Hiperplasia benigna da próstata
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 17 perguntas neste tema
A hiperplasia benigna da próstata é um diagnóstico histológico: a proliferação de músculo liso, fibroblastos e epitélio na zona de transição, a parte da glândula que rodeia a uretra. Depende do envelhecimento e dos androgénios, e os sintomas do trato urinário inferior que se lhe atribuem tornam-se muito frequentes a partir dos 50 anos. Mas nem toda a próstata grande dá sintomas, e nem todo o homem com sintomas tem obstrução: a bexiga hiperativa, o detrusor hipoativo, a poliúria noturna, a estenose da uretra e o tumor da bexiga dão as mesmas queixas.
A obstrução tem uma parte estática, que é a massa de tecido, e uma parte dinâmica, que é o tónus do músculo liso da próstata e do colo vesical. Apresenta-se com sintomas de armazenamento (frequência, urgência, noctúria), de esvaziamento (jato fraco, hesitação, esforço) e pós-miccionais, e por vezes já com uma complicação: retenção urinária, infeções de repetição, litíase vesical, hematúria ou insuficiência renal.
A avaliação inicial junta a história, um questionário de sintomas, o toque retal, a sumária de urina, o resíduo pós-miccional e a fluxometria; o antigénio específico da próstata doseia-se quando o diagnóstico de carcinoma mudar a conduta, e o diário miccional é indispensável perante noctúria. Só o estudo pressão-fluxo demonstra obstrução, e reserva-se a casos escolhidos.
O tratamento escolhe-se pelo incómodo, pelo tipo de sintomas e pelo risco de progressão. Os alfabloqueantes aliviam depressa sem mudar a história natural; os inibidores da 5-alfa-redutase reduzem a próstata e o risco de retenção e de cirurgia, mas levam meses; os sintomas de armazenamento tratam-se com antimuscarínicos ou agonistas beta-3; o tadalafil é opção com ou sem disfunção erétil. A cirurgia fica para as indicações absolutas e para quem não melhora, e a técnica escolhe-se pelo volume da próstata e pelo que o doente quer preservar.
O que não se pode falhar: a hiperplasia não é lesão precursora do carcinoma, e um nódulo duro ao toque manda investigar; o antigénio de quem toma um inibidor da 5-alfa-redutase lê-se a dobrar; a hematúria só se atribui à próstata depois de excluir tumor; não se começa um alfabloqueante antes de uma cirurgia de catarata; e a retenção crónica pode ser indolor e chegar com hidronefrose.
Envelhecimento e androgénios
- A hiperplasia precisa de duas condições: envelhecimento e androgénios.
- A testosterona é convertida em di-hidrotestosterona pela 5-alfa-redutase, e é a di-hidrotestosterona que sustenta o crescimento da próstata.
- Há duas isoenzimas: a tipo 1, sobretudo na pele e no fígado, e a tipo 2, sobretudo na próstata. A finasterida inibe só a tipo 2; a dutasterida inibe as duas.
- Por isso a di-hidrotestosterona sérica desce cerca de 70% com finasterida e 95% com dutasterida, mas dentro da próstata a descida é semelhante com as duas, de 85 a 90%.
- Os inibidores da 5-alfa-redutase provocam apoptose das células epiteliais, e é assim que a próstata encolhe.
Componente estático e componente dinâmico
| Componente | O que é | Alvo terapêutico |
|---|---|---|
| Estático | massa de tecido hiperplásico que comprime a uretra prostática | inibidores da 5-alfa-redutase, cirurgia |
| Dinâmico | tónus do músculo liso da próstata e do colo vesical, mantido pela noradrenalina através de recetores alfa-1 adrenérgicos | alfabloqueantes |
- No adenoma predomina o estroma. Nos adenomas de homens com sintomas, a razão entre estroma e epitélio foi de cerca de 4,6, contra 2,7 nos de homens sem sintomas: a composição do tecido pesa, e não só o volume.
- O alfabloqueante tem pouco efeito na resistência uretral medida, e a melhoria dos sintomas correlaciona-se mal com a obstrução: parte do efeito passa por recetores alfa-1 fora da próstata, na bexiga e na medula.
A bexiga
- Os sintomas não são só efeito de massa: resultam do aumento da próstata somado à disfunção do detrusor que acompanha a idade.
- A hiperatividade do detrusor existe em 61% dos homens com sintomas atribuídos a obstrução, e associa-se ao grau de obstrução e à idade. É a base dos sintomas de armazenamento.
- O detrusor hipoativo existe em 11 a 40% dos homens com sintomas e dá queixas de esvaziamento iguais às da obstrução. A contractilidade não parece piorar com a obstrução prolongada, e desobstruir não a recupera.
- A obstrução crónica deixa marcas na bexiga, como a trabeculação da parede e os divertículos.
A avaliação tem dois objetivos: encontrar as outras causas de sintomas e definir o perfil do doente, incluindo o risco de progressão.
Em todos os homens
| Exame | O que dá |
|---|---|
| História clínica e cirúrgica | comorbilidades, doença neurológica, fármacos, hábitos, função sexual |
| Questionário de sintomas | quantifica os sintomas e o incómodo e serve para seguir a resposta |
| Exame objetivo com toque retal | volume e consistência da próstata |
| Sumária de urina (tira ou microscopia) | infeção, hematúria, proteinúria, glicosúria |
| Resíduo pós-miccional (ecografia) | esvaziamento incompleto |
- O score internacional de sintomas prostáticos (IPSS) tem 8 perguntas: 7 de sintomas, cotadas de 0 a 5, e 1 de qualidade de vida. O total classifica-se em assintomático (0), ligeiro (1 a 7), moderado (8 a 19) e grave (20 a 35). Não avalia a incontinência nem os sintomas pós-miccionais.
- O toque retal correlaciona-se mal com o volume real e subestima-o, tanto mais quanto maior a próstata, sobretudo acima de 30 mL. Cerca de 20 a 25% dos homens com toque retal anormal têm carcinoma.
- O resíduo pós-miccional elevado pode ser obstrução ou detrusor hipoativo. Não há limiar validado para decidir o tratamento; um resíduo alto não impede a vigilância nem os fármacos, mas prevê pior resposta, e a sua subida ao longo do tempo sinaliza risco de retenção.
Antigénio específico da próstata
- Doseia-se o antigénio específico da próstata (PSA, do inglês prostate-specific antigen) quando o diagnóstico de carcinoma mudar a conduta ou quando ajudar a decidir o tratamento, depois de explicar ao doente o que um valor alto implica.
- Serve também de substituto do volume: valores acima de 1,6, 2,0 e 2,3 ng/mL indicam uma próstata acima de 40 mL em homens na casa dos 50, 60 e 70 anos, respetivamente.
- Prediz o crescimento da próstata, a retenção urinária aguda e a necessidade de cirurgia.
- Sob inibidor da 5-alfa-redutase o valor medido tem de ser corrigido antes de se interpretar.
Fluxometria e diário miccional
- Fluxometria: antes de qualquer tratamento, farmacológico ou invasivo. É fiável com volumes urinados acima de 150 mL e deve repetir-se se o volume for menor ou o traçado anómalo.
- Um fluxo máximo abaixo de 10 mL/s tem especificidade de 70% e sensibilidade de 47% para obstrução. Um fluxo baixo pode ser obstrução, detrusor hipoativo ou bexiga pouco cheia; a fluxometria não os distingue.
- Diário miccional durante pelo menos 3 dias, sobretudo na noctúria. Define poliúria noturna uma produção noturna acima de 20% da diurese de 24 horas no jovem ou de 33% depois dos 65 anos, e poliúria de 24 horas uma diurese acima de 40 mL/kg.
Exames seletivos
- Função renal (creatinina ou taxa de filtração glomerular estimada): se houver suspeita de lesão renal, hidronefrose, ou antes de cirurgia.
- Ecografia do aparelho urinário superior: útil com resíduo grande, hematúria ou antecedentes de litíase.
- Imagem da próstata (ecografia suprapúbica ou, mais exata, transretal): obrigatória antes de cirurgia, porque o volume e o lobo médio escolhem a técnica; antes de um fármaco, quando ajudar a escolhê-lo.
- Uretrocistoscopia: hematúria, suspeita de estenose da uretra, antecedentes de tumor da bexiga, ou para ver o lobo médio antes de uma técnica em que ele conte.
- Estudo urodinâmico (pressão-fluxo): é o único exame que distingue obstrução de detrusor hipoativo, e nenhum exame não invasivo o substitui. Não é de rotina. Faz-se antes de tratamento invasivo quando houve falência de um tratamento invasivo prévio, quando o doente não consegue urinar mais de 150 mL, quando o fluxo máximo é superior a 10 mL/s, e em homens com menos de 50 ou mais de 80 anos. Com fluxo máximo abaixo de 10 mL/s a obstrução é provável e o estudo não é necessário. A doença neurológica, incluindo a cirurgia pélvica radical prévia, segue outro circuito.
Diagnóstico diferencial
| Entidade | Pista |
|---|---|
| Bexiga hiperativa | urgência e frequência sem obstrução; volumes urinados pequenos no diário |
| Detrusor hipoativo | sintomas de esvaziamento com pressão do detrusor baixa no estudo pressão-fluxo |
| Poliúria noturna ou de 24 horas | diário miccional com grande produção de urina; insuficiência cardíaca, apneia do sono, diabetes |
| Estenose da uretra | instrumentação, algaliação, uretrite ou traumatismo prévios |
| Infeção urinária ou prostatite | disúria, sumária de urina alterada; dor pélvica crónica |
| Tumor da bexiga | hematúria; urgência persistente |
| Cálculo do ureter distal | dor lombar, hematúria |
| Bexiga neurogénica | doença neurológica conhecida |
| Carcinoma da próstata | nódulo duro ao toque retal, PSA elevado |
A escolha depende do incómodo, do tipo de sintomas que predomina, do volume da próstata, do risco de progressão e do que o doente espera em rapidez, eficácia e efeitos adversos. A guideline europeia de 2026 escolhe pelo perfil do doente, e não por degraus fixos: um homem com sintomas de armazenamento, um com próstata grande e um com poliúria noturna seguem caminhos diferentes desde o início.
Vigilância e medidas comportamentais
- Indicadas nos sintomas ligeiros ou moderados pouco incomodativos, sem complicações; as medidas acompanham também qualquer outro tratamento.
- Explicar a doença e tranquilizar sobre o carcinoma; reduzir a ingestão de líquidos nas alturas em que a frequência mais incomoda, sobretudo à noite; moderar a cafeína e o álcool; urinar com calma e em dupla micção; espremer a uretra para o gotejamento pós-miccional; treino vesical para a urgência; rever os fármacos e a hora a que se tomam, sobretudo os diuréticos; tratar a obstipação.
- A autogestão reduz os sintomas de forma semelhante a um fármaco às 6 a 12 semanas.
Alfabloqueantes
- Primeira linha farmacológica nos sintomas moderados a graves. Tansulosina, silodosina, alfuzosina, doxazosina e terazosina têm eficácia semelhante.
- O efeito começa em horas a dias e completa-se em semanas. Reduzem o IPSS em 30 a 40% e aumentam o fluxo máximo em 20 a 25%, com efeito mantido durante anos.
- Não reduzem o volume nem previnem a retenção aguda nem a cirurgia. Ajudam, porém, a resolver a retenção aguda.
- Adversos: astenia, tonturas e hipotensão ortostática, mais com doxazosina e terazosina, menos com alfuzosina e tansulosina, e com silodosina semelhantes ao placebo. Ejaculação anómala, por diminuição ou ausência de líquido seminal, mais frequente com tansulosina e silodosina. Não afetam a libido nem a ereção.
Inibidores da 5-alfa-redutase
- Finasterida e dutasterida, nos sintomas moderados a graves com risco de progressão, por exemplo próstata acima de 40 mL. Abaixo desse volume a finasterida pode não ser melhor do que o placebo.
- Efeito clínico só ao fim de pelo menos 6 meses. Ao fim de 2 a 4 anos reduzem o IPSS em 15 a 30% e o volume em 18 a 28%, e aumentam o fluxo máximo em 1,5 a 2,0 mL/s.
- Baixam o PSA em cerca de 50% ao fim de 6 a 12 meses: o valor medido duplica-se para se interpretar.
- Ao contrário dos alfabloqueantes, mudam a história natural: ao fim de 4 anos, a finasterida reduziu o risco relativo de retenção aguda em 57 a 68% e de cirurgia em 55 a 64% (reduções absolutas de 2 a 4% e de 3 a 7%).
- Adversos: diminuição da libido, disfunção erétil e, menos vezes, alterações da ejaculação; ginecomastia em 1 a 2%. A agência europeia do medicamento pede que quem toma finasterida pare e procure o médico se surgir humor depressivo ou ideação suicida.
- São teratogénicos para o feto masculino: mulheres grávidas ou que possam engravidar não manuseiam comprimidos partidos de finasterida nem cápsulas danificadas de dutasterida, e quem toma dutasterida não dá sangue até 6 meses depois da última dose.
- A finasterida pode reduzir a perda de sangue na cirurgia transuretral, com evidência pouco consistente.
Sintomas de armazenamento
- Antimuscarínicos (solifenacina, tolterodina, fesoterodina, oxibutinina, tróspio, entre outros): nos sintomas moderados a graves em que predomina o armazenamento. Adversos: boca seca, obstipação, dificuldade miccional, tonturas.
- Agonista beta-3 (mirabegron): nos sintomas moderados a graves de armazenamento, com menos boca seca e obstipação e maior persistência no tratamento. Contraindicado na hipertensão grave não controlada (180/110 mmHg ou mais); medir a pressão arterial antes e durante.
- Nos ensaios só entraram homens com resíduo baixo. Com resíduo pós-miccional acima de 150 mL não se usa antimuscarínico, isolado ou associado; reavalia-se o resíduo e os sintomas, e suspende-se se o jato piorar.
Tadalafil e fitoterapia
- Tadalafil 5 mg por dia: sintomas moderados a graves, com ou sem disfunção erétil. Melhora os sintomas mas quase não muda o fluxo máximo. Contraindicado com nitratos ou riociguat, enfarte há menos de 90 dias, angina instável ou hipotensão abaixo de 90/50 mmHg.
- Extrato hexânico de Serenoa repens: para o homem que quer evitar efeitos adversos sexuais, avisando que o benefício é modesto. Os extratos de marcas diferentes não são equivalentes.
Associações
| Associação | Quando | Nota |
|---|---|---|
| Alfabloqueante com inibidor da 5-alfa-redutase | sintomas moderados a graves com risco de progressão | melhor do que cada fármaco isolado nos sintomas e no fluxo, e melhor do que o alfabloqueante a prevenir retenção e cirurgia; só se o tratamento for durar mais de 12 meses; ejaculação anómala três vezes mais frequente |
| Alfabloqueante com antimuscarínico | armazenamento que persiste com um dos fármacos | benefício pequeno; vigiar o resíduo |
| Alfabloqueante com agonista beta-3 | armazenamento que persiste sob alfabloqueante | reduz pouco a frequência |
| Alfabloqueante com inibidor da fosfodiesterase 5 | sintomas incomodativos em quem quer melhorar a ereção | efeito modesto |
- Depois de 6 a 9 meses de associação com inibidor da 5-alfa-redutase, pode tentar-se parar o alfabloqueante; quem começou com sintomas graves (IPSS acima de 20) beneficia de manter a associação mais tempo.
Noctúria
- Trata-se a causa: comportamentos (líquidos ao fim do dia), doença sistémica (insuficiência cardíaca, diabetes, insuficiência renal), perturbações do sono como a apneia obstrutiva, ou disfunção do trato urinário inferior, muitas vezes em conjunto.
- Desmopressina na poliúria noturna em homens com menos de 65 anos. Sódio no início, ao 3.º e ao 7.º dia, ao fim de 1 mês e depois periodicamente, com mais frequência acima dos 65 anos ou com risco de hiponatremia.
- O alfabloqueante é opção quando a noctúria acompanha sintomas de esvaziamento.
Cirurgia
Indicações absolutas: retenção urinária recorrente ou refratária, incontinência por transbordo, infeções urinárias de repetição, litíase vesical, divertículos vesicais, hematúria macroscópica por hiperplasia que resiste ao tratamento, e dilatação do trato urinário superior por obstrução, com ou sem insuficiência renal. Indicação relativa: alívio insuficiente dos sintomas ou do resíduo com tratamento conservador ou farmacológico.
A técnica escolhe-se pelo volume da próstata, pelas comorbilidades, pela possibilidade de anestesia e de suspender a anticoagulação, e pelo que o doente quer preservar.
| Técnica | Quando |
|---|---|
| Resseção transuretral da próstata (RTU-P), monopolar ou bipolar | referência entre 30 e 80 mL |
| Incisão transuretral da próstata | próstata abaixo de 30 mL sem lobo médio; menos ejaculação retrógrada, mais reoperações |
| Enucleação com laser de hólmio (HoLEP) | alternativa à RTU-P e à prostatectomia aberta, em qualquer volume; primeira escolha acima de 80 mL |
| Enucleação bipolar ou com laser de túlio | alternativas à RTU-P |
| Prostatectomia simples aberta | acima de 80 mL quando não há enucleação endoscópica |
| Vaporização com laser de 532 nm | alternativa à RTU-P entre 30 e 80 mL; doente anticoagulado ou antiagregado com próstata abaixo de 80 mL |
| Aquablação (resseção por jato de água) | entre 30 e 80 mL, sobretudo para preservar a ejaculação |
| Elevação uretral prostática | abaixo de 70 mL sem lobo médio, para preservar a ejaculação; mais retratamentos do que a RTU-P |
| Embolização das artérias prostáticas | ainda em investigação; para quem quer uma opção minimamente invasiva e aceita resultados inferiores aos da RTU-P |
| Ablação por vapor de água | em investigação |
- As injeções intraprostáticas não têm benefício e não se usam.
- Complicações da RTU-P: transfusão em cerca de 2,9%; síndrome de resseção transuretral em menos de 1,1% na técnica monopolar, que a bipolar elimina por usar soro fisiológico na irrigação; a longo prazo, incontinência, retenção, infeção, contratura do colo vesical, estenose da uretra, ejaculação retrógrada e disfunção erétil.
- A síndrome de resseção transuretral resulta da absorção do líquido de irrigação hipotónico: sobrecarga de volume e hiponatremia dilucional, com náuseas, vómitos, bradicardia, hipertensão, edema pulmonar e alteração do estado de consciência.
Referências
- Cornu JN, Gacci M, Hashim H, Herrmann TRW, Malde S, Netsch C, et al. EAU Guidelines on the Management of Non-neurogenic Male Lower Urinary Tract Symptoms (LUTS). Arnhem: EAU Guidelines Office; 2026.
- Shabsigh A, Sourial M, Bellows FF, McClung C, Jayanthi R, Kielb S, et al. Urology. In: Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar TR, Dunn DL, Kao LS, Hunter JG, et al., editors. Schwartz's principles of surgery. 11th ed. New York: McGraw Hill; 2019. p. 1759-68.
- Scher HI, Eastham JA. Benign and malignant diseases of the prostate. In: Loscalzo J, Fauci A, Kasper D, Hauser S, Longo D, Jameson JL, editors. Harrison's principles of internal medicine. 21st ed. New York: McGraw Hill; 2022. cap. 87.
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- Chang DF, Campbell JR. Intraoperative floppy iris syndrome associated with tamsulosin. J Cataract Refract Surg. 2005;31(4):664-73.
- Merck Sharp & Dohme. Proscar (finasteride) tablets: prescribing information. Silver Spring: U.S. Food and Drug Administration; 2021.
- GlaxoSmithKline. Avodart (dutasteride) soft gelatin capsules: prescribing information. Silver Spring: U.S. Food and Drug Administration; 2011.
17 perguntas sobre Hiperplasia benigna da próstata
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