sólido mais frequente do homem jovem, e são curáveis mesmo quando metastizados. Separam-se em seminoma puro e não seminoma, que diferem nos marcadores, na sensibilidade à radioterapia e no tratamento das massas residuais.

O que não se pode falhar: investigar a hematúria macroscópica indolor, trazer detrusor na peça da resseção vesical, não instilar BCG nas duas semanas após a resseção, colher os marcadores testiculares antes da orquidectomia, fazê-la por via inguinal e nunca escrotal, e oferecer criopreservação de esperma antes de qualquer tratamento.

Referências

  1. Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar TR, Dunn DL, Kao LS, Hunter JG, et al., editores. Schwartz's Principles of Surgery. 11.ª ed. Nova Iorque: McGraw-Hill; 2019. Capítulo 40, Urology.
  2. Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editores. Harrison's Principles of Internal Medicine. 21.ª ed. Nova Iorque: McGraw-Hill; 2022. Capítulos 85 a 88.
  3. Bex A, Abu-Ghanem Y, Albiges L, et al. European Association of Urology guidelines on renal cell carcinoma: the 2025 update. Eur Urol. 2025;87(6):683-696.
  4. European Association of Urology. EAU Guidelines on Non-muscle-invasive Bladder Cancer (TaT1 and CIS). Arnhem: EAU Guidelines Office; 2025.
  5. European Association of Urology. EAU Guidelines on Muscle-invasive and Metastatic Bladder Cancer. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2025.
  6. European Association of Urology. EAU Guidelines on Upper Urinary Tract Urothelial Carcinoma. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2025.
  7. European Association of Urology. EAU Guidelines on Prostate Cancer. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2025.
  8. European Association of Urology. EAU Guidelines on Testicular Cancer. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2025.
  9. Council Recommendation of 9 December 2022 on strengthening prevention through early detection: a new EU approach on cancer screening. Official Journal of the European Union. 2022;C 473:1-10.

23 perguntas sobre Neoplasias do rim, urotélio, bexiga, próstata e testículo

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