Genitourinária›Litíase urinária, hematúriaPublicado (Premium)

Litíase urinária, hematúria

Matriz PNA:D · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 17 perguntas neste tema

Em resumo

A litíase urinária é a formação de cálculos no aparelho urinário quando a urina fica sobressaturada em sais que os inibidores naturais, sobretudo o citrato, já não conseguem manter em solução. É frequente, atinge sobretudo o adulto de meia-idade e o homem, e recorre muito: por isso, depois do primeiro episódio, a prevenção importa tanto como o tratamento. Cerca de 80% dos cálculos são de cálcio; os de ácido úrico, de estruvite e de cistina são menos frequentes, mas cada um tem uma causa e um tratamento próprios.

Enquanto está no rim, o cálculo é quase sempre silencioso. Quando desce para o ureter dá a cólica renal: dor lombar súbita, sem posição de alívio, que irradia para a fossa ilíaca e para os genitais conforme a altura do cálculo, com náuseas e hematúria. A ecografia é o primeiro exame e a tomografia sem contraste de baixa dose é a que confirma, porque vê quase todos os cálculos, incluindo os de ácido úrico.

Trata-se primeiro a dor, com anti-inflamatório não esteroide. Os cálculos pequenos saem sozinhos, e nos ureterais distais de 5 a 10 mm o alfabloqueante ajuda. Os que não saem, os grandes e os que obstruem com dor, infeção ou insuficiência renal removem-se por ureterorrenoscopia, litotrícia extracorporal ou nefrolitotomia percutânea, conforme a dimensão e a localização. O que não se pode falhar é o cálculo obstrutivo com febre: é pus sob pressão, drena-se de imediato e o cálculo trata-se depois.

A hematúria é o outro sintoma com que o aparelho urinário se apresenta. Pode vir de um cálculo ou de uma infeção, mas também de um carcinoma urotelial ou renal, e é por isso que se investiga. A microscópica só existe se o sedimento o confirmar, e a sua investigação gradua-se pelo risco de neoplasia; a macroscópica sem explicação leva sempre a cistoscopia e tomografia com fase excretora. A hematúria com sinais de origem glomerular segue para a nefrologia, e a anticoagulação nunca serve de explicação.

Referências

  1. Curhan GC. Nephrolithiasis. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw Hill; 2022. cap. 318.
  2. Rajora N, Shastri S, Koolwal P, Saxena R. Major nonglomerular disorders of the kidney. In: Wing EJ, Schiffman FJ, editors. Cecil essentials of medicine. 10th ed. Philadelphia: Elsevier; 2022. cap. 27.
  3. Sethi S, De Vriese AS, Fervenza FC. Glomerular diseases. In: Wing EJ, Schiffman FJ, editors. Cecil essentials of medicine. 10th ed. Philadelphia: Elsevier; 2022. cap. 26.
  4. Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar TR, Dunn DL, Kao LS, Hunter JG, et al., editors. Schwartz's principles of surgery. 11th ed. New York: McGraw Hill; 2019. cap. 40, Urology.
  5. Skolarikos A, Davis NF, Gambaro G, Geraghty R, Jung H, Kamphuis GM, et al. EAU guidelines on urolithiasis. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2026.
  6. Barocas DA, Boorjian SA, Alvarez RD, Downs TM, Gross CP, Hamilton BD, et al. Microhematuria: AUA/SUFU guideline. J Urol. 2020;204(4):778-786.
  7. Updates to microhematuria: AUA/SUFU guideline (2025). J Urol. 2025. doi:10.1097/JU.0000000000004490.
  8. Food and Drug Administration. FDA recommends avoiding use of NSAIDs in pregnancy at 20 weeks or later because they can result in low amniotic fluid. Silver Spring: FDA; 2020.

17 perguntas sobre Litíase urinária, hematúria

Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.

Criar conta e treinar